O CARNAVAL E A VIDA

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Este ano o carnaval chegou cedo, já no princípio de fevereiro. Isso significa férias mais curtas e antecipação do trabalho produtivo no país, que está passando por uma séria turbulência, mais grave do que aquela que sofri no avião na chegada em Porto Alegre durante o vendaval que castigou a cidade na sexta feira passada.


Prometo que depois do carnaval vou comentar sobre as eleições da CASSI e da PREVI, bem como sobre a difícil conjuntura que ambas atravessam.  Mesmo com o blog em recesso, por dever de consciencia, não posso lavar as mãos e silenciar nesta hora, pois decisões importantes serão tomadas que terão reflexo direto em nossas vidas.

Falando em vida é natural que esteja festejando a minha, depois do susto que passei no avião, quando parecia que o desastre era iminente e não iríamos sobreviver.  Depois do perigo a vida parece mais leve, mais colorida, mais bonita, mais interessante.  A gente repara em coisas que iam passando desapercebidas. Como, por exemplo, na lealdade e afago dos cães.  Até em pequenas coisas da natureza.  Neste momento estou encantado na sacada de minha casa da praia vivenciando o voo das borboletas e o canto e o bulicio dos passarinhos.






Um amigo meu, coronel do exército reformado, está desconfiado deste meu comportamento. Ih ! Agora deu para reparar nos passarinhos. Olha ali que bonitinho aquele cardeal ! Olha a cabeleira do Zezé...

Eu não ligo. Toco a vida adiante.  Festejei com a Ana jantando em restaurante, comendo casquinha de siri gratinado, espaghetti ao fruto do mar, com uma cervejinha Stella.  Minha glicose até melhorou depois da descarga de adrenalina. Cortei a grama do jardim, colhi e comi pitangas deliciosas, E vou fazer um churrasco hoje, apesar do preço escandaloso da carne, que vou pagar em prestação. Coloquei um CD da Elis Regina.  O equilibrista, adoro. Aguas de Março, é pedra...

E por falar em Elis Regina houveram anônimos que me chamaram de mentiroso por ter mencionado que namorei a pimentinha.  Se incomodaram com isso ?  Será que minhas histórias despertam tanta inveja assim ?  Fazer o quê se minha mãe , que era bonita, me dava uma colher de mel todos os dias ?  Agora a desconfiança é geral, a internet propicia esse sentimento, tantas mentiras por lá circulam, como na Previ que os conselheiros tem que comprovar com documentos tudo, mesmo que, como no meu caso, tenha me formado em Direito há 52 anos e meu diploma, que era de pergaminho puro, tenha se esfacelado no ano passado quando obtive a certificação no ICSS.

Sempre gostei do carnaval. Sou vidrado numa mulata requebrando e numa bateria de escola de samba. Tanto riso, tanta alegria, mais de mil palhaços no salão...  Qualquer semelhança conosco é mera coincidência.  Será que ele é ? O quê ?  Será que ele é ?

Bom Carnaval para todos.  Celebrem e festejem a vida !

PASSADO O SUSTO

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Conforme diz a música de Roberto Carlos, que declamei e cantei na festa de final de ano da AFABB RS, "se chorei ou se sorri, o certo é que emoções eu vivi".

Realmente a viagem de avião na sexta feira à noite, durante a tempestade que devastou Porto Alegre, foi emocionante, conforme contei na postagem anterior.  A adrenalina foi grande. O susto recém agora passou.  Costumo ter a tremedeira sempre depois dos acontecimentos.

O interessante quando a gente enfrenta um perigo apavorante,  desses é que, depois, os problemas da vida diária, alguns até complicados, parecem de menor monta, até insignificantes,  A gente compara as situações e acha graça de ter sentido algum receio ou medo.  Em seguida vem à memória aqueles momentos terríveis, como aquela queda súbita e a estabilização que quase faz com que os passageiros batam no teto do avião, o que não acontece graças ao cinto de segurança, e aí tudo parece mais fácil.

Nos aviões antigos, onde não havia pressurização ainda, as quedas no vácuo eram mais frequentes e perigosas. Sergio Faracco, escritor famoso do Alegrete, conta o caso de um estancieiro muito conhecido naquela cidade, que viajando pelo Constellation da Varig para Nova York, enfrentou uma queda livre de cerca de quatrocentos metros, que ele calculou em légua e meia no altímetro.

"Ele bebia um cálice de connhaque quando o avião entrou no vácuo. O cálice lhe escapou da mão e grudou de tal modo no teto que, ao fim do mergulho, parecia uma ventosa, e ele consequiu recuperar a bebida sem que uma só gota fosse derramada".  Que tal, hem ?

Falo que os outros problemas parecem menores que o susto que passei no avião, mas a verdade é que são cabeludos, como veremos mais adiante.

Mas a vida está acima de tudo.  Viver e não ter a vergonha de ser feliz. 

Vamos que vamos.

NO AVIÃO NO MEIO DO FURACÃO

domingo, 31 de janeiro de 2016

Eu estava chegando em Porto Alegre, de volta do Rio, no avião da Azul, quando caiu o furacão que quase destruiu a cidade. Foram momentos terríveis no avião. Houve choro, gritos e rezas durante a turbulência que sacudiu bastante o avião da EMBRAER. Ventos fortes, relâmpagos e raios criavam um cenário realmente assustador.

A viagem transcorreu tranquila até Florianópolis.  Quando o avião começou a perder altura na aproximação de Porto Alegre a coisa começou a ficar feia. O piloto avisou que a pista de Porto Alegre tinha fechado em virtude de fortes ventos e que ficaríamos dando voltas até que a torrre de comando desse uma nova posição. A tendência era de que poderíamos descer em Florianópolis. A voz do piloto era tensa e contrariada. Não tranquilizadora. Acentuoou que todos deveriam apertar os cintos de segurança e não levantar da cadeira em nenhuma hipótese. Eram cerca de 23,00 horas. Já deveríamos ter chegado em Porto Alegre. O horário previsto era as 22,50 horas.

Depois de trinta minutos dando voltas e sacudindo bastante, o piloto avisou que o pior já havia passado e tinha recebido autorização para aterrisar em Porto Alegre. Foi então que passamos os piores momentos na descida. O avião sacudia bastante, dava pