QUINTA FEIRA NA AABB-POA

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Toda quinta feira é dia de aposentado e pensionista frequentar a AABB de Porto Alegre, pois, depois de praticar esportes ou simplesmente espairecer, tem concorrido almoço no Galpão Crioulo feito por colegas experientes na arte da cozinha.

Hoje está um dia lindo de sol e é para lá que eu vou, às margens do Guaiba, no bairro Tristeza. Hoje vai ser comemorado os setenta anos do Celso Campos, presidente do Conselho Deliberativo e conhecido cantor nativista, um dos responsáveis pelo clima de companheirismo que predomina na AABB-POA. A ele os meus parabéns, extensivo a Maria e familiares.

Vou jogar tênis com antigos companheiros do Banco do Brasil, alguns com mais de cinquenta anos de convivência, pois ingressamos no banco em Uruguaiana nos idos de 1957.

Acho incrível que isso esteja acontecendo. Jogar tênis com 72 anos no meu caso é uma circunstância que me espanta positivamente, tendo em vista que com 20 anos tive um problema de pulmão e o médico me afirmou que nunca mais poderia praticar o esporte branco. Mas existem pessoas mais velhas, em boas condições.

Um milagre é o caso do colega Giffoni com 95 anos e participando, inclusive, de torneios de tênis no exterior, como aconteceu recentemente em San Diego, na California, EUA.

A equipe de tênis da AABB de Porto Alegre é campeã consagrada nos torneios do CINFAABB. Há vários anos tira o primeiro lugar nas duplas e ultimamente nas simples. Eu mesmo tenho medalhas nas CINFAABB de Florianópolis,2004, Recife, 2005 e Belo Horizonte, 2007, com o Claudio Chiele, o Jacyr Goulart e o Sebastião Carvalho. Em 2008 tive que abandonar o torneio em virtude do falecimento de minha mãe. Em 2009  e 2010 não consegui ir por ter assumido outros compromissos na mesma época.

A nossa dupla mais famosa é a do Miguel Soto e do Napoleão Tarragó.  Cláudio Ely, outro grande tenista, também foi campeão e o Russo ultimamente é o grande destaque da equipe.  Jacyr Goulart, além de também jogar com o Leo Barcellos, é o chefe da equipe.

O tênis é um exercício saudável e merece ser praticado pelos aposentados pois proporciona companheirismo e alegria, além de servir para aliviar as tensões, pois a gente procura descarregar tudo na bolinha.

Outro dia voltarei a comentar sobre o que  acontece mais na quinta feira na AABB. Vou falar de futebol e outras coisas.

DR. KRIEGER NA PARADA

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O dr. Jorge Krieger de Mello é  presidente do Conselho Deliberativo da AFABB-RS há vários anos e conduz os destinos da associação com discernimento e braço forte.  No dia primeiro foi re-eleito para um mandato de mais dois anos.

Ontem, dia 7 de setembro, o dr. Krieger desfilou garboso na parada cívico militar de Porto Alegre, cheio de medalhas, num jipe aberto, à frente do batalhão dos pracinhas da FEB, Força Expedicionária Brasileira, da qual é também o presidente.

Ele não serviu na guerra. Não esteve na missão da Itália, que deixou diversos patriotas mortos nos campos de Pistóia.

Mesmo assim foi escolhido para presidente em virtude de sua combatividade e de seu ânimo na defesa dos interesses da classe.

Enquanto desfilava o comentarista da TV chamava a atenção para seu passado como funcionário do Banco do Brasil e seu prestígio como um dos principais advogados criminalistas do Estado, ao lado de Lia Pires e Amadeu Weimann, além de político consagrado, candidato ao Governo do Estado.

E´ uma honra, sem dúvida, contar com uma personalidade dessa envergadura nos quadros de nossa Associação.

Há pouco tempo o dr. Krieger sofreu duro revés com a perda de Helga, com quem era casado há sessenta anos, grande companheira de todas as horas, inclusive profissionalmente, e de quem sente muita falta.

E´uma satisfação ter o dr. Krieger como amigo e aliado, ele que me defendeu contra os diretores da PREVI e a SPC quando procuraram investir contra mim criminalmente por denúncia feita na operação de compra das ações do Banco do Brasil. A ação não prosperou, pois eu tinha razão.

A FÁBRICA DE DOSSIÊS DO GERARDO

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Acho que não deu em nada a denúncia estampada pela VEJA de que a PREVI era uma fábrica de dossiês a serviço do PT.

