Encerrado o debate na Afabb RS vou apresentar a minha análise. Sei que é uma tarefa difícil, pois todas as chapas tiveram um bom desempenho e se esforçaram para defender suas propostas, mantendo elevado o nível do debate. Portanto, antes de mais nada, os meus parabéns a todos os que aqui compareceram e participaram prestigiando e valorizando o evento.
A chapa três compareceu com seus dois candidatos a diretores. Conforme eu já tinha antecipado trata se de um grupo de funcionários da ativa do BB que não possui ainda expressão eleitoral. Procura transmitir a mensagem de solidez, transparência e atitude. Efetivamente não tem condições de vencer pois conta só com o público da ativa como eleitor.
No confronto, no bom sentido, entre a chapa dois e a chapa quatro, defendidas por Sérgio Riede e Cecília Garcez, ambos eloquentes, na minha opinião venceu a Cecília, que foi mais positiva e mais objetiva, demonstrando com firmeza suas realizações na diretoria de administração e argumentando com dados precisos suas ideias e conhecimento da Previ.
Já no embate, no bom sentido igualmente, entre as chapas um e cinco, defendidas pelos candidatos a diretores de ambas as chapas, no meu ponto de vista, foi superior a chapa um de Arnaldo Vollet e Italo Lazarotto Júnior, que apresentaram uma bandeira mais coerente e consistente, de gestão austera e independente, do lado do participante, enquanto a cinco procurava explicar sua proposta fundamentada em cinco vértices, que não foi suficientemente bem assimilada, de que o futuro se constrói agora.
Alguns detalhes do debate chamaram atenção. Houve insinuação de que algumas propostas ou restrições apresentadas eram inócuas e davam a impressão de despreparo das chapas, como a questão do carro com motorista, que foi extinto em outubro de 2017; ou dos cartões corporativos, que foi extinto em 2016, além de objeção ao pagamento de remuneração variável. Na verdade o que existe é falha na comunicação da Previ que omite essas informações e o que precisa ser defendido pelas chapas é mais transparência. Até hoje, por exemplo, a Previ não noticiou a minha renúncia.
Outra unanimidade é a questão de conselheiros de empresas. Quase todos admitiram que diretor da Previ não deve participar de conselhos de empresas participadas. Na minha opinião nem em casos estratégicos. O negócio da Previ é administrar planos de aposentadoria, não é administrar empresas de mineração, nem de energia, nem de fabricacao de aviões, nem hotéis como o Finado Sauípe.
Isto posto e face às minhas considerações anteriores onde expliquei os meus motivos pelos quais não tenho condições de apoiar a chapa quatro, a minha decisão é a favor da chapa um, Mais União.
Acho, porém, que a disputa vai ser braba e bem parelha. A chapa dois tem um público cativo de trinta mil eleitores. Quem quiser ganhar tem que ultrapassar trinta mil votos. Há divisão de forças entre a chapa um e a quatro nos aposentados e divisão de forças entre as chapas um, quatro e cinco no pessoal da ativa.
De novo eu acho que só uma bandeira pode, a exemplo da Cassi, tornar vitoriosa a eleição, a bandeira da mudança, mudança com independência do BB e a favor dos participantes, mudança com competência. Mas mudança. Porque as chapas dois, principalmente, a quatro e a cinco possuem em sua composição pessoas que trabalham ou trabalharam na Previ. É, portanto, continuísmo. A chapa um traz sangue novo e quer uma Previ mais transparente e mais voltada para os participantes. Se defender essa bandeira de mudança e mostrar humildade aperfeiçoando seu programa, a chapa um terá condições de ser vencedora.
Eu vou cravar na cabeça. Chapa UM, MAIS UNIÃO.
VAMOS QUE VAMOS !