NOTAS DEFINITIVAS DA REUNIÃO NA PREVI

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Apesar de alguns discordarem, continuo achando importantes todos nós tomarmos conhecimento detalhado do que aconteceu na reunião da FAABB, ANABB e AAFBB com a diretoria da Previ.

Considero que as informações colhidas são básicas até para as ações judiciais que estão se desenhando.

A Presidente Isa Musa Noronha, da FAABB, apresentou seu relatório final sobre o encontro e que vou reproduzir aqui.  Semana que vem existe muito assunto para postagem e debate.

A REUNIÃO COM A PREVI – FIM DO BET

            Em complemento às notas preliminares que a FAABB já divulgou a propósito da Reunião com a PREVI, apresento as informações mais completas, conforme prometido.

A reunião teve início com o Presidente da ANABB, Riede, solicitando que primeiramente a PREVI repassasse todas as informações que levaram à suspensão do BET e a volta das contribuições.

O Presidente da Previ, Dan Conrado, afiançou que “Estamos conscientes e sensíveis ao impacto na vida de cada um dos participantes. Mas não podemos nos furtar de tomar as decisões necessárias, pelo bem do fundo, das pessoas que já se aposentaram e também daquelas que irão se aposentar e receber seus benefícios no futuro. Nosso compromisso é com a perenidade da PREVI”.

Substituindo o Diretor Marcel, seu Gerente de Área, Márcio de Souza, passou a apresentar os números reiterando que a despeito do balanço ainda não ter sido divulgado, a PREVI gerencialmente apura mês a mês os números em cumprimento ao que determina o artigo 3º da Resolução CGPC nº 26/2008 sobre a responsabilidade de acompanhar continuamente os fundos de destinação de superávits. O Presidente Dan Conrado, afirmou que “Se não cobrássemos as contribuições em janeiro e fevereiro e continuássemos a pagar o BET, precisaríamos pedir o ressarcimento desses recursos mais na frente”.

Continuando, o Sr Márcio apresentou que a Previ fechou o ano de 2013 com um patrimônio de R$ 136,8 bi. De sorte que a Reserva Matemática, necessária ao final de 2013, para cumprir todos os compromissos com os participantes do plano, até 2080, foi calculada em R$ 114,6 bi. A Reserva de Contingência ficou com R$ 22,2 bi, isto é, 19,37% da Reserva Matemática. Segundo a Resolução CGPC nº 26, o BET só poderia continuar sendo pago se a Previ tivesse terminado o ano de 2013 com recursos que superassem o percentual de 25% das Reservas Matemáticas. Ficaram faltando então cerca de R$ 6,5 bi para compor essa reserva. Segundo os dirigentes da Previ, na conta de Reserva para Distribuição de Superávit (Fundos Previdenciais) só existia R$ 2,2 bi, sendo R$ 1,1 bi do Fundo Previdencial Patrocinador e R$ 1,1 do Fundo Previdencial Participantes e Assisti dos. Dessa maneira, foi necessária a transferência da totalidade desses recursos para esses Fundos Previdenciais.

Quanto à volta das contribuições pessoais e patronais, o presidente Dan Conrado informou que a suspensão do pagamento já estava prevista para durar três anos, de 2010 a 2013. Portanto, iria acabar mesmo ao final do ano passado, pois o artigo 20 da Resolução CGPC 26, determina que tal redução, ou suspensão se faça por três exercícios. Evidentemente, poderia ser prorrogada, caso houvesse recursos.

Foi comentado que por diversas vezes a PREVI reavalia seus ativos. Sobre esse ponto o Presidente da PREVI afirmou que “a postura da PREVI na avaliação dos ativos (Vale, Neoenergia e Invepar) que, pelas normas contábeis, é feita por valor econômico.” Segundo Dan Conrado, “Existem sugestões para reavaliarmos todos os ativos de forma arrojada. Mas, se fizéssemos isso, estaríamos agindo de forma oportunista e colocando o patrimônio do fundo em risco. A gestão da PREVI não vai tomar qualquer medida para inflar o valor dos ativos. Nós somos conservadores, como um fundo de pensão deve ser. Não vamos mudar nossos critérios de avaliação para melhorar os resultados”.

Sobre isso, eu reafirmei a todos que a FAABB não concordaria com tal super avaliação, pois criaria superávits fictícios e a própria Federação já denunciou essa prática no passado.

        O colega Gilberto ponderou que os aposentados têm entendido e isso tem sido amplamente divulgado nas redes sociais que se há superávit então a PREVI não precisaria suspender o BET.  Ao que o Presidente da PREVI reiterou que a própria Reserva de Contingência já é um superávit, só que tem destinação exclusiva, definida por Lei. E adiantou “A PREVI tem recursos suficientes para arcar com as aposentadorias de todos os que já estão aposentados e os benefícios daqueles que ainda vão se aposentar. E, além disso, ainda mantemos uma Reserva de Contingência de mais de R$ 20 bilhões. É a nossa tranquilidade para momentos de crise”.

Outra ponderação polêmica que também corre pelas redes sociais é a possibilidade da redução da exigência de composição da Reserva de Contingência de 25% para 15%. Ao que os representantes da PREVI reiteraram que esse índice é definido tanto na Lei Complementar 109, quanto na Resolução CGPC 26. Embora a Lei Complementar paute em até 25%, a Resolução é taxativa, pois o Art. 8º determina que qualquer distribuição de superávit somente seria possível “após a constituição da reserva de contingência, no montante integral de 25% (vinte e cinco por cento) do valor das reservas matemáticas”.

Argumentei que ainda que eu concorde que sem estudos aprofundados não se pode nem pensar em reduzir essa margem de segurança da Reserva de Contingência, a PREVI, quando lhe convém, cumpre o normativo que lhe favorece e que sempre deveria cumprir a 109 e não a 26. Evidentemente esse meu comentário foi respondido com risos amarelados.

            A seguir ponderei sobre a situação dos colegas que recebem o Benefício Mínimo, equivalente a 40% da Parcela Previ, terão seus benefícios reduzidos em 45% a partir de jan/2014. No Memorando de Entendimentos, para minorar as agruras desses colegas que por diversas razões recebem a PREVI benefícios de aposentadoria ínfimos, conseguimos que esses passassem a receber 70% da PP. Assim, até dezembro/2013, eles recebiam líquido R$ 2.054,64, ou seja, o equivalente a 70% da PP + BET de 20%, ou seja, enquanto durou a utilização do superávit, o complemento mínimo pago pelo Plano 1 da PREVI foi de 70% da PP, e voltará a ser de 40% com o fim da utilização de superávits. Com a suspensão do BET e o fim dos Fundos Previdenciais, a partir de janeiro/2014 receberão apenas R$ 931,44 ou o equivalente a 40% da PP - 4,8% de contribuição pessoal Logo, q quem recebia o complemento mínimo do PB1 de R$ 2.053,64 até dez/2013, a partir de janeiro/2014 receberá apenas R$ 931,44 mensais, e isso significa uma redução de 45%%. Reivindiquei ao presidente a elevação do atual benefício mínimo de 40% da PP para 70% da PP, senão esses Colegas passam fome. O Presidente Dan Conrado e Paulo Assunção reiteraram que isso está no Regulamento e que a perda das condições de continuidade do uso do superávit pela inexistência dos Fundos Previdenciais não permitem que a PREVI crie excepcionalidades.

            Todos nós, ANABB, AAFBB e FAABB reivindicamos que a PREVI suspendessem a cobrança do Empréstimo Simples por pelo menos um ano. A alegação da PREVI é que não há como suspender a correção do saldo devedor. Assim, se deixar alguém de pagar por um ano, com o saldo devedor sendo corrigido, quando terminar essa “carência” o saldo devedor estará tão alto que inviabilizará renovar empréstimos, pois a margem consignável não suportará. Reivindicamos, então, que fosse dada a opção de pedir a suspensão por 4 meses, 5 meses ou 6 meses, ao que o Presidente da PREVI afirmou que esperará ver a adesão aos três meses já deferidos para estudar a possibilidade de suspender por mais meses.

            Reivindicamos que a volta das contribuições não atinja aqueles que já contribuíram por 360 meses, somando as contribuições vertidas na ativa com as de depois de aposentado. Argumentei que a abolição das contribuições a partir da 361ª deveria ser realizada independentemente do resultado do exercício, pois os recursos necessários já foram integralizados, diferentemente dos que ainda não completaram as 360. Estes deverão voltar a contribuir e o BB também, em valor equivalente (1 x 1). A alegação dos representantes da PREVI é a de que foge do regulamento e somente seria possível mediante alteração a ser pautada e discutida com as entidades representativas e com o Patrocinador e dependeria ainda da aprovação pelos órgãos normatizadores.

            Por fim, indaguei sobre as providências a respeito da implementação do teto de benefícios para altos executivos, conforme determinou a PREVIC. Os representantes da PREVI disseram que estão formulando um “Termo de Ajustamento de Conduta”, mas que ainda não definiram. Indaguei qual é a expectativa de teto que a PREVI pensa em implementar. O Diretor Paulo Assunção defende que seja o de Diretor (hoje em torno de 45.000,00). Manifestei a ele minha total discordância. Disse a ele que era inadmissível que um membro eleito pleiteasse um teto nesse patamar. Nesse ponto a Célia Larichia, Conselheira Eleita da PREVI e Presidente da AAFBB, reafirmou que o posicionamento dos conselheiros eleitos, é que o teto seja o NRF especial aprovado pelo DELIB em 2008 (hoje, por volta de 34 mil e que é a última letra do BB a que pode chegar qualquer funcionário d o quadro de carreira) e que não concordam com o teto no valor dos honorários de Diretor que está sendo discutido pela Diretoria da Previ com o BB. Ressaltou que qualquer proposta terá que ser levada ao Conselho, pois é quem detém alçada para alterações de regulamento e que os eleitos no deliberativo estão firmes quanto a rejeitar esse valor exorbitante.

Aqui termino o relato sobre a Reunião.

1.     A FAABB insistirá pela possibilidade de suspensão das parcelas do empréstimo simples, para aqueles que assim desejarem, por até 6 meses;

2.     A FAABB, a despeito de já ter uma ação em curso, contra a Resolução CGPC 26, ingressou também, por suas filiadas, com uma Ação Civil Pública pleiteando que o Ministério Público acate a ilegalidade da Resolução CGPC 26;

3.     A FAABB aguarda a comunicação formal da PREVIC sobre as bases do Teto de Benefícios, e tomará as medidas cabíveis, jurídicas, se Banco e PREVI acertarem um teto que fira a segurança de nosso Plano de Benefícios, contrarie o princípio de mutualismo, pois cria uma casta de aposentadorias especiais fora da curva atuarial esperada para um Plano de Benefícios BD (Benefício Definido).

4.     Uma vez divulgado o Balanço da PREVI, auditado, aprovado por todas as instâncias, a FAABB avaliará os números para verificar a consistência dos mesmos e havendo qualquer dúvida ou inconsistência, tomará as medidas plausíveis.

Atenciosamente,

Isa Musa de Noronha 


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SUSPENSÃO DO ES JÁ ESTÁ SENDO ACOLHIDA PELA PREVI

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Depois de divulgar as notas preliminares fornecidas por Isa Musa Noronha a respeito da reunião efetuada na Previ ontem, bem como de ler as explicações dadas no site da ANABB, mantenho minha opinião de que a diretoria da Previ continua fazendo pouco dos participantes do fundo e tratando de assuntos tão relevantes com arrogância e prepotência.

Sobre a suspensão por três meses do ES, janeiro a março, na realidade não foi uma benesse ou migalha que a diretoria concedeu aos participantes.  Nem foi idéia deles.  A iniciativa e a sugestão partiu de nós já no ano de 2013 e foi, a princípio, recusada pela diretoria da Previ. Depois foi retomada na novembrada e agora saiu como uma maneira de amenizar a suspensão do BET e o retorno das contribuições.

Mesmo concedendo essa possibilidade, o presidente Dan Conrado é cético a respeito, acha que poucos vão aceitar a suspensão, de maneira que vai avaliar a extensão para seis meses só depois de verificar o número de participantes que aderiu.

De minha parte informo que hoje mesmo, na abertura pela Previ, já manifestei meu interesse pela suspensão temporário do ES. Quando voltar em abril, é o mes do décimo terceiro.  O aperto mesmo fica para maio. Acho que temos que dançar conforme a música e não adianta só ficar criticando.

Mas que fique claro que essa suspensão do empréstimo simples não é generosidade da diretoria da Previ. E´ conquista nossa, da novembrada.  Até então eles não queriam nem pensar no assunto.

O importante da reunião acontecida ontem não pode ser desmerecido.  Claro que causou frustração, conforme salienta a Isa Musa, pois de concreto nada restou.  Mas a verdade é que trouxe informações valiosas a respeito de números que embasaram a decisão da Previ.  Esses números são importantes para nossa avaliação do rombo que a gestão ineficiente provocou neste exercício, o qual não pode ser explicado apenas pelo mau resultado da bolsa de valores e aumento de idade dos participantes.

Estamos debruçados em torno desses números e de diversas sugestões surgidas no blog para podermos contra atacar.

Uma coisa é certa:  nunca antes na história da Previ ocorreu um episódio tão negro e tão triste.

NOTAS PRELIMINARES DA REUNIÃO NA PREVI

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A presidente da FAABB, Isa Musa Noronha, acaba de enviar notícias preliminares da reunião acontecida na Previ na manhã de hoje. O blog do Medeiros mantém sua tradição de sempre publicar as notícias e as informações a tempo presentes. Minha homenagem aos meus 525 seguidores.  Vamos digerir o texto, aguardar as notas da ANABB e AAFBB, e depois passaremos ao ataque.  Pelo jeito eles continuam fazendo pouco caso de nós.

Às Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil
Sr. Presidente e colegas.

NOTÍCIAS PRELIMINARES DA REUNIÃO COM A PREVI
Presentes: O Presidente da PREVI, Dan Conrado, os Diretores Rene Sanda, Paulo Assunção, Vitor Paulo e Márcio (substituindo Marcel que está em viagem a serviço). O Conselheiro Fiscal Aldo Alfano, a Cons. Deliberativa Célia Larichia, Riede e Amaral pela ANABB, eu, pela FAABB, Gilberto e Odilon pela AAFBB.

Nenhum avanço concreto e isso me deixou frustrada. 

A Previ abrirá em sua página o que chamam de “hot site”, onde todas as questões serão debatidas com participantes e assistidos.

Foram passados os dados contábeis que justificaram a suspensão do BET e a volta das contribuições. As Reservas Matemáticas atingiram, em grandes números, 114.600 bilhões, assim, pelas normas legais, a Reserva de Contigência que necessita ser 25% das R Matemáticas deve estar em 28.650 bilhões. O superávit bruto somou 22.200 bi, ou seja, para cobrir a necessidade da Reserva de Contigência são necessários 6.450 bi e os Fundos Previdenciais tinham o saldo de aproximadamente 2 bilhões que, mesmo revertidos, como manda a Resolução CGPC 26, ainda não cobrem a necessidade de recomposição da Reserva de Contigência. 

Pleiteamos, com relação ao Empréstimo Simples que fosse dada opção de que os colegas optem pela suspensão do pagamento das parcelas por um ano. Negaram sob a alegação de que o saldo devedor será corrigido mesmo ao longo do período em que os pagamenos das parcelas esteja suspenso, esse atingiria um valor muito alto e inviabilizaria por longo tempo que, quando voltassem a pagar, os colegas não tenham condições de renovar. Argumentamos que fosse suspenso por pelo menos seis meses, ou seja, que as pessoas pudessem solicitar a suspensão por 3 meses, ou 4 meses, ou 5 meses ou 6 meses. O Presidente Dan Conrado afiançou que uma vez aberto o período de opção pela suspensão pelos três meses já deferidos pela PREVI, avaliariam, pela adesão, o número de interessados na medida para abrir estudos quanto a possibilidade de oferecer essas demais opções, ou seja, até 6 meses.

Foram colocadas as questões do teto, cuja determinação da PREVIC estão em fase de elaboração de um documento a que chamam de Termo de Ajustamento de Conduta; a questão da não cobrança de contribuições para quem já verteu ao longo da vida mais de trezentos e sessenta contribuições para a PREVI. Como esses assuntos não tiveram qualquer solução definitiva vou comentar posteriormente os argumentos da PREVI para todos esses temas. Vou retornar a Belo Horizonte e vou redigir detalhes das discussões. Tão logo termine repassarei aqui no grupo e em mensagens as Associações filiadas à FAABB. A ANABB e a AAFBB também irão redigir as informações e as análises que cada uma fez da reunião.

Isa Musa de Noronha
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AGORA SIM NOS TIRARAM AS B...OTAS E ESTAMOS DE PÉS NO CHÃO

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Consumatum est ?  Estamos de pés no chão.   Perdemos as botas marca Bet. Segundo a nota impiedosa da Previ.

Amanhã tem reunião, na Previ, com ANABB, AAFBB e FAABB, agendada com o Dan Conrado. Vamos ver o que que dá.  Se vai sair coelho ou não.  Temos a presença da presidente Isa Musa Noronha, da FAABB, que é leitora do blog e companheira do facebook, atenta, com todas as condições para nos representar neste momento.

  Confiamos em seu desempenho e aguardamos ansiosos suas notícias.  Certamente não deixará de abordar as inúmeras sugestões aqui surgidas.

Por enquanto, ao mesmo tempo que vamos tomando as providências cabíveis para evitar a supressão do BET antes do tempo combinado e afastar o retorno das contribuições para a metade do ano, apreciem a charge que a AFABB RS encomendou do UBERTI, abaixo: -



Que coisa !  Malvada.

PACOTE DE MALDADES DOS PRETENSOS REIS MAGOS DA PREVI

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Hoje é dia dos reis magos, 6 de janeiro. Eles vieram do Oriente presentear e homenagear Jesus. Eram três.  Baltazar, Melchior e Gaspar. Trouxeram incenso, mirra e ouro.  Foram guiados por uma estrela luminosa até o presépio de Belém, em Israel.

Deveria este ser um dia feliz e inspirado.  Na vizinha Argentina é uma data festiva. Lá os reis magos orientais superam o Papai Noel do Polo Norte. Muitas famílias presenteiam só no dia 6 de janeiro.

Para nós, aposentados e pensionistas do BB, especialmente os de benefícios e pensões de menor valor,  este é um dia triste e amargo, que traz consigo, entre outras coisas, uma grande decepção com os gestores eleitos da Previ, que não souberam se desincumbir a contento de seus mandatos. Fala-se em gestão temerária por causa dos investimentos. Comenta-se a possibilidade de intervenção no fundo de pensão pelo descumprimento às determinações da PREVIC e favorecimento ao patrocinador, o bebê guloso.

Por sinal, os diretores eleitos também são três, mas demonstraram que não são magos, nem competentes, que não sabem o caminho que devem trilhar, buscaram inspiração em estrela errada, justamente aquela que deveriam mostrar resistência.  Igualmente não são reis, longe disso, mas, paradoxalmente, parecem que tem rei na barriga, convencidos que são de sua grandeza e de sua importância. Não distribuem riquezas. Acumulam através de gordos honorários. Vão para a galeria dos piores gestores que já passaram pela Previ.

Em vez de presentes, que poderiam e deveriam ter, distribuem um pacote de maldades: fim antecipado do BET, retorno prematuro das contribuições e cobrança dos valores recebidos liminarmente pela cesta alimentação, mesmo reconhecendo o caráter alimentar da verba.

Mais uma vez me vem a lembrança do Henrique Pizzolato,  condenado e fugitivo, que se julgava um rei  todo poderoso, o rei do marketing, o Mecenas do volei. Se pegaram o PC Farias, vão também pegar o Pizzolato, com cidadania italiana e tudo, no primeiro descuido dele.

A mobilização que faltava a nós está começando a aparecer, finalmente.  Foi preciso doer para brotar a reação e a indignação. O blog não fechou o ano 2013 com 500, mas com 495.  Agora rapidamente já alcança a marca de 515.  Bom sinal.  A postagem anterior teve mais de 160 comentários, vários excluídos por causa de palavrões e manifestações de cunho político, senão alcançaria 200. Um recórde de visualizações, mais de 20.000.  Então, parece que finalmente os colegas estão saindo do comodismo e acreditando que a força vem do tamanho da mobilização.

E´ importante mostrar que somos gente, que merecemos respeito, que não toleramos escárnio, que não queremos que nos façam de palhaços.  Não nos provoquem.  O limite da nossa tolerância já foi ultrapassado.

O desaforo da diretoria conosco não ficou tão somente na nota impiedosa do dia 3 de janeiro, mas está presente também em outras atitudes tomadas em desfavor dos assistidos da Previ. Vocês saberão em próximas postagens, como é o caso da cobrança dos valores recebidos por conta da cesta alimentação.

No momento estou convocando a reunião da diretoria da AFABB RS e mantendo contato com dirigentes da FAABB e de outras associações para a tomada imediata de providências corretivas e legais.

Não podemos compactuar com o que está acontecendo em nosso fundo de pensão. A PREVI é nossa, não é do BB, nem do Governo, nem da CUT.

A PREVI é NOSSA ! E  vamos retomá-la antes que seja tarde demais. Não desejamos ser um outro AERUS.

Vamos que vamos !


A CARTA DA PREVI SOBRE O FIM DO BET AGRIDE NOSSA INTELIGÊNCIA

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

No site da Previ foi inserida uma carta da diretoria anunciando o fim do BET e a volta das contribuições já neste mes de janeiro.

Com esse presente de mau gosto de ANO NOVO a diretoria de nosso fundo de pensão abusa de nossa paciência e agride a nossa inteligência. E´ uma diretoria insensível, alheia aos anseios dos participantes, que foram expressos recentemente na novembrada e em outras manifestações.