A audiência no Senado, que seria realizada semana passada, onde se pretendia ouvir e fazer uma acareação entre Sergio Rosa e Gerardo Santiago ficou prejudicada porque, ao que parece, segundo noticiou a imprensa, nenhum dos dois se dispôs a comparecer e nada havia que os obrigasse nos dispositivos legais a respeito.

Vai ficar tudo por isso mesmo ?  Ou como se costuma dizer, vai virar pizza ?  O estardalhaço serviu apenas para o Gerardo ter o seu momento de divulgação nacional ?  Um instrumento de poder e de desvio de função que se arrependeu depois que caiu na desgraça, segundo dizem ?

Chamou a minha atenção nesse triste caso ,envolvendo mais uma vez a nossa PREVI, que o Gerardo fez referência à Veja que se muniu de elementos informativos que faziam parte de um documento do conselho fiscal sobre os investimentos irregulares existentes no fundo de pensão.

Nessa época eu era conselheiro fiscal da Previ, meu mandato foi de 2002 a 2006, e na ocasião em que se deu a investigação na CPI por parte de ACM Neto eu era o presidente do conselho. Foi o período que eu chamo de OLHO DO FURACÃO em meu livro o Conselho Fiscal nas empresas e nos fundos de pensão.  Um período tenebroso, cheio de lances terríveis, como o do Pizzolatto, envolvido no mensalão.

Esse documento realmente existiu e foi criado tão logo assumi como conselheiro fiscal em agosto de 2002, baseado em sistema de acompanhamento de operações anormais que tínhamos no Banco do Brasil de Uruguaiana. quando eu era advogado da Agência.

As informações colhidas pelo Gerardo faziam parte do dossiê referente ao Complexo Hoteleiro Costa do Sauípe, onde o favorecimento inicial para a Construtora Norberto Odebrech é evidente e sofreu notória influência do Governador da Bahia Antonio Carlos Magalhães.

Mais tarde voltarei a comentar sobre Sauípe, cuja novela ainda continua, infelizmente, e parece que quanto mais avança pior fica para nós, os participantes da PREVI.

MORREU ANTONINHO

sábado, 4 de setembro de 2010

Acabei de chegar do cemitério São Miguel de Almas onde ocorreu o enterro do Antoninho, às 10,00 horas, colega aposentado do Banco do Brasil, que morreu com 91 anos.

Antonio Joaquim Gomes Filho era uma figura peculiar que conheci quando exerci a presidencia da AFABB-RS, há dez anos, lá pelo início do século, em 2.000.

Ele, então recém feitos oitenta anos, passava por fase depressiva e tinha vontade de morrer. Sentia solidão e falta de interesse pela vida, pois seus hobbies principais, música, filmes, livros, já não lhe satisfaziam.

Vivia no centro de Porto Alegre e não tinha mais segurança de andar pelas ruas, como também sua única referência fora de casa era a Agência Centro do Banco do Brasil, onde comparecia quase que diariamente.

Foi quando descobriu a sede da AFABB-RS e aí descobriu nova razão de viver, em virtude do apoio que recebeu de mim e das funcionárias, além de rever antigos colegas.

Costumava dizer que a AFABB-RS era um oásis no centro, um bálsamo, um lugar onde espairecia e recuperava seu equilíbrio psíquico.

Muito religioso, devoto de Santo Antonio, levou para a AFABB-RS imagem do santo e do Coração de Jesus, e foi lá com um padre para a benção correspondente.

Grato pelas atenções e pelos serviços jurídicos recebidos constantemente, pela ajuda na solução de litígios eventuais, contribuiu efetivamente para a instalação melhor do departamento jurídico e por isso a sala do consultor recebeu o seu nome e sua fotografia em cerimonia realizada no ano passado.

Adoeceu gravemente há quatro meses, Antoninho morreu com idade avançada, que não deixava transparecer, e deixa saudades.

ESCANDALOS DE NOVO NA PREVI ?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Não estou gostando das notícias que estão saindo na imprensa sobre a PREVI desde que tomou posse a nova diretoria.

Então essa de que a Previ, junto com a Petros e a fundação da Caixa Federal, vai investir no trem bala, que vai ligar o Rio a São Paulo, é uma péssima notícia.

Trata-se de um investimento com maturação calculada em cerca de trinta ou quarenta anos, que só a partir dai poderá dar lucro, e que exigirá aportes de , no mínimo, trinta bilhões.

