O BB TEM DIREITO AO SUPERAVIT ?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

 

A resposta é óbvia e simples. NÃO.  Não, o BB não tem direito ao Superavit.  Nunca teve. Os patrocinadores dos fundos de pensão passaram a ter direito ao superavit somente após a famigerada resolução 26, instituída em 2008, pelo Conselho de Previdência. Das duas liminares obtida, uma caiu, a do Sindicato de Brasilia sob o fundamento de que a crise havia deixado os bancos vulneráveis e não poderiam ser prejudicados, e a outra da FAABB ainda se mantém, justamente a que impede a transferência de recursos para o Banco do Brasil antes do julgamento de mérito da demanda.

Então o superavit é nosso, é todo dos participantes da PREVI ?  Sem dúvida.  E como o BB se apropriou de parte dele ?  Contabilizando como expectativa de receita futura, baseado em parecer de seu Departamento Jurídico ou de um escritório de advocacia especializado. Daí se dizer que os recursos não sairam da PREVI. Outros afirmam que o BB contabilizou sonhos, um castelo de cartas, meras esperanças, que poderão não se concretizar.  Outros declaram que o discutido superavit sequer existe. Que se trata de uma ilusão ou de uma manipulação contábil.

O mais grave nesse processo, para mim, são aqueles que acreditam que uma distribuição do superavit poderá enfraquecer a PREVI e colocar em risco no futuro os benefícios mensais que recebem.  Há que ter muita prudência, muita cautela, afirmam. Aliás, isso também se verificou por ocasião da garfada do IGPDI em 2003.  Queriam ficar com os 18% pois tinham medo que os 30% iria quebrar a PREVI.  Tive grande dificuldade, na época, de convencer alguns importantes dirigentes de nossas entidades de que os números eram a nosso favor.

Respeito a opinião de todos e não sou o dono da verdade. Apenas analiso com profundidade os fatos, à luz dos preceitos legais e contábeis, assessoro-me dos sábios, doutos e técnicos, e procuro me valer do indispensável bom senso para tomar decisões e atitudes.

No caso presente sou favorável a uma negociação nossa com o BB. Uma negociação dura, já que o BB pisou na bola avançando o sinal e calculando para mais os valores contabilizados. Sou favorável a uma negociação imediata para que a questão não se arraste por muito mais tempo, eis que não dispomos dele.  Um médico, em palestra recente, declarou que a única coisa inexorável na vida é a passagem do tempo e a morte. Diversos colegas e amigos meus faleceram sem desfrutar um centavo do superavit. Faleceram magoados e chorando a falta que lhes fez.

A discussão jurídica do superavit vai se fazer num fôro adverso para nós. O STF e o STJ são dominados por ministros nomeados politicamente, pelo presidente da república.  Lá no STJ está, por exemplo, o Ministro Noronha, ex consultor jurídico do Banco do Brasil, que estava no BB quando houve a apropriação dos 5 bilhões da PREVI em 1997. Difícil vencer essa barreira.

Pessoalmente gostaria de não dividir o superavit com o BB. Mas não dá. Se houver uma vitória, será uma vitória de Pirro, sem glória, sem resultados. Mas, como já disse, defendo uma negociação dura. Quero dividir o superavit, mas que ele venha com os 80% para as pensionistas, com a isonomia da renda certa, com a solução para os litígios da cesta alimentação, com o atendimento de outras justas reivindicações, e que não se olvide de exigir a retroatividade.  Se o BB está pressionado e acuado, nossos negociadores tem que ser implacáveis, devolvendo ao banco o tratamento que desde 1995 tem dado para seu funcionalismo da ativa e para os aposentados e pensionistas.

E´ a minha modesta opinião, salvo melhor juízo.

