Eu irei no protesto de 25 de novembro. Já confirmei. Outros me telefonaram dizendo que também iriam, para apoiar a manifestação. Ótimo.
Compreendo os riscos que corremos, mas faz parte do processo. Os infiltrados estão por toda a parte. Mas, segundo consta, estão sendo tomadas as providências preventivas cabíveis.
Lembro do peladaço na Previ. Evento memorável e que teve, sim, sua repercussão positiva e resultados concretos imediatos comprovados. Na ocasião, Marcos Cordeiro escreveu uma crônica épica e inolvidável, os heróis do Mourisco, que guardo até hoje. Agora vou no novembraço organizado pelo Ary Zanella e pela Leopoldina, da Anaplab, que tem o aval de várias lideranças dos aposentados e pensionistas do BB.
Existem outras formas menos arriscadas e menos onerosas de protestar ? Existem e, se concretizadas, estou dentro delas, O que acontece é que a diretoria da Previ, especialmente seu presidente Dan Conrado, não tornam mais fácil o contato com os participantes.
Houve um encontro no princípio do ano, dia 24 de janeiro, no qual o presidente Dan Conrado se comportou muito mal. Saiu no meio dos debates, antes da minha fala, voltou no encerramento, e no almoço preferiu sentar com os conselheiros fiscais da Previ em vez de sentar com seus convidados, os presidentes das associações e a presidente da FAABB. Que anfitrião é esse ?
Agora ele deu nova demonstração de desprezo e desinteresse com a pessoa do aposentado e da pensionista participantes da PREVI, ao não comparecer na audiência pública do Senado nem mandar representante, sendo criticado pela sua postura. Alegou ter outros compromissos. Que feio !
A mobilização é necessária, sim. E´ um ato de coragem e de afirmação. E´ como dizer, olhem nós estamos vivos, estamos presentes, estamos aqui. Nos respeitem. Respeitem a nossa dignidade. Conversem conosco. Saiam do pedestal.
Falando nisso, começam a surgir iniciativas tentando diminuir o impacto do movimento de protesto. Além de fórmulas e sugestões, começam a aparecer iniciativas de palestras e debates, entre os quais uma com o diretor Marcel Barros, a convite do Sindicato dos Bancários, em Porto Alegre, no dia 4 de dezembro.
O diretor Marcel sempre tem se colocado à disposição, não posso negar. Apresentei aqui , várias vezes, proposta para convidá-lo a palestrar sobre o BET. Não tive boa acolhida. O pessoal aqui do Sul, especialmente de Porto Alegre, não gostou da postura crítica nem das colocações feitas pelo diretor Marcel quando veio fazer a apresentação das contas do exercício 2012, e muito menos do discurso do diretor Paulo Assunção. Em vez de se fixarem em informações e ouvirem as ponderações, preferiram criticar os participantes e as associações que entram com ações judiciais, cujas vitórias são, na opinião do Marcel, um tiro no pé, pois o pagamento recai sobre todos. Pegou muito mal. Depois em Camboriú repetiram a mesma ladainha. Eu fiquei pasmo. Afinal de que lado estão os nossos eleitos ? Dessa forma, para ouvir esse discurso, não consegui que apoiassem minha idéia de convidar esses eleitos. Quanto ao outro eleito, Vitor Paulo, eu o convidei há tres anos, prometeu vir, nunca veio, nem disse porque não veio. E já esta saindo tarde da Previ, onde não deixará marca nenhuma de sua passagem.
Além de tudo a renovação do ES novamente frustrou as expectativas. Poderia ter sido uma ótima ocasião de mostrar discernimento. Afinal tem sido o melhor investimento da PREVI, segundo parece. Tinha tudo pra ser melhor.
Por tudo isso eu vou no protesto e convido aos colegas, especialmente, os do Rio de Janeiro para comparecerem também. Se for igual ao peladaço, tenham a certeza, só o encontro, a solidariedade, a participação e o senso do dever cumprido, já valerão a pena. A gente sai de alma lavada.