REUNIÃO DO CNPC E OUTRAS AVENÇAS

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Hoje estive participando de novo seminário promovido pela ABRAPP em Porto Alegre, sobre governança, gestão de riscos e integração de órgãos estatutários.  Estavam presentes altas autoridades do setor de previdência complementar, entre os quais o atual superintendente da Previc, dr. Carlos de Paula, com quem tive oportunidade de contatar e conversar.

                                            Dr. Carlos de Paula, superintendente da PREVIC

Recebi a informação do dr. Paulo Cesar dos Santos, diretor de Políticas da SPPC, sempre muito simpático e acessível, que a reunião do CNPC foi transferida do dia 30 de setembro para o dia 7 de outubro, para que pudessem ser melhor digeridos os números que irão balizar as novas normas sobre os lançamentos contábeis do passivo das entidades fechadas de previdência complementar.

Falou-me que sobre os demais assuntos, como a longevidade e a terceirização da cobertura de riscos para seguradoras ainda não estão maduros para decisão e deverão ficar para mais adiante, assim como alteração na resolução 26. Não devemos baixar a guarda. Estão pintando mudanças no sistema e o Congresso dos Fundos de Pensão vai se realizar em meados de novembro em São Paulo, devendo contemplar algumas novidades.

Já está mais do que na hora de uma decisão a respeito do teto de benefícios na Previ. O TAC até agora ainda não foi aprovado pelo BB que aguarda a homologação dos poderes da Fazenda e do Planejamento, segundo consta.

Na realidade nunca intervi nesse assunto por achar que já tinha gente demais tratando dele, vários pais da criança e nunca quis que achassem que eu queria tirar alguma lasquinha de última hora e virar herói da história.  Mas a demora está demais e começo a me impacientar.  Não sou de ficar parado e pretendo agir para sacudir o marasmo.

E como a vida não para, amanhã, depois do seminário pela manhã, com encerramento previsto para as 14 horas, vou correndo para a AFABB RS a fim de assistir o Fernando Amaral, vice presidente da ANABB, que vai fazer palestra em nosso auditório, às 15,00 horas, sobre temas de relevância, entre os quais o mencionado teto de benefícios, bônus para diretores da Previ, resolução 26, etc.

Portanto, cada vez é mais aplicável o meu bordão, de vamos que vamos.

TEMPO DE INCERTEZA. ( FINAL )

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Concluo hoje minhas observações sobre o importante evento de governança realizado pela Previ, focalizando a entrevista dada pelo diretor de participações da Previ, Marco Geovanne ao jornal Valor Econômico.

Alguns pontos merecem serem destacados e refletidos por todos os que se interessam pelo futuro da Previ, especialmente no setor de renda variável , onde se concentram a maior parte dos investimentos do plano 1.

Para o diretor o momento atual de volatilidade não é de investimentos mas de preservar caixa. Empresas que calcularam a conjuntura de forma equivocada, com visão de curto prazo, se deram mal. Ele cita o caso da Vale, onde o preço do minério de ferro caiu.  Lembro da minha luta quando lá estive no conselho fiscal para evitar a aquisição da Xstrata, em momento inoportuno, 2007, véspera da crise de 2008, o que endividaria a empresa e comprometeria sua liquidez. Seria um desvario megalomaníaco que teria deixado a Vale em situação ainda mais crítica.

Outra afirmação interessante do diretor foi a respeito da comunicação, assunto abordado no seminário de governança, no sentido de que o conselho de administração das empresas deve se comunicar mais e melhor com os acionistas. Como o palestrante falou que a gestão dos fundos de pensão é similar a das empresas, podemos situar a Previ no mesmo contexto, para que igualmente exista maior transparência aos atos e decisões do conselho deliberativo e demais órgãos de governança.

Sem dúvida uma declaração corajosa do diretor foi a respeito de falha dos conselheiros indicados pela Previ na ALL, que foram relapsos com relação a um contrato de consequências desastrosas para a empresa e que gerou prejuízos.  Essa declaração é importante porque deixa no ar o questionamento sobre a responsabilidade dos conselheiros pelo cochilo e a responsabilidade pela seleção dos mesmos para o exercício dos cargos.