O TEMOR DO BANCO DO BRASIL QUANTO AO SUPERAVIT

Perguntam-me, com insistência, sobre qual o temor do BB nessa questão do superavit  e sobre a relevância da observação feita pela Morgan Stanley a respeito das apropriações. 
Acho que o BB agora está pressionado para dar uma solução ao caso por várias razões e deve resolver o impasse até o final do ano, com certeza, pois está a descoberto, tendo em vista que se apropriou indevidamente do superavit da PREVI, existindo uma liminar, e , principalmente, porque se excedeu nos valores, pegando 14 bilhões em vez de oito bilhões, segundo consta.
O temor do BB não é só com o Morgan Stanley, que analisa as demonstrações financeiras com vista ao mercado de capitais e influi nas cotações das ações, mas principalmente com a SEC, organismo importantíssimo a serviço da Bolsa de Nova York, que fiscaliza as empresas que operam lá, como é o caso da VALE e do Banco do Brasil.  A certificação da SEC é essencial para a credibilidade contábil e suas observações obrigam muitas vezes as empresas sob seu controle a revisar balanços e efetuar correções e estornar valores.
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O balanço anual do BB está próximo. Faltam apenas NOVENTA DIAS, que passam rápido.  E´ vital para o BB que tudo esteja em ordem, que não pairem dúvidas sobre seus critérios contábeis.  E  é dessa circunstância que nós temos que nos aproveitar agora por ocasião das negociações do superavit, exigindo não só sua distribuição justa e equânime, como também a solução para a renda certa e para o aumento do percentual das pensionistas, no mínimo. E no caso da distribuição não se pode esquecer da retroação.
O desespero do BB pode ser aquilatado pela nota ontem distribuida pela PREVI que dá conta da contratação justamente da Morgan Stanley, que contestou as demonstrações do banco, para avaliar os ativos da Neo Energia e da CPFL.  Porque ela ?
Amanhã comentarei sobre como vejo a participação do BB no superavit.

REUNIÃO SOBRE O SUPERAVIT EM BRASILIA COM O BB

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Acabei de falar com Isa Musa Noronha, presidente da FAABB, a respeito da reunião de que participou ontem em Brasilia com o Banco do Brasil para tratar do superavit.

Em sua opinião tratou-se da primeira reunião, onde foi dado o ponta pé inicial para as conversações e negociações envolvendo as nossas reivindicações e a pretensão do Banco.

Na mesa estavam os eleitos da PREVI, a CONTRAF-CUT, a AAFBB, a FAABB e a ANABB, representadas por seus principais dirigentes. Do lado do BB, o diretor Carlos Eduardo Leal Neri, diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas, subordinado ao Vice Presidente Robson, foi o mais importante interlocutor.  O diretor Neri já foi da PREVI e há pouco presidiu a Cassi. E´ personagem conhecido do funcionalismo do BB.  Conheço-o pessoalmente e tenho dele a impressão de pessoa afável e de bom trato, sendo possível estabelecer um diálogo com ele, embora quanto à sua passagem pela CASSI, que foi rápida, pairam algumas dúvidas sobre sua atuação.

O diretor Nery foi positivo ao afirmar que o Banco deseja o cumprimento da resolução 26, pois seu serviço jurídico opina no sentido da legalidade da resolução e por isso o BB se apropriou de parcelas do superavit. O BB quer 50% do superavit, conforme faculta a resolução 26.

As reivindicações feitas pelas entidades presentes foram amplas - tratava-se da primeira reunião - no sentido de que além da distribuição do superavit tem que vir a correção do percentual das pensionistas para 80%, o fim do voto de qualidade a favor do BB, a restauração do quadro social e outras mais, já arroladas em notícias anteriores.

Foi marcada uma nova reunião para o dia 18 de outubro, em Brasilia, para dar seguimento às negociações.

DOENÇA DE ALZHEIMER

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Comemora-se em toda a parte o dia internacional da doença de alzheimer, essa enfermidade que aflige especialmente os idosos e cria um quadro doloroso para os familiares.

Aqui em Porto Alegre, conforme sábado noticiou a Zero Hora, houve uma sessão especial no salão do Hospital Mãe de Deus hoje, segunda feira, dia 27, com início às 14,00 e que somente agora teve seu encerramento, com debates e apresentações de médicos, terapeutas e psicólogos, com grande frequencia de interessados. Eu participei do painel na condição de advogado especializado nessas causas.

A reunião foi promovida pelo Hospital e pela Associação Brasileira de Alzheimer, Sub-Regional de Porto Alegre, que é magnificamente presidida pela Sra. Iara Primo Portugal, pensionista da PREVI e associada da AFABB-RS.

Há muitos anos que Dna. IARA, merece nome em maiúsculo mesmo, se dedica a ajudar os familiares dos doentes de Alzheimer, desde que seu esposo, aposentado do BB, contraiu a enfermidade. Eu acompanho a dna Iara desde os primórdios do movimento e sou testemunha de sua dedicação e zelo.

A doença de Alzheimer tem aumentado ultimamente em virtude da maior longevidade e também de maus costumes que afetam os idosos, como o sedentarismo, a acomodação, a depressão, má alimentação, a solidão, problemas cardio-vasculares resultantes do colesterol e da hipertensão, entre outros.

Conheço e tenho lidado com inúmeros casos envolvendo colegas aposentados e pensionistas do Banco do Brasil, ora para requerer isenção de imposto de renda, ora para fazer interdição judicial, nos casos mais extremos, ora para lidar com falcatruas que os doentes são vítimas, cada vez mais sofisticadas à medida que avança a internet.

Existem problemas jurídicos peculiares. A doença de alzheimer, por exemplo, não é reconhecida pela Receita Federal para fins de isenção do imposto de renda. E´necessário requerer como se o doente fosse portador de demência ou alienação mental, incapacitado para os atos da vida civil., o que muitas vezes as famílias não gostam. As procurações para os bancos precisam ser cuidadas, pois perdem a vigência e os mandatários continuam representando os enfermos  indevidamente e podem ser responsabilizados pelo excesso.

No encontro de hoje ficou evidente que o principal elemento que deve preponderar nos cuidados com o doente de alzheimer é o amor e o respeito à sua dignidade. Nesse sentido, foram dados tres depoimentos de casos concretos que emocionaram a todos os presentes.

Parabéns à sra. Iara Portugal e todas as suas colaboradoras pelo eficiente e benemérito trabalho que realizam ! Merecem nosso aplauso e nosso apoio !

NOVA REUNIÃO SOBRE O SUPERAVIT COM O BANCO DO BRASIL EM BRASILIA SEGUNDA FEIRA

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Acabo de receber informação de Isa Musa que a PREVI convidou a FAABB para uma reunião em Brasilia, dia 27, segunda feira, às 15,00 horas com o Banco do Brasil, para iniciar as conversações a respeito da destinação do superavit.

Achei alvissareira a notícia de que a FAABB foi convidada para participar da reunião, o que, sem dúvida, é um avanço na matéria a respeito de quem nos representa e coroa um esforço de Isa Musa nesse sentido, desde o ano passado.

O que não entendi bem é porque o convite veio de parte da PREVI e não do Banco do Brasil, mas mais tarde saberemos...

Isa chama atenção de que o acordo da VALIA está fazendo bastante pressão na internet e deve ser um dos motivos que está agilizando a retomada das negociações, tendo em vista que a posição de Sergio Rosa está desconfortável por ser o presidente do conselho de administração da VALE. Essa sempre foi a minha proposta, porém no mínimo 10% e mais um abono de um benefício extra, um 14° .

Logo que tiver notícia da reunião colocarei no blog, em edição extra, como está acontecendo agora.

Meu palpite é que vai preponderar a proposta já ventilada da CONTRAF CUT de apenas 8% com um piso mínimo de R$ 500,00.

Quem viver verá!

AVALIAÇÃO DO BLOG

Hoje completam vinte e quatro dias que iniciei o blog a sério, escrevendo diariamente. Segunda feira, dia 27, virá meu professor de informática me dar aula e aperfeiçoar o blog.  Preciso informa-lo a respeito das principais alterações e melhorias.

A proposta que me fiz, inicialmente, foi a de oferecer aos colegas aposentados e pensionistas do Banco do Brasil um instrumento de acesso pela internet que oferecesse uma análise diária dos assuntos que nos interessam, bons ou maus, em linguagem despojada e objetiva, sem pretensões literárias.

O estilo escolhido é o de uma crônica/artigo, a exemplo do que faz o Paulo Santana na Zero Hora, que comente os principais problemas referentes à PREVI, CASSI e BANCO DO BRASIL, trazendo, ainda, informações sobre viagens e outros assuntos pertinentes. Por fim, esclarecimentos sobre temas jurídicos e de ações judiciais.

Em nosso meio existem diversos outros tipos de comunicação pela internet. Alguns reproduzem as notícias da imprensa.  Outros se prestam ao debate.  Os sites das nossas entidades e os informativos igualmente são fontes importantes que nos mantém atualizados do que se passa. Mas nenhum nos moldes do que me propus em meu blog.

