ARROGÂNCIA CASTIGADA

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Henrique Pizzolatto foi bastante lembrado na reunião da Previ.

Ele era o diretor de seguridade da Previ em 1999, eleito por nós. Os outros eleitos eram o Sergio Rosa, diretor de participações, e o Erik Person, diretor de planejamento.

A Previ tinha recém saido do episódio de mudança de estatutos, no final de 1997, quando aconteceu a famosa engenharia financeira que levou para o BB mais de 5 bilhões de reais, fechou o plano 1 e criou o Previ Futuro.

O Tarquinio havia sido indicado para Presidente da Previ porque fora o responsável no Governo Federal, trabalhava no Tesouro, pela capitalização do Banco do Brasil, operação onde a Previ teve que adquirir ações do BB por valor acima do mercado.

Existiam investimentos complicados e deficitários, como o Magik Park, em Aparecida, o complexo hoteleiro em Costa do Sauípe, o terminal portuário em Ponta do Felix, e tantos outros.

Pizzolatto sentado ao lado de sua esposa

Pizzolatto parecia estar do nosso lado, do lado dos participantes, por quem fora eleito em disputado pleito contra candidato do BB.  Mas, de repente, mudou de lado, especialmente após o escândalo da Encol.  Passou a defender o Tarquinio e votar na diretoria  no lado do BB.  Um espanto. A Previ passou a ser um braço do Governo Federal, inclusive um alívio financeiro para a Receita Federal, para quem verteu vultosos recursos por conta de Imposto de Renda, que os fundos de pensão então pagavam, pois havia sofrido inúmeras e milionárias autuações de fiscais ávidos.

Os dirigentes de associações, assessorados na época pelos competentes Rui Brito e Egidio Piani, organizaram uma frente poderosa para fazer denúncia aos órgãos de imprensa e processar os responsáveis pelos desmandos, entre os quais o ex diretor João Bosco, que agia em nome daquele famoso diretor do BB que declarara que estava operando no limite da irresponsabilidade.Lembram ?

Conseguiu-se marcar, então, uma reunião das associações de aposentados com o  presidente da Previ e o Pizzolatto, para debater a situação tenebrosa. Fui escolhido democraticamente como o porta voz dos participantes da reunião.

Pizzolatto chamou a todos para uma conversa particular à noite - eu não fui - mas a Isa Musa compareceu e pode dar seu testemunho - e quis impor condições para o nosso debate, censurando alguns dos assuntos que queríamos discutir.  Não aceitei a censura, falei de todas as nossas preocupações, inclusive da possibilidade de intervenção, e o Pizzolatto cortou as relações e nunca mais falou comigo pessoalmente, só funcionalmente.

O resto voces já sabem. O Pizzolatto perdeu a compostura na reunião e terminou ofendendo gravemente um dos dirigentes de associação presentes, interrompendo sua manifestação, por considera-la longa e burra. Num outro encontro, brigou com o Rui Brito.

Quando veio a intervenção na Previ, pouco tempo depois, Pizzolatto e os demais diretores eleitos lançaram um manifesto protestando contra a interferencia indevida do BB na Previ, manifesto que foi amplamente divulgado e figura nos documentos históricos da FAABB. Vejam que ironia.

Com a vitória do Lula, o Pizzolatto, que participou da campanha eleitoral como assessor e captador financeiro, foi guindado a diretor de marketing do BB e a presidente do conselho deliberativo da Previ, como prêmio pelo seu operoso trabalho.

Envolvido no mensalão, com o Delubio e o Marco Valério, foi processado e condenado a nove anos de prisão. Está recorrendo, como todos os demais condenados, e por isso se encontra em liberdade provisória.

Falaram até que o Pizzolatto teria fugido do país, o que não era verdade.


Pizzolatto lendo um mapa de tênis branco

Pois sabem quem encontrei no Galeão, aeroporto do Rio de Janeiro, em meu retorno ? Acertaram, o Pizzolatto.  Estava indo para Brasília. Estou mostrando as fotos dele, de longe. Infelizmente meu celular tinha pouco poder de aumento. As fotos estão em más condições, mas dá para ver que é o próprio.

Está magro, envelhecido, trôpego e humilde, muito humilde.

Cito o Pizzolatto porque o caso dele deve servir de paradigma para quem ocupa cargo importante.

  Pizzolato ostentava uma arrogância enorme quando no auge de sua carreira, diretor de recursos vultosos de publicidade, coordenador de campanhas de marketing, como a do time de vôlei brasileiro, e presidente do conselho deliberativo da Previ, onde se decidia o destino de Daniel Dantas. Amigo de ilustres personalidades do PT, como Gushiken, com quem terminou se desentendendo,José Dirceu, Delubio SOares, etc.

E´que o caso dele demonstra que um dia a casa pode cair. Um dia a arrogância pode dar lugar para a humildade, a descortesia para a súplica, a prepotência  para a simplicidade, o cortejo dos bajuladores para o isolamento e a solidão.. Pizzolatto sabe disso.  Provou o fel da amargura.  e se diz injustiçado e de que foi vítima de uma armação.

O erro do nome dele nesta postagem, várias vezes, é de propósito.  Foi uma das reclamações dele comigo numa carta que guardo até hoje.

Qualquer semelhança com fatos atuais é mera coincidencia.

REMEMBER Pizolato. Se cuidem . A vida dá voltas. A arrogância, muitas vezes, é castigada.

O QUE NÃO GOSTEI DA REUNIÃO NA PREVI (2)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pela postagem anterior deixei claro que fiquei frustrado porque o Presidente Dan Conrado não participou da maior parte da reunião do dia do aposentado e porque tive pouco tempo para apresentar ali meus posicionamentos , tendo afinal  cassada a palavra pelo diretor Marcel.

Achei que, dessa maneira, a minha ida ao Rio de Janeiro  deixou de valer a pena. Hoje vou abordar outros aspectos.

Não gostei, principalmente, do motivo pelo qual a reunião foi efetivamente convocada.

 Qual foi ?

Observar a reação dos dirigentes presentes para a proposta apresentada pela diretoria da Previ de um contrato de prestação de serviços entre a Previ e as associações visando o aprimoramento do cadastro da Previ e a venda de produtos como a CAPEC.

A diretoria da Previ alega que o cadastro que possui é muito bom, mas acontece mudança de endereços e de estado civil com frequência, sem que a Previ seja comunicada.  As associações estão mais próximas de seus associados e podem estar melhor informadas.

Perguntei de cara:  quer dizer que vamos compartilhar cadastros ?  Não. não é bem assim.  A Previ não pode, voces é que vão complementar nosso cadastro. Como ???  Não está parecendo boa coisa.

Só estamos testando a repercussão, o que voces acham dessa parceria.  O Jurídico já deu parecer que é possível a Previ pagar às associações pelos serviços prestados.

Aí estava o interesse da diretoria da Previ com a reunião do dia do aposentado, conforme eu previra.  Quer fazer um contrato com as associações a fim de receber informações cadastrais e obter a colocação de produtos como a CAPEC.

O assunto vai evoluir e a proposta final e concreta vai ser apresentada dentro de trinta dias, para ser devidamente analisada e aprovada pelas associações.

O que me parece é que esse assunto tem que ser profundamente estudado pois pode representar para as associações a perda ou a redução de sua autonomia de crítica e de questionamento com relação às decisões da Previ, a perda de sua independência, pois qualquer atitude mais drástica da associação pode resultar na rescisão do convenio e em prejuizo financeiro para a entidade. E pode ainda representar invasão de privacidade dos nossos associados.  Sinceramente, não gostei.  E gostei menos ao verificar que nas notícias divulgadas no site da Previ esse assunto não foi mencionado, pecando, mais uma vez, a Previ com relação à transparência de sua comunicação.


Não gostei, por outro lado, de não ter sido estendido o convite da reunião para outras associações de aposentados legalmente constituidas e atuantes. Qual o critério de seleção utilizado ?

Também não gostei do brinde que a diretoria da Previ presenteou a todos os lá compareceram. Uma mochila com o logotipo da Previ.  Só que, quando cheguei em Porto Alegre, verifiquei que dentro da mochila tinha um pacote contendo um porta retratos digital.

Achei, sinceramente, o brinde inoportuno e inadequado.  Afinal pode ser dito que, na realidade, o brinde que recebi  fui eu mesmo que paguei com recursos do meu fundo de pensão. Também pode ser interpretado como uma tentativa de cooptação. Sei que os valores desses brindes são pequenos, mas mesmo assim sempre são significativos pois agradam quem os recebe. Com que finalidade ?  Com que autorização ?  Com que justificativa ? Melhor destinação teriam esses recursos, como, por exemplo, para reduzir a aflição  das pensionistas.

Perguntas assomam ao meu pensamento.

Quais os critérios da diretoria da Previ para a distribuição de brindes ?  Quanto gastou no ano passado ?  Para quem distribuiu ?


Mesmo reconhecendo o mérito da tentativa de reaproximação,voltei bastante preocupado com a maneira como estão sendo gastos os nossos recursos com brindes despiciendos e com a arrogância dos diretores indicados pelo Banco, que pouca atenção me concederam, bem como com o real objetivo do tal de convênio de parceria para aprimoramento do cadastro e venda de produtos da Previ.

Será exagero de minha parte ? Estarei vendo fantasmas ? Serei um mal agradecido ? Me digam, por favor.

Respeito as opiniões divergentes de colegas que participaram da reunião - alguns só viram ou se referiram às coisas boas.  Espero, sinceramente, que respeitem a minha opinião sobre as coisas que gostei e também sobre o que não gostei.

E´o meu jeito de ser.

Não vou mudar depois de velho.






O QUE NÃO GOSTEI DA REUNIÃO NA PREVI (1)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ainda chocado com a tragédia de Santa Maria, que enlutou o Rio Grande do Sul e apavorou o Brasil, solidarizo-me com a família das vítimas e manifesto meu profundo pesar.

Mas a vida tem que seguir.

Sinto muito registrar meu desconforto com a reunião efetuada na Previ com os dirigentes de associações de aposentados filiadas à FAABB no dia do aposentado.  Podem crer que faço esses registros com pesar e que isso só ocorre porque tenho um compromisso com a verdade no meu blog.

Sempre afirmo que o meu blog é informativo,  opinativo e também instrumento de pressão. Faço questão de dar a minha opinião pessoal sobre os acontecimentos, principalmente daqueles dos quais eu participo.

Pois bem.

Já havia manifestado anteriormente no blog que desconfiava de que a reunião tinha objetivos interesseiros por parte da diretoria da PREVI e não era simplesmente uma oportunidade propiciada aos dirigentes das associações para debater alguns pontos que nos preocupam em nosso fundo de pensão e uma reaproximação conosco.. Como já disse, fui com um pé atrás.  Desconfiado.

Quando cheguei no hotel que nos foi destinado, o Caesar Business, cerca de cinquenta metros do Palácio Mourisco, sede da Previ, onde seria realizado o evento, encontrei-me com vários colegas e fomos jantar no hotel. A indagação geral era o que a Previ queria conosco e qual o real objetivo da reunião.

Como tenho mania de oráculo e mesmo sem a bola de cristal, arrisquei um palpite.

O objetivo não  era nos homenagear no dia do aposentado. nem anunciar alguma novidade boa. Era que a Previ tinha uma proposta para nos oferecer. Uma proposta de seu interesse.

Arrisquei mais.  O presidente da Previ, Dan Conrado, não vai participar do café da manhã conosco marcado para o local do encontro, como confraternização. Vai chegar às 9,30 horas e dar início imediato à reunião.  Após seu pronunciamento, vai se ausentar da reunião e só voltar na hora do encerramento. Finalmente, no almoço, vai procurar uma zona de conforto e se isolar do contato pessoal conosco. Portanto, não vai permitir uma maior aproximação com ele , nem vai interagir conosco como deveria.

Tenho várias testemunhas.

E, pasmem, foi exatamente o que aconteceu.

Agindo dessa maneira o Presidente Dan Conrado frustrou minha expectativa de um contato mais efetivo com ele, pois o meu entendimento é que precisamos debater nossas questões com os dirigentes indicados pelo BB, pois são eles que estão comandando as principais decisões na Previ que nos afetam e nos preocupam.

Quando me foi dada a palavra na reunião o Presidente Dan Conrado não mais se encontrava presente, nem sequer o outro diretor indicado pelo Banco, Emilio Sampaio, da área de investimentos. O de participações nem compareceu. Na mesa, só o diretor Marcel Barros, e  o diretor Paulo Assunção.  Ora, com todo o respeito, não fui ao Rio de Janeiro para  debater com eles, diretores eleitos, pois são nossos representantes. Fui ao Rio, com sacrifício, deixando compromissos já assumidos aqui em Porto  Alegre para o dia do aposentado, para debater com o Presidente da Previ e os demais diretores indicados pelo BB.

Cadê eles ?  Sumiram da reunião.

Os minutos que me foram concedidos para falar foram poucos, assim como aos demais dirigentes convidados, exceto para aqueles que pertenciam a conselhos da Previ, que puderam falar bastante. Como perdi algum tempo reclamando dos problemas de comunicação da Previ, comprovando os equívocos nessa área, bem como  da ausência do Presidente e contando que na última reunião semelhante, realizada em 1999, o presidente da época, Tarquinio, permaneceu sem sair do recinto, das 9,00 hs. da manhã até às 17,00 horas, quando entrei nos assuntos quentes, como o Bet, o reajuste de janeiro, o realinhamento dos benefícios, as pensionistas, tive cassada a palavra.

 O diretor Marcel me deu um minuto para terminar.  Senti-me absolutamente castrado e não consegui dar  o recado que pretendia. E olhem que era um recado sério e consistente, que os diretores andam precisando receber, um feed back necessário para a retomada de rumos e para evitar uma guerra com os participantes que vai repercutir na imprensa, de proporções inimagináveis. Ia falar, inclusive, na decisão do TRT de Brasilia que fulminou com a resolução 26, decisão arrancada por advogado que tem convenio com a AFABB RS. Ia tocar nas ações judiciais, um tema cada vez mais delicado.
 A VEJA está esperando essa guerra de boca aberta.

Para uma manifestação dessa natureza é necessário um tempo razoável e não diminuto como o que foi concedido.  Vale mais a pena uma reunião como a que foi realizada em 1999, que permitiu o aprofundamento das discussões.  Naquela ocasião eu disse que do jeito que a Previ estava sendo administrada certamente haveria uma intervenção. E foi o que aconteceu.

Confesso que nessa hora tive vontade de me retirar da reunião. Resolvi ficar, porém, por questão de ofício, estava lá como presidente da AFABB RS, e porque queria ter uma conversa pessoal, se possível, com o Presidente Dan Conrado.

O texto já vai longo.Amanhã continuarei.  

O QUE GOSTEI DA REUNIÃO

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Vou começar pelo lado positivo.

Sempre é possível verificar coisas positivas nos acontecimentos e depois avaliar se o saldo foi favorável ou desfavorável.

A reunião pode ser considerada uma tentativa de reaproximação com as associações de aposentados.  Foi dito e repetido isso pelos dirigentes da PREVI. Já está até no site da Previ.

Uma tentativa de diálogo e de relacionamento, bem como de melhoria de comunicação.

Trata-se, sem dúvida, de um avanço nessa área, que mereceu o aplauso unânime dos presentes, inclusive meu.

Foram fornecidas algumas informações importantes sobre a atuação da PREVI no exercício de 2012.

Foi dado a conhecer o superávit de um bilhão de reais, a ser lançado na reserva especial, o que garante o BET em 2013, e dá sequencia à série de superávits.  Isso já era sabido ou esperado. Não foi novidade.

Foi comunicado pelo diretor financeiro em exercício, o efetivo está em férias, sr. Emilio Sampaio, que a operação de troca de títulos do tesouro nacional no final do ano foi de pura iniciativa da PREVI, nada tendo a ver com o Governo Federal, sendo que a operação gerou um lucro líquido para a Previ de cerca de 1,4 bilhão de reais, sobre um montante de oito bilhões. A Previ somente atuou num leilão corriqueiro e abocanhou esse lucro, o qual , com certeza, ajudou na obtenção do superávit do exercício 2012. Oba !

Foi informado pelo presidente da Previ que falou com o presidente do BB, o qual garantiu que o BB não tem nenhum interesse remoto ou futuro na retirada de patrocínio do nosso fundo de pensão.  Ora onde já se viu ...

Foi também informado pelo presidente da Previ que os aposentados e pensionistas devem estar absolutamente tranquilos com relação a qualquer nova crise econômica mundial que possa ocorrer, que não seja uma marola, pois existe um colchão de liquidez folgado na Previ que garante que possamos suportar até uma reviravolta na bolsa de valores que venha a baixar o índice para 30.000 pontos.  A Previ está segura contra procelas e tempestades, graças às cautelas que tomou a diretoria.

O diretor Marcel Barros informou que a antecipação do reajuste para janeiro está tramitando e depende da aprovação final da PREVIC, que pode demorar.  Esse reajuste virá proporcional e não integral.  Se ele demorar muito, por exemplo se até junho não for aprovado pela PREVIC, então será pago o reajuste integral nessa data, e a antecipação para janeiro ficará para o próximo ano.

O diretor Paulo Assunção deu uma aula a respeito da questão da diferença entre a contabilização do BB e da PREVI com relação às reservas, afirmando que as empresas financeiras são regidas por normas contábeis diferentes das previdenciárias.  O BB adotou um critério menos conservador que a PREVI, mas ambos, BB e PREVI, cumpriram adequadamente o que a legislação permite, embora a divergência dos números.

Falou-se sobre o peso que a Vale do Rio Doce tem sobre a renda variável, reconhecendo-se que a posição da PREVI na empresa é muito alta e não está de acordo com os princípios financeiros que mandam distribuir os recursos de maneira menos concentradora para evitar problemas futuros de liquidez. Estudos tem sido feitos para tentar resolver ou amenizar a situação.

E acho que o que anotei de bom foi isso aí.

Claro que também foi positivo o encontro com os colegas de outras associações, alguns que possuem vários anos de convivência comigo, a troca de experiencias e de informações entre nós, bem como o estreitamento do relacionamento que mantemos.

Esqueci alguma coisa ?  Certamente.  Mas os relatos de outros colegas, como a da Presidente Isa Musa Noronha, que sabe como ninguém resumir um encontro como esse, suprirão as minhas falhas, pois ando meio enferrujado e afastado desse tipo de reunião. Além disso tem a notícia no site da Previ, com foto e tudo. Como sempre pouco transparente.

Na segunda feira falarei sobre o que não gostei da reunião, que, no meu cômputo, deixou um saldo positivo muito pequeno, que não justificou as despesas nem o deslocamento, levando-me a dizer no título da postagem anterior, que quase nada foi possível festejar no dia do aposentado na Previ.

Aguardem.  Tem matéria para uma semana.

.......

QUASE NADA A FESTEJAR NA REUNIÃO DA PREVI

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Voltei de Maracangalha.  Cheguei mal. Peguei uma tempestade na chegada do avião a Porto Alegre. Chuva de granizo mais ou menos na altura de Gramado ou Caxias. O avião sacudiu todo. Perdi meus óculos de grau. Prejuízo grande.  Será que a Previ paga ?  O susto foi grande também. A mulherada chorava.  A gurizada gritava. Até que aterrisamos e presenciamos um por de sol maravilhoso em cima do Guaíba, de um vermelhão que eu nunca tinha visto igual. Graças a Deus.


Não houve festa lá.  Chapéu de palha não adiantou.  Nem sequer o uniforme branco.  E Anália fez falta, sim para trazer mais alegria ao pedaço.

Conforme pode ser lido no blog eu já havia expressado meu receio e feito uma previsão de que nada de maior brotaria da reunião, a não ser o interesse deles em alguma coisa que as associações pudessem oferecer. Podem reler as matérias. Disse que ia, que tinha que ir depois do gentil telefonema do diretor Marcel Barros, mas que ia de pé atrás.  E fui.

Fiquei deveras decepcionado e frustrado.  Essa reunião vai possibilitar umas três postagens para que voces fiquem por dentro do que foi tratado e das observações e conclusões a que cheguei.


Tenho dito que o blog do Medeiros é um blog honesto e informativo.  Pois nessa linha serão as postagens.  Não custa repetir que a responsabilidade é só minha, que o blog é meu, não é da AFABB-RS.  Nem por isso me esqueço de que sou presidente da AFABB RS, só que falo individualmente, sem comprometer a entidade que presido.

Aguardem. Estou relaxando do susto, deixando assentar a poeira da reunião, tomando um bom banho para refrescar e depois começarei a municiar voces com todas as informações.



Aliás vou desistir do banho. Lá no Rio , no Palácio Mourisco, já tomei um banho de água fria.

Voltei desgostoso e mais do que nunca disposto a lutar pela defesa de nossos direitos.

Precisamos fazer aquele pessoal baixar do pedestal em que se encontram graças às remunerações polpudas que recebem e reconhecer que nós somos mesmo os donos da Previ.

Quero só fazer um registro final, por enquanto, para não ser injusto.  Acho que os diretores eleitos, Marcel Barros e Paulo Assunção se esforçaram bastante na reunião para criarem um clima agradável e para mostrarem serviço. O outro diretor Vitor Paulo não pode permanecer porque tinha que ir entregar os prêmios aos associados escolhidos pela Previ como homenageados no dia do aposentado e a cerimonia era em São Paulo.

Mas não foi suficiente. Infelizmente, não foi. Na minha humilde opinião. Certamente serei contestado, mas fazer o quê ?  Já estou velho demais para rasgar sedas.  Até


SUPERAVIT DE UM BILHÃO NA PREVI

Estou indo para o aeroporto pegar o avião e evitar o congestionamento do transito que é enorme hoje.

Por enquanto o que de positivo rolou na reunião da PREVI foi o anúncio de que, já compulsado o balancete de dezembro, a PREVI teve um superavit líquido, lançado na reserva especial, de um bilhão de reais, o que dá a garantia absoluta de que o BET deste ano está asseguradíssimo.

Outros detalhes da reunião, de menor importância, darei após minha chegada a Porto Alegre.

O melhor da reunião foi a tentativa de aproximação feita pela diretoria com as associações, mas, como sempre, tem interesse no meio.

Vamos aguardar.

DIA DO APOSENTADO

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Na última postagem falou-se muito em herói e heroina, em se tratando de pensionista.

O assunto foi polêmico e pedi para que fosse encerrado porque desperta melindres sem necessidade.

Tanto a pensionista que ficou cuidando da retaguarda em casa e a funcionária que foi trabalhar na Agência do BB merecem o nosso respeito e admiração, considerando-se devidamente cada época de vida e as peculiaridades de cada situação.

Agora vou tratar de outro herói: o aposentado, que amanhã comemora (comemora ?) o seu dia.

Sem dúvida não é fácil a vida de aposentado.

Aquela fotografia dele pescando em alto mar, tomando um martini ou uma caipirinha, deitado numa rede, não é a realidade.

Na verdade, falta dignidade e conforto para a vida do aposentado brasileiro, principalmente aquele que vive só do INSS.  Contribuiu sobre vinte salários mínimos e recebe menos de cinco.

Somos abençoados, nós do BB, por termos o nosso fundo de pensão poderoso e generoso, produto de nossas contribuições, de nossos cuidados, de nosso zelo, de nossa administração.

Temos vários problemas a enfrentar, um deles a avidez e a cobiça de nosso próprio patrocinador, o Banco do Brasil.

Mas o dia 24 de janeiro deve ser uma data especial, onde devemos renovar as nossas esperanças e fazer um ato de fé em nosso futuro, porém sabendo que temos a obrigação de zelar e fiscalizar o que é nosso, para que não sejamos surpreendidos por dificuldades que costumam assaltar aqueles imprevidentes e descuidados.

O dia do aposentado deve ser sobretudo o dia da vigilância, e também o dia da nossa luta por uma vida melhor na velhice, mais digna e mais justa.

O blog do Medeiros cumprimenta a todos os aposentados.

Parabéns a voces, verdadeiros heróis.