Por fim, vale a pena também chamar a atenção para a referência aos casos da Oi e da Forjas Taurus, que surpreenderam com a revelação de operações nefastas, causando preocupações e criando situações de constrangimento.

Essa matéria do diretor Geovanne, é uma das mais autênticas e profundas a respeito da área de governança corporativa da Previ já produzidas, sem dúvida com reflexo no mercado acionário, e complementa, com sua divulgação, o seminário. Deveria mesmo ter sido a palestra de conclusão do evento e teria fechado, sem dúvida, com chave de ouro, a bem da transparência.

TEMPO DE INCERTEZA. ( 2 )

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O Seminário de Governança se encerrou ontem com uma descontraída palestra sobre ética corporativa e sistemas de incentivo nas empresas, do professor Clovis de Barros Filho, de São Paulo, catedrático da matéria.


A palestra foi leve e divertida, entremeada de anedotas e alguns palavrões, deveria ter sido inserida logo depois do almoço, pois despertaria o público. Entretanto, embora tenha agradado ao auditório e a mim mesmo, o palestrante fugiu totalmente ao tema que lhe foi proposto, que dizia respeito até que ponto as estruturas de incentivos contribuem para o comportamento não etico das pessoas em todos os níveis das organizações.

O professor Clovis abordou os conceitos históricos da ética, chamando atenção para os pensamentos de Aristoteles e Jesus de Nazaré,  que ligavam ética com códigos de conduta e sentido no próximo, até chegar em nossos dias com os conceitos de Maquiavél, de mercado e de satisfação pessoal.

E terminou surpreendendo ao falar que o trabalho ético atualmente reside em se sentir feliz e fazer os outros felizes, desfrutando cada momento ou oportunidade que se apresenta, fugindo completamente do contexto.

Na manhã de hoje tivemos uma palestra morna, ao contrário do empolgado professor Clovis, feita  por John Wilcox, norte americano, sobre se o conselho de administração deve agir de forma autônoma, principalmente nos casos dos prejuízos recentes de empresas, com mais transparência, prestando contas aos acionistas. Gostei da palestra, que teve substância, de modo especial quando abordou a comunicação do conselho com os acionistas, divulgando, por exemplo, assuntos delicados como a remuneração dos dirigentes e a forma de seu cálculo. Ele foi explícito ao transmitir que o conselho deve estudar uma forma de ser mais transparente e de se comunicar, pois cada vez mais os acionistas e a sociedade estão exigindo que os membros dos conselhos prestem contas de seus atos. Devem ser respeitados apenas os assuntos mais sigilosos.

A moderadora Sandra Guerra, esbelta e elegante, acentuou que é importante que os acionistas sintam qual a colaboração efetiva que os conselheiros trazem para a companhia ou se só estão ali para cumprir tarefas ou fazer a vontade do dono ou dos diretores.

Concluiu que as vezes não temos coragem de questionar aquilo que tem que ser questionado. Mais uma vez surge a palavra coragem. Há poucos dias falei nela. lembram ?

O Seminário terminou com mais dois painéis. A organização do evento  foi boa e profissional. Obteve sucesso absoluto de presença de conselheiros de administração de importantes empresas, 114 do Brasil e 12 do exterior, o que propicia as conversas e os contatos, troca de idéias e de experiências, o que vale tanto quanto as palestras e os painéis. Agradou ao público presente.  Minha avaliação melhorou um pouco. O Seminário tem uma missão relevante junto aos conselheiros de empresas participadas da Previ.

Acho que a bolsa vai reagir forte hoje puxada por Petrobras. Desde ontem, quando escrevi que estava estudando o mercado, para comprar de novo, face as baixas, já corriam fortes boatos.  Vamos ver.


TEMPO DE INCERTEZA

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Após uma semana em Porto Alegre, procurando colocar um pouco de ordem na casa e cuidar dos netos, cujos pais estavam na Europa, viajei de novo e agora estou no Rio de Janeiro participando do seminário anual de governança da Previ.

Desde 2007, quando deixei de ser conselheiro da Vale, não freqüentava mais dito seminário, que está na sua 15 edição.

Lembro que no primeiro os conselheiros fiscais da Previ não foram convidados. Quando assumi a presidência do conselho fiscal reclamei e a partir dai passaram a dar importância para os conselheiros fiscais, inclusive tratando de temas de interesse exclusivo.

Mas verifico que, decorrido esse tempo, novamente  deixaram de ser incluídos assuntos para aprimoramento de atuação dos conselheiros fiscais nas empresas.  Acho que o papel do conselho fiscal voltou a ser desacreditado, principalmente face a escândalos recentes, como é o caso da Petrobras.  Onde andava o conselho fiscal na operação de Pasadena ?

Até agora minha avaliação do seminário não é boa.  No painel sobre casos de sucesso, o coordenador deixou de apresentar uma pergunta por escrito que eu fiz ao ex presidente da Previ, Luiz Tarquinio, atual presidente da Tupy. Tem censura no seminário ? O que que é isso ?  A um conselheiro deliberativo da Previ ?

Então é tempo de incerteza mesmo, como o seminário se intitula, prosperar em tempo de incerteza.

Notei também que não veio abrir o seminário , como antes acontecia, o presidente do BB.  Será que anda se esquivando da imprensa depois da história do dinheiro no colchão ?

Por sinal também me chamou atenção a presença de poucos ou quase nenhum jornalista. Será que não vieram, sinal de desprestígio, ou não foram convidados ?

Péssima a escolha dos dois coordenadores dos painéis iniciais de hoje. Deles depende o sucesso dos painéis. O da manhã se atrapalhou todo e o da tarde, embora consciente do desafio, fez tudo para que o auditório tirasse uma sesta.

Bom, talvez eu esteja ficando velho mesmo e exigente demais. Vou voltar para assistir o próximo painel e torcer para que melhore. Oxalá.

E a bolsa, heim ?  Eu tinha razão ou não tinha ? Já andou pelos 56.000. Fiz bem em vender. Estou estudando os próximos passos. Depende muito da eleição e do humor do mercado.

Vamos que vamos.




CRISE NA CASSI

sábado, 13 de setembro de 2014



Na cerimônia de posse foram prestadas homenagens a três colegas  longevos do conselho deliberativo, João Emery Buratto, 93 anos,  Odilo Tirelli, 90 anos, e Sandyr Schuster, 83 anos, pela valiosa contribuição que prestaram e prestam a AFABB RS, e também uma homenagem especial ao Ricardo Maeda pelos relevantes serviços como coordenador do Conselho de Usuários da Cassi.

O Maeda criou aqui no RS a figura do facilitador na Cassi e esse modelo tem sido elogiado e copiado em outros Estados. Além disso, o Maeda é muito presente e muito prestativo. Tem auxiliado no encaminhamento de inúmeros casos e buscado soluções para eles.

A Cassi é objeto de grande preocupação e empenho por parte da nossa associação, pois entendemos que a saúde é fundamental nessa fase que vivemos de aposentados e pensionistas, para nos assegurar qualidade de vida, sem acarretar despesas que desequilibrem os nossos orçamentos domésticos,

Li em algum lugar que saúde não é tudo, mas sem saúde tudo é nada.

Lamentavelmente na posse não tinha diretor da Cassi.  Miriam Fochi escusou se alegando importante reunião em Brasília. Para lá se deslocou o Maeda logo  após a homenagem.

Não pode participar da posse a nossa vice presidente Carmen Volino, sofrendo cirurgia naquele dia. Está passando bem, mas queixou se do grande desgaste com a Cassi, que lhe deixou com os nervos em frangalhos, pois a autorização só chegou na ultima hora, depois que ela chorou no telefone, desesperada, para a gerente que acompanhava seu caso.