Uma das minhas preocupações era de que o blog não representasse para mim um peso muito grande em meus afazeres diários, que me obrigasse a um certo sacrifício na busca de assuntos ou na pesquisa das soluções.  Não foi.  Existem assuntos sobrando. E nunca demorei mais do que quinze minutos na elaboração das postagens. Daí decorrem diversos erros de portugues e a falta de revisão.

Não tenho recebido muitos comentários no blog. Os colegas tem preferido escrever para o meu email jbmmedeiros@terra.com.br ou jbmafabb@terra.com.br.  Gostaria de que houvesse mais participação ativa no blog e estou disposto a reproduzir comentários daqueles dispostos a colaborar com idéias e sugestões sobre os temas abordados ou que apresentem assuntos que gostariam que fossem analisados.

Entre as sugestões recebidas figura a de que eu propicie maior interatividade no blog, para que haja um debate comigo sobre as matérias abordadas, feita pela Isa Musa, presidente da FAABB. Não é o propósito do blog, mas vou ver se produzo um grande debate por mes, e aí participam aqueles interessados.

De qualquer maneira, é muito gratificante ter recebido apoio e incentivo de vários colegas, vindos dos mais afastados pontos do país, como do Rio Grande do Norte, Amazonas, Bahia, Sergipe e Minas Gerais, demonstrando que o blog ultrapassou as fronteiras do meu Rio Grande do Sul.

Fico totalmente aberto às sugestões de voces e agradeço sinceramente ao apoio e ao carinho recebido.

OS PERIGOS DO CHEQUE

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Continuo com problemas com o Banco do Brasil.  Ontem fui num caixa eletrônico da rua 24 de Outubro, próximo à Agência Moinhos de Vento, imprimir oito cheques. O que aconteceu ?

Os cheques vieram com defeito de impressão.  O nome Banco do Brasil saiu invertido e os dados meus e de minha conta estão desalinhados, invadindo os cheques de baixo, uma mixórdia.

Uma senhora que lá estava me disse que com ela também tinha acontecido a mesma coisa, e que  ia na Agência Moinhos reclamar e pedir ajuda. Fomos juntos e lá nos deparamos com um tumulto, pois dos tres caixas eletrônicos um não estava funcionando desde quinta feira passada e existiam cerca de vinte pessoas na fila, alguns reclamando de uma única funcionária que, pacientemente, procurava dar explicações e ajuda.

Resultado: não consegui resolver o meu problema com os cheques, pois se tratava de um problema técnico. Hoje vou ver se foi solucionado. Mas é triste observar o grau de insatisfação com a qualidade de atendimento atual do Banco do Brasil, o maior banco do Brasil, certamente não o melhor.

Nessa questão de cheques é preciso ter muito cuidado atualmente, pois existem técnicas modernas de fraudes que colocam em risco a sua utilização. Comigo já aconteceu um caso, na praia de Xangri-la, onde veraneio.

Comprei umas toalhas de uma vendedora conhecida que negociou o cheque. Entregue na compensação, constatou-se que o valor dele havia sido transformado de R$ 140,00 para R$ 1.400,00. Como ?  O fraudador se utiliza de uma borracha para tinta esferográfica que apaga os números e as letras. Aí preenche com os valores que quiser.

No meu caso o Banco pagou. Eu reclamei e foi constatada a fraude, aliás grosseira. Aí o Banco instaurou um processo, mas me restituiu o valor.

Outra fraude comum é quando a pessoa que vai receber o cheque se propõe a preenche-lo ou entrega uma caneta esferográfica para que a gente preencha. Essa caneta tem uma tinta especial que desaparece algumas horas depois e aí o caminho fica fácil para o golpe.

Tem mais uma maneira de fraude que já me aconteceu. Um cheque preenchido com tres mil reais ser transformado em trese mil reais. E´ só colocar um 1 e um e.

Portanto, cuidado com os cheques.  Eles vêm sobrevivendo mas estão cada vez mais perigosos.  Nesse sentido, sempre que o banco usar de precaução em nome de nossa segurança é bom.  Mas não pode se omitir de se comunicar e manter um saudável relacionamento com a clientela, especialmente seus ex-funcionários, aposentados e pensionistas.

Como dizia o Chacrinha:  quem não se comunica se trumbica.