O final do Congresso da Abrapp se dividiu entre os pessimistas e os otimistas a respeito do futuro do sistema de previdência complementar.
Alguns palestrantes procuraram animar os participantes do Congresso com a recordação de que foi em momentos de crise como a de hoje que o sistema se reinventou e achou soluções para voltar a crescer, afirmando que existem caminhos e potencialidades que merecem ser exploradas.
O que esse cenário interessa para nós do plano 1 da Previ ? Nosso plano já está fechado. Ninguém mais entra. Breve não haverá mais ninguém na ativa. Todos aposentados, recebendo benefícios, oriundos do patrimônio construído com essa finalidade.
É que não somos uma ilha isolada. Vivemos num arquipélago. Um tsunami nos atinge junto com as demais. Sofremos influência negativa da economia enfraquecida e da instabilidade política. Estamos no meio da tempestade. Nossa sobrevivência vai depender das medidas preventivas que tivermos tomado contra os riscos da turbulência.
De volta de Brasília, fiquei assustado com a enchente do Guaiba em Porto Alegre. A maior desde a grande enchente de 1941. Para evitar inundação do centro de Porto Alegre foi construído um muro de contenção junto ao cais do Porto. Esse muro foi criticado por anos a fio em virtude de que escondia a visão do Guaiba e que nunca teria serventia pois jamais aquela enchente de 1941 se repetiria. Pois se repetiu e domingo as 14 comportas foram fechadas para evitar o desastre. A prevenção estava correta.
Esse exemplo deve nos fazer pensar seriamente sobre a nossa Previ. Como fazer para nos prevenir contra uma calamidade, como fazer para evitar deficit, como fazer para sustentar a perenidade de nosso plano 1 e garantir a nossa tranquilidade.
Para mim não existe coisa melhor que possamos fazer neste momento do que refletirmos em cima de uma transparéncia máxima, que nos permita uma análise profunda e exata de nossa realidade.