No final de sua impiedosa carta a diretoria se "solidariza" com os sentimentos dos participantes e afirma que nada mais fez do que cumprir com seu dever fiduciário.

Não dá para engolir tanto sarcasmo.

Mesmo com o resultado desastroso do exercício a diretoria da Previ tem a desfaçatez de afirmar que está segura de que sua política de investimentos está certa e que no futuro irá reverter o quadro deficitário e retomar os superávits.

O que a diretoria da Previ tinha que dizer não disse. Era de que face à conjuntura as aposentadorias dos marajás seriam anuladas, o dinheiro indevido seria devolvido aos cofres, e o teto de benefícios seria estabelecido em trinta mil reais.

No mínimo essa providência deveria ser adotada pela diretoria.  Como tem a cara de pau de reduzir os  proventos de aposentados e pensionistas em 25% e apoiar benefícios para dirigentes de 45.000 ?  E´ uma incongruência e uma incoerência sem tamanho. Para a maioria a redução, para uma minoria privilegiada o aumento.

Vamos analisar as despesas da Previ, uma por uma, para avaliar se houve desperdício ou não administrativo.  Se houve, vamos denunciar.

Dói ver tanta frieza e ironia.  A diretoria ganha honorários gigantescos, que somados a benesses de conselhos vão a valores inexplicáveis na conjuntura e na hierarquia do fundo de pensão.

Deviam começar com a redução de seus honorários também. E anunciar que diretores e conselheiros da Previ não vão mais ganhar remuneração em conselhos de empresas participadas, fazendo doação integral dos mesmos para entidades necessitadas ou para um fundo da própria Previ.

Falam dos superávits passados como se fossem os responsáveis por eles e como se a referência dos mesmos pudessem nos conformar neste momento.

A carta da diretoria da Previ é um dos documentos mais tristes e lamentáveis da história centenária da instituição.

E´ uma carta que testemunha a ineficiência e a pobreza de gestão de uma diretoria.  Merece nosso repúdio. Espero que seja a carta testamento deles.

FELIZ ANO NOVO SEM BET ?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Estou numa praia, Atlântida, onde a internet, ou não funciona ou funciona precariamennte, onde houve falta de luz na noite da virada, falta de água, congestionamento brutal de veículos, falta de gelo, falta de tudo, menos de preços salgados e impeditivos.  O calor era de 40 graus e a temperatura da água do mar muito fria, gelada e cor de chocolate, nescau. Todo mundo aflito para enterrar o ano velho e saudar o ano que nascia.

Não tenho conseguido aproveitar os dias ensolarados por causa do olho avariado com ameaça de glaucoma. Paciência, descanso na rede de casa. E me preparo para enfrentar o 2014, que promete não ser fácil sem o BET e com a volta das contribuições.


A bolsa dos EEUU bateu sucessivos recórdes e a nossa amargou o último lugar.  Dizem que nossa economia não vai bem, que o PIB é pífio, que a inflação está batendo às portas, e que o Ministro Mantega é muito fraco para enfrentar tempestades. Falam até que com essa economia do jeito que está a Dilma não se reelege e que o Lula está na espreita.  Pode ?

Andei fazendo as análises e avaliações costumeiras do ano que passou e projetando as metas para 2014.  De uma coisa ninguém vai conseguir me convencer o contrário:  o ano de 2013 revelou o Papa Francisco, um argentino.  E no país um magistrado, o Ministro Joaquim Barbosa.  Muita gente decepcionou.  O diretor Marcel Barros talvez tenha sido o que pior se saiu. Mas toda a diretoria da Previ foi um desastre neste ano que findou.

Perguntam os seguidores quando o BET deixará de ser pago.  Ainda não sei.  Estou afastado dos acontecimentos e aborrecido com algumas coisas. Entre elas o falecimento da Professora Marly Stumpf Trindade, mãe do meu genro André, ocorrido no final do ano, uma pessoa boa, generosa, ligada à família. Por esses desígnios que não entendo, se vão os bons e ficam os maus.

Falando em seguidores termino o ano com 488, faltando 12 para a meta dos 500.  E penso comigo, se nem conseguimos esse número, como vamos mostrar a nossa força perante eles.  E´ realmente desanimador.  Temos tudo para virar o jogo e mostrar que somos os verdadeiros donos do fundo de pensão, mas não nos mobilizamos suficientemente.

FELIZ ANO NOVO para todos vocês e os familiares. Vamos que vamos.