Portanto não é indicado para um plano como o nosso , em extinção, que não terá nenhum participante vivo nessa época, segundo se calcula.

Todos devemos rechaçar esse tipo de investimento duvidoso e essas aventuras que já geraram prejuizos para o nosso fundo de pensão, a exemplo de Sauípe, o parque de Aparecida, hospital em São Paulo, terminal portuário em Santa Catarina, Telebrás e tantos outros.

Esses escandalos aconteceram na ocasião em que participava da administração da Previ o atual diretor de planejamento, Vitor Paulo, que assumiu em junho, eleito pelos participantes.

Aguardamos que, agora, com mais experiencia, o diretor consiga navegar com mais sorte nas águas sempre revoltas da Previ e afaste a imagem desses escandalos do passado.

Por sinal, um dos mais badalados, o do Opportunity, do banqueiro Dantas, segundo a revista Isto E´ Dinheiro, aplicou duro revés à Previ, pois, por tres a zero, a Justiça do Rio confirmou a validade da arbitragem, que obriga o nosso fundo de pensão a entregar cerca de 2 bilhões de reais em ações da Vale à empresa Elétron controlada pelo Opportunity.

Lá se vai mais uma parcela do patrimonio que ajudamos a construir, com tanto sacrifício, ao longo dos anos. Vamos ficar atentos.

SUPERAVIT DA PREVI

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Foi marcada importante reunião no Rio de Janeiro para a próxima semana, dia 9 de setembro, a fim de tratar sobre a questão do superavit da PREVI.

O Banco do Brasil não perde tempo e se apropriou de mais dois bilhões neste semestre. Alega, como sempre, que não retirou os recursos, não se trata de “caixa”, mas de mera expectativa, uma simples operação contábil. Ora vejam só…

Enquanto isso os verdadeiros donos da PREVI, que são os aposentados e as pensionistas, ficam chupando o dedo, sem desfrutar do superavit, a não ser através da suspensão das contribuições mensais para o fundo.

Essa situação poderia não estar acontecendo se tivesse sido aceita a minha proposição, feita há tres anos, de distribuição mensal de um percentual de 10% para todo o mundo, a exemplo do que fez a VALIA.  Fui muito criticado porque chamei de um abono, que seria dado enquanto durasse o superavit. Mas que dessem qualquer outro nome, mas distribuissem os valores que fazem tanta falta e que muitos jamais verão porque vieram a falecer nesse período, inclusive nosso primeiro presidente Onésimo Duarte.

Agora essa proposta volta a ser debatida depois que uma pesquisa nacional revelou ser a preferida da maioria dos aposentados e pensionistas.

O que não pode continuar é essa indefinição. A PREVI tem a obrigação de revisar os benefícios para cima a fim de que o superavit diminua e se os diretores não o fizerem devem ser responsabilizados por isso, inclusive criminalmente. Tenho uma ação judicial de cumprimento e responsabilidade quase pronta nesse sentido.

POSSE DA DIRETORIA DA AFABB-RS

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Hoje foi a posse da diretoria da AFABB-RS para o bienio 2010/2012 e também do Conselho Deliberativo.  Não houve nenhuma alteração. Ficou todo mundo, pois não se apresentou nenhuma outra chapa para concorrer.

Isso demonstra duas coisas, em minha opinião: que existe consenso sobre a boa condução da associação e que não se está efetuando a necessária renovação dos quadros diretivos.

Não é fácil encontrar aposentado ou pensionista disposto a trabalhar pela defesa dos interesses da classe.

Há natural comodismo justamente por causa da idade e da fase, demonstrado inclusive por ocasião das eleições, quando o comparecimento é bastante baixo.

Entretanto, nunca foi tão importante participar ativamente das associações de aposentados e pensionistas, pois cada vez mais se procura atropelar direitos adquiridos e se apropriar indevidamente de recursos indispensáveis à sobrevivência, como no caso da CASSI e da PREVI.

De minha parte tinha vontade de pendurar as chuteiras, mas convidado pelo Presidente Lahorgue ainda fico um tempo na consultoria jurídica, que está assoberbada de problemas face à disposição do Banco do Brasil de resistir e contra-atacar nas ações judiciais promovidas contra a PREVI.  Não é hora de abandonar o barco. Que Deus ajude a todos nós a cumprir bem a nossa missão.