                                                                                                           
Ontem tive a oportunidade de ler interessante estudo divulgado pela Isa Musa, com base no Ruy Brito e no Tollendal, que o Adaí colocou em seu atuante blog e a Leopoldina também no seu já reconhecido Olhar de Coruja, contendo análise sobre as causas que estão provocando essa pane financeira na Cassi, que causou arrepios em Camboriú, quando se comentou o sufoco por que passa o plano de associados, cujo ápice se daria em maio de 2015. Face a dúvidas e confusões parece que em breve será colocado no ar uma gravação .


A AFaBb Rs vai se dedicar e se aprofundar na análise do problema. Breve teremos uma conferência de saúde no RS, para escolha de novos membros do conselho de usuários. Vamos buscar explicações e soluções. Sabido que o BB quer se livrar da Cassi há muito tempo. Um diretor do BB já falou que o Bradesco não tem uma Cassi. Outro diretor falou que a Cassi só é responsável pelo pessoal da ativa.

Isa coloca em suas conclusões que um plano deficitário não pode pagar aos seus dirigentes elevados honorários. As remunerações tem que ser compatíveis. É  mais um capítulo a ser questionado , assim como os bônus na Previ.

Recomendo a todos a leitura dessa importante matéria sobre a Cassi no blog do Adaí e no da Leopoldina. Leitura obrigatória.  Falar e bater na solidariedade agora, diz o Ebenezer, quando desapareceram trezentos  milhões das reservas acumuladas, é socializar prejuízos. Temos é que responsabilizar e mobilizar o BB.

A Cassi está no plano de ação da diretoria que tomou posse na Afabb Rs e deve ser motivo suficiente para que os aposentados e pensionistas , que ainda não o fizeram, se filiarem o quanto antes na associação. Venham, antes que seja tarde demais.



AINDA SOBRE CORAGEM !

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Na posse da diretoria da Afabb RS fiz questão de dar alguns recados, uns explícitos, outros de forma subliminar.

Esclareço aqui um dos recados mais fortes, a quem interessar possa, pois parece que existem colegas que não querem entender o momento difícil e complicado que estamos vivendo

 

A presença da ilustre, competente e bonita Procuradora Geral da República, Dra. Maria Hilda Marsiaj Pinto, na mesa, na cerimônia de posse, foi altamente significativo, para demonstrar que estamos afinados com essa importante instituição, para utilizá-la, caso necessário, a fim de impedir sangria em nosso patrimônio na Previ ou caso tentem me intimidar, no exercício de meu mandato, na divulgação da transparência das informações sobre o nosso fundo de pensão, como estão fazendo na Funcef, conforme notícia de ontem na imprensa. Lá está sendo indiciado na comissão de ética conselheiro eleito que condenou na revista Isto É a utilização de fundos de pensão estatais pelo Governo e só tem a seu favor dois votos  contra quatro. Estão pedindo que os associados da Funcef se manifestem dando o seu apoio.

Estavam presentes também na cerimônia o dr. Armando Farah, um dos mais proeminentes advogados de Porto Alegre, professor da Faculdade de Direito da UFRGS, a Dra  Sulamita Cabral, presidente do IARgs e ex secretaria da OAB, e o dr. Gustavo Coimbra, jovem mas destacado advogado das lides forenses, garantindo uma cobertura jurídica eficiente nos embates que possam surgir e nas demandas existentes, sem falar nas pratas da casa, como o dr. Jorge Krieger de Mello, dr. Arami Santolin e dr. Lauro Fontoura

Outro atestado de apoio importante nesta hora foi a presença maciça de todos os convidados para o evento, mostrando que os associados estão conscientes do seu papel e da necessidade de sua mobilização, inclusive aplaudindo o desempenho vitorioso nas eleições para a Previ.


Portanto, a AFABB RS deu na posse uma clara demonstração de que está preparada para o enfrentamento jurídico, se for necessário.  Queremos a paz, mas estamos preparados para a guerra.



No meu discurso falei em beleza e em coragem.  Falei que a beleza das mulheres presentes era o ornamento maior do evento e que as flores  decorativas no auditório se tornavam por isso despiciendas. Deus fez as flores mais belas e a mais bela flor, a mulher. Era também uma homenagem especial as pensionistas.

E exaltei a coragem dos companheiros de diretoria e dos conselheiros deliberativos e fiscais em aceitarem participar da gestão 2014/2016, pois é preciso coragem para enfrentar os desafios e as tarefas que nos aguardam diariamente na associação, para apoiar pleitos junto a Cassi, Previ e BB.

Guimarães Rosa já afirmava que o que a vida requer de nós é coragem.

Amanhã continuo, encerrando essa série sobre a posse, contando como foi o final do meu discurso.

CORAGEM !

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Muito se tem falado ultimamente sobre atitudes , especialmente quando se analisa a atuação dos eleitos pela chapa três para a Previ, que está completando exatos noventa dias da posse no fundo de pensão. Querem resultados imediatos, não importa que sejamos minoria, nem que tenhamos conseguido finalmente a aplicação do voto de minerva no conselho, descerrando a cortina do teatro. Não tenho procuração para fazer a defesa dos demais membros da chapa, cujo site finalmente deve estar saindo nesta semana. Falo só por mim. Cada um dos outros é responsável por seus atos no exercício de seus cargos.

Todos os associados da Afabb Rs que me procuram diariamente na sede da associação recebem de mim todas as informações que solicitam. Repito, todas. Além disso proporciono encontro com diretores da Previ, como aconteceu recentemente na posse da diretoria, quando aqui esteve o diretor Decio Botechia Jr., perfeitamente disponível. E a Cecília deverá vir em breve fazer uma palestra, talvez no mês de outubro. Portanto, quem estiver ávido de notícias ou quiser trocar idéias, ou debater sobre a Previ, livremente, associe se na Afabb Rs e terá essa oportunidade. Esclareço, que apesar de regional a Afabb Rs aceita sócios de todo o país. O Adaí acaba de se associar. Não me escondo atrás de computador, estive em Camboriú, São Paulo, Rio , na AAFBB, e agora em Brasília na ANABB.


Outra coisa muito diferente é querer informações através dos blogs, que são monitorados e possuem regras legais e regulamentares que os disciplinam e sujeitam seus titulares . Quem não entender isso ou não quiser entender, francamente é porque deseja apenas criticar ou criar confusão ou mal estar contra os detentores dos blogs.

Os que me conhecem de longa data sabem que coragem não me falta. Já estive em revolução, defendendo com um revólver Taurus 38 o Palácio Piratini, na legalidade, contra o anunciado ataque do exército e da aeronáutica. Já participei de greves, de passeatas e de protestos, inclusive o peladaco onde me propus ficar nu, só com uma cuíca, na frente da Previ, para chamar atenção da mídia, na ocasião da briga pelo superávit. Já enfrentei faca para salvar, na condição de advogado dela, esposa de marido enlouquecido pelo ciúme. Já enfrentei metralhadora de fuzileiro naval em Uruguaiana, sequestro de bandidos no Panamá.  E agora há pouco não tive dúvida de anunciar o voto de minerva na decisão sobre os bônus , em primeira mão, quando soube do vazamento da decisão em Camboriú.

Antes disso enfrentei o Pizzolato no mensalão, quando no conselho fiscal da Previ. Enfrentei o Sérgio Rosa na questão das despesas secretas da Previ. Até hoje não me respondeu a réplica. Enfrentei o Sasseron na questão do teto dos benefícios. Enfrentei o Rogér Agnelli na Vale na megalomania da compra da Xstrata. O que querem mais ? Que eu quebre a cara, que me enquadrem penalmente, que renuncie, como foi sugerido, isso sim seria covardia, que saia do caminho, justamente eu que sou ou pretendo ser a pedra no caminho. E ainda acham que me falta coragem para lutar por melhorias na Previ ou comunicar o que lá acontece ?

O que eu decididamente não sou é imprudente nem faço o jogo do adversário. E o que eu mais aprecio atualmente é da convivência de colegas e de amigos que compreendem atitudes sensatas e as apóiam, pois sabem que elas são ditadas pela coerência e tem por trás uma história de vida de coragem. A esses companheiros que me acompanham e me estimulam o meu muito obrigado, e é só por eles e por minha consciência que continuo firme na batalha.

Coragem !  Vamos que vamos !