CELEBRE A VIDA CADA DIA

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Enquanto analiso as matérias que aconteceram no período de meu rápido afastamento, entre as quais a decisão do STF sobre a competência da Justiça Comum para as questões relativas à previdência complementar, vou fazer uma postagem sobre a minha viagem a Orlando, EEUU.

Importante destacar que o tema adotado na Disney para este ano é o de celebrar a vida cada dia. CELEBRATE TODAY !


O que significa ?  Festeje a vida enquanto é tempo, naquilo que ela lhe oferece. Celebre a vida cada dia.  Não importa o quanto, o que importa é o valor daquilo que você pode comemorar.  A saúde já começa a complicar ?  Celebre o que ela ainda lhe permite aproveitar.  A diabete incomoda ?  Celebre o que ela lhe permite fazer de bom sem o açúcar.  O dinheiro está curto ?  Tem tantas coisas rolando de graça por aí: o sorriso das crianças, o por do sol, o canto dos pássaros, mulheres bonitas que são um colírio para os olhos.  Os problemas preocupam ?  Alivie-se e dê um chute no balde, de vez em quando, ou solte a franga. Ninguém é de ferro.


Celebre a vida, colega.  Especialmente junto à sua família e seu grupo de amigos.  Confraternize, alcance uma palavra de carinho, elogie, faça um afago.  Frescura ?  Nada disso.  Você vai se sentir melhor, a vida vai ficar mais alegre e mais leve.

Celebrar a vida, dizem eles, é sobretudo sorrir. SMILE. Levar a vida com espírito esportivo, as adversidades com mais bom humor. Como você está hoje ?  Voce está feliz ?  Happy Day ?

Finalmente, celebrar a vida é fazer o bem. Ser solidário.

Gostei do tema e quis compartilha-lo com vocês aqui no blog.


Outra coisa que me chamou a atenção na viagem foi a quantidade de gente lotando todos os lugares, a superpopulação. A teoria de Malthus, lembram dela, veio seguidamente em minha memória. E´ muita gente para pouco espaço.  Para participar das melhores atrações a fila era superior a 90 minutos, hora e meia de paciência, para depois desfrutar de cerca de dois a tres minutos.  O mundo está realmente superpovoado e universal.


Mais uma observação.  A dualidade entre o espírito do sonho e o desejo de ganância, entre a fantasia e o mercantilismo.  De um lado pessoas querendo fazer valer o espírito de Walt Disney e de outro pessoas querendo explorar os visitantes de tudo quanto é jeito. Mineral a R$ 6,00 a garrafa pequena, refrigerantes idem. Uma taça minúscula de champagne a R$ 26,00. Um sorvete idem.


Pessoas honestas e pessoas pouco honestas. Uma motorista de táxi querendo cobrar taxa extra de vinte dólares acima do preço estabelecido pelo hotel, com o que não concordei e tivemos uma briga feia. Um motorista de táxi perguntando-nos porque não pegávamos um ônibus, que estava disponível ali ao lado, e a passagem custava menos de um dólar por pessoa, em vez de seu táxi que sairia mais de vinte dólares a corrida. Essas situações me fazem pensar sobre a humanidade e sobre os princípios e a ética que devem reger as nossas atitudes. Lembrei-me certamente do nosso mundinho.



E , concluindo, quero dizer que , como nas viagens anteriores, entrei de corpo e alma no espírito do mundo da fantasia, procurando me divertir e curtir os personagens e os meus super heróis, como mostram as fotos.


Voltei renovado. Sei que não é fácil. Mas vou procurar celebrar a Vida. Todos os dias.

Vamos que vamos !




VALORIZANDO O IDOSO

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sempre trazemos lembranças marcantes das viagens que tivemos a oportunidade de realizar.


Alguns aspectos me chamaram a atenção nesta ida a Orlando e visita aos seus parques da Disney, da Universal e Seaworld, com meus netos Luíza e Miguel.


Promessa feita, promessa cumprida. Eles fizeram por merecer a viagem ao mundo da fantasia.

Em vários lugares encontramos idosos trabalhando e sendo tratados com carinho e dignidade.  Jamais com compaixão ou pena.  Estavam dando duro como qualquer jovem, ocupando o seu espaço, fazendo o seu trabalho, dando sua contribuição social e conquistando a remuneração necessária para sua manutenção e melhoria de vida.

Notava-se respeito pelos idosos e em várias oportunidades se sentia que eles eram mais experientes e mais prestimosos ao fornecerem as informações e dar as dicas.


Na piscina do hotel existiam quatro salva vidas, atentos e movimentando-se o tempo todo, pois havia muita gente e era grande o seu tamanho.  Um deles, dos mais ativos, era um idoso de cabelos brancos. A ele as mães entregavam seus filhos com toda a confiança e descansavam.  Impressionante ve-lo de calção e bóia entrando na água ao menor sinal de perigo. A idade ?  Certamente entre 70 e 80 anos. Parecia mais velho que eu.


Numa das lojas da Disney meu neto foi pagar na caixa e voltou impressionado. Eram dois idosos, uma senhora e um senhor, sendo que este, por um problema de coluna, era totalmente corcunda.  Não sei se a foto, que tirei com cuidado no celular, para não ofende-los ou aborrece-los, registra bem os dois velhinhos, muito simpáticos e atenciosos.

Outro aspecto a considerar é a questão dos cadeirantes, tratados com imensa consideração, com locais e ônibus apropriados, dando-lhes um clima de identidade e igualdade que dá gosto. Que diferença nesse ponto do nosso país, onde o cadeirante muitas vezes é tratado como estorvo e a fila dos idosos é considerada como um saco.

Parabéns.  Devemos sempre elogiar atitudes como essas.  Nós fazemos parte dessa população e da chamada terceira idade.

Não queremos nenhuma regalia. Queremos só respeito e dignidade.


DE VOLTA AOS PAGOS

Acabei de chegar em casa. Retornei da viagem aos EEUU.

Sofri com os nossos aeroportos de Congonhas e Salgado Filho lotados e em péssima situação.

O trânsito caótico e congestionado das ruas fez que eu levasse mais tempo do aeroporto até meu apartamento, cerca de dois quilômetros, do que de São Paulo a Porto Alegre de avião. Pode ?

Muitas notícias de julgamentos de ações. Vamos analisa-las.

Precariedade de atendimento do BB nas caixas eletrônicos e no balcão. Uma vergonha.

Estou de  volta à nossa rotina.

Vou almoçar, tomar um banho e me inteirar mais das novidades.

Vamos que vamos.

Já volto.



FANTASIA OU SONHO ?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Todos sabem que sou um sonhador inveterado.

Incrivelmente mesmo os meus sonhos mais ousados terminaram se realizando.  Alguns inimagináveis.

Quando entrei no BB, em 10-04-1957, nunca poderia imaginar que quase cinquenta anos depois estaria discursando numa cerimonia em São Paulo, comemorativa do centenário da Previ, na condição de presidente do conselho fiscal da entidade.

E quando assumi como conselheiro fiscal da previ com um deficit de dez bilhões de reais e nuvens negras no horizonte pós intervenção, em 2002, nunca poderia imaginar que, quatro anos depois, na conclusão do meu mandato, a Previ teria um superávit da ordem de trinta bilhões, cobiçado avidamente pelo patrocinador BB.

Às vezes a fantasia se faz realidade e existem circunstâncias difíceis que dão origem a grandes satisfações.

Walt Disney estava encarcerado quando viu um ratinho se movimentar em sua cela e em vez de enxota-lo passou a se distrair com ele.  Dessa convivência nasceu o Mickey Mouse e o resultado daí foi o mega empreendimento existente em Orlando, na Florida, por muitos considerado como um sonho irrealizável.

Estou aqui, com meu neto Miguel, comprovando essa realidade e vivendo o sonho que toda criança e idoso gostaria de ter vivido, pois nada melhor que uma magia como a daqui para fazer a gente acreditar que tudo é possível se as pessoas realmente acreditarem. A Disney sempre foi um dos meus melhores e mais ansiados sonhos, uma fantasia inacreditável.

Aqui o idoso se transforma em criança outra vez e a criança desfruta de sua idade real com toda a amplitude.  Aqui a gente se diverte, se emociona, se maravilha, se espanta e se delicia com os espetáculos que nos surpreendem e nos encantam a todo o momento.

E o melhor é desfrutar desses parques e desses momentos  na companhia de netos e filhos !

Mas de vez em quando não posso deixar de me lembrar de nosso mundinho da Previ quando passa pela minha cabeça uma comparação desses parques esplêndidos com a insignificância inadmissível do Magik Park de Aparecida, onde desapareceram alguns milhões de nosso patrimônio e os culpados não foram até hoje devidamente penalizados nem responsabilizados pelo prejuizo.

Estou quase voltando.

Até lá.

MAKTUB - JÁ ESTAVA ESCRITO

Marcia Liz Thomé escreveu um texto em homenagem a seu pai, a quem não conheço, que reproduzo abaixo, com satisfação, por constatar que é saudável verificar o reconhecimento de uma filha pelo valor de uma carreira de 50 anos dedicada ao Banco do Brasil sem se olvidar de princípios básicos , como a família.

MAKTUB - JÁ ESTAVA ESCRITO

Era uma vez um menino que sonhava em ser cientista, mas a lua ainda ficava muito distante de ser alcançada. Foi quando resolveu, aos 19 anos, ingressar numa empresa que hoje ocupa posição de destaque no sistema financeiro nacional, chamada Banco do Brasil.

Mudou-se inúmeras vezes inaugurando agências pelo Brasil afora.

Mas nunca esquecendo seu bem maior .......a família.

Construiu uma sólida carreira, que sempre lhe encheu de orgulho, pelas amizades alcançadas e pelos objetivos conquistados positivamente, bem como pela sua realização pessoal adquirida nesta viagem incrível.

No ano de 1990 aposentou-se na agência do Banco do Brasil de Curitiba e sabia que ao longo do caminho percorrido, com esforço e dedicação, fez um belo trabalho.

Ah ! Mas como se chama esse menino ?

Seu nome é Romeu Arnoldo Thomé.

Obrigada por tudo.... Obrigada por ser meu pai.

Márcia Liz Thomé.


A VIDA É ASSIM ...

Uma das frases que gosto de citar é de Guimarães Rosa:  .  "A VIDA É ASSIM...ESQUENTA E ESFRIA, APERTA E DAÍ AFROUXA, SOSSEGA E DEPOIS DESINQUIETA. O QUE ELA QUER DA GENTE É CORAGEM."

E´ o que eu acho que acontece conosco o tempo todo de nossa vida.  Altos e baixos.  Momentos alternados. Tempo para fazer e tempo para relaxar. Tempo para bater e tempo para elogiar. Tempo para desgostar e tempo para amar. Tempo para trabalhar e tempo para se divertir. Tempo para os grandes feitos e tempo para as pequenas coisas.  Não é o que está escrito no Eclesiastes ?

Pois então !

Não é possível nem recomendável apenas lidar com os assuntos que mais nos preocupam e que centralizam as nossas atenções. Certo que para eles nos damos a prioridade. Mas não quer dizer que dedicamos nosso tempo e nossa vida somente a eles, pois seria um estreitamento de horizontes imperdoável nesta fase madura de nossa existência, onde o tempo é a única coisa inexorável, que passa rápido e não volta atrás.

A poetisa Gabriela Mistral tem um poema maravilhoso sobre a alegria de servir, que deveria ser lido por todos, especialmente pelos colegas que criticaram minha postura de reclamar sobre "ninharias", na opinião deles.

"QUE NÃO TE ATRAIAM SÓ OS TRABALHOS FÁCEIS
E´ TÃO BELO FAZER A TAREFA  QUE OUTROS RECUSAM
MAS NÃO CAIAS NO ERRO DE QUE SÓ SE CONQUISTAM MÉRITOS
COM OS GRANDES TRABALHOS.

HÁ PEQUENOS SERVIÇOS QUE SÃO IMENSOS SERVIÇOS
ADORNAR UMA MESA, ARRUMAR AS FLORES, ESPANAR O PÓ.
ENTRE O QUE CRITICA E O QUE DESTRÓI,
SÊ TU AQUELE QUE SERVE."

Lindo, não ?

Procuro seguir esses sábios conselhos e coloco esses nobres pensamentos no blog para resposta àqueles que não souberam entender que a vida é assim mesmo, tem grandes e pequenas coisas com que temos que lidar.

Para terminar cito o meu poeta gaucho Mário Quintana, quando afirmava que "é nas pequenas coisas que reside o perigo".

Vou viajar a lazer, com meu neto, por dez dias. O blog continuará com temas mais amenos, uma espécie de refresco. Vou publicar semana que vem uma homenagem de uma filha a seu pai, no dia em que completou cinquenta anos de Banco do Brasil.

Até a volta. Desculpem, mas sou assim... E o blog me segue !


BRINDES FORA DE PROPÓSITO

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Qual o propósito da Previ ?

Pagar benefícios para seus assistidos.

Só isso.  O objetivo da Previ é unicamente pagar aposentadorias e pensões para seus participantes.

Tem colega que não entende.  Acha que os objetivos são variados, entre os quais socorrer o patrocinador Banco do Brasil, ajudar o Governo, promover o desenvolvimento do país,  colaborar com o combate contra a poluição e os crimes ambientais, contribuir para o sucesso da copa do mundo.

Errado.

Eu estava no conselho fiscal da Previ quando deparei com uma demanda estranha.  A diretoria tinha aprovado auxílio financeiro para um projeto meritório na Costa do Sauípe que pretendia melhorar as condições de habitantes pobres de uma vila de pescadores próxima do complexo hoteleiro.

Dei voto contra e recebi uma violenta reação dos defensores da idéia. Mas como ?  Tratava-se de um nobre objetivo social. Os pescadores seriam atendidos e as mudanças ambientais da região não sofreriam.  A Previ iria contribuir financeiramente para um projeto qualificado, que já tinha recebido elogios mundiais.

Fui irredutível.  Esse não era o objetivo da Previ. Colocar dinheiro lá era desvio de sua finalidade. Consultem o Serviço Jurídico a respéito e a auditoria interna.

Ganhei a parada.  Não podia.

Quanto a brindes também deve ser utilizado o mesmo raciocínio.  Nada que não se destine a pagamento de benefícios pode ser gasto por um fundo de pensão. Quem o fizer deve ser responsabilizado.

Os brindes tem que ter um critério rígido de distribuição.  Algum dirigente de entidade que não foi convidada para a reunião pode reclamar com todo o direito que foi excluído dos brindes.

No meu tempo de conselheiro fiscal só era permitido a distribuição de um calendário no final do ano para todos. Nada mais.

Lembram que o Prefeito Maluf foi condenado porque deu de brinde a cada jogador campeão do mundo um veículo ?

Pois é quase a mesma coisa, embora a desproporcionalidade dos valores em jogo.

Não estou ficando ranzinza nem rabugento, como escreveu um colega.  Apenas continuo julgando  com critério e dentro das normas. Só fico ranzinza quando me tratam mal e sem a devida consideração com meus cabelos brancos ou com a entidade que represento.

Brindes fora de propósito contribuem para a distorção dos rumos e dos objetivos de nossa Previ. Devemos zelar pela sua probidade e transparência. A tolerância com as pequenas coisas é que abrem a porta para as grandes negociatas e trambiques.

Perdoem minha intransigência.  Questão de princípios.

Vou começar a minha volta da praia e estou adquirindo paciencia para enfrentar os congestionamentos com bom humor.