Viver inseguro é muito ruim.
A insegurança não representa apenas uma preocupação com a nossa integridade física ou de nossa família. Vai além.
Significa receio com o nosso futuro, com a nossa saúde, com a nossa situação financeira e patrimonial, com o nosso lazer, com tudo o que nos diz respeito.
Quem já foi assaltado e ficou traumatizado não quer mais sair às ruas ou até quer se mudar de país, quer ir para um lugar mais seguro.
Minha casa na praia foi assaltada pela segunda vez este ano, apesar de todos os alarmes, internos e externos que possui. Quebraram duas portas. Levaram o que quiseram. Danos materiais apenas, felizmente, mas deixaram para trás a marca da insegurança e o desejo de não ir mais para a praia, de vender uma casa que tenho a quarenta anos.
O vídeo que mostro neste post demonstra que nem mais na igreja estamos seguros, os bandidos não respeitam mais nada, agem com frieza e atrevimento.
Mas nossa insegurança hoje também está em instituições que antes considerávamos sólidas, inquebrantáveis, como a Cassi, que está na UTI, e até na Previ, que está com déficit de dez bilhões, bem como no Judiciário, que indo contra a coisa julgada, produz imensa insegurança jurídica. Jamais poderíamos imaginar isso.
E é vivendo nesse cenário de verdadeiro horror que temos que enfrentar uma eleição presidencial daqui há pouco, uma eleição que está se avizinhando com contornos dramáticos.
Eu vou priorizar meu voto em quem me der segurança. Assim como está não dá para viver.
