Tem várias maneiras de sentir a velhice chegando. Uma delas é o aumento das dores.
Uma marchinha de carnaval que disputava prêmio na TV Globo este ano diz mais ou menos assim:
Quando chega aquela idade,
Tudo dói, dói, dói.
Doí as costas, dói a corcunda,
Dói a coluna, dói a bunda.
Dói, dói, dói. dói.
Uma outra forma de sentir a velhice chegando é quando os amigos e os colegas vão deixando o nosso convívio e passando para a eternidade ou adoecem gravemente.
Cadê o Fulano ? Morreu. Cadê o Sicrano ? Está com câncer, muito mal. Cadê o Beltrano ? Não conhece mais ninguém, está com Alzheimer.
Na minha praia, em Atlântida, ocorre esse fenômeno alarmante. Um colega do BB que caminhava na praia todos os dias, não o faz mais, pois está com artrose, numa cadeira de rodas, me contou a esposa entristecida. Um outro amigo, colega da Faculdade, que igualmente desfilava garboso, está impedido, com Alzheimer avançado, segundo um de seus filhos, alto magistrado.
No meu caminho para a praia eu passava por um campinho de futebol sete, onde há vários anos seu proprietário comandava as partidas entusiasmado, criando um clima de camaradagem. Está nas últimas, afundado numa cama de hospital e também em dívidas. Sábado passado estava acontecendo a pelada derradeira.
Um conterrâneo, de Uruguaiana, de 71 anos, amigo de infância, o João Moura, engenheiro, faleceu nesta semana, de parada respiratória.. O necrológio foi publicado na ZH de ontem.
E, como já comentei, nos deixa o grande ex-presidente do BB, Camilo Calazans de Magalhães, um colega que grangeou admiração geral por combinar excelente gestão administrativa com política de recursos humanos justa.Virou uma lenda.
E´ a velhice chegando, com certeza. Dói, dói, dói.
Mas vou esquecer as dores de coluna por um tempo. Vou tocar cuica no carnaval numa rodada de samba. Quem canta seus males espanta.
Bom carnaval para voces também. Cuidado nas estradas.
Quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão...
Na minha volta vou falar da guerra atômica que está acontecendo no BB e na Previ, com reflexos diretos nas eleições do nosso fundo de pensão. Muita pólvora, muita intriga, muita sujeira. E também da bolsa em alta, com resistência nos 66.000. E do mau resultado do último trimestre do BB por causa da Previ. E dos bastidores ... E dos bastidores... Aguardem. Por isso tudo é que só me querem no conselho fiscal, para ajudar a por a casa em ordem. Mas só aceito ser suplente do conselho deliberativo, cargo que parece não estar disponível ou estar reservado para os mimosos.
Ah ! Quanto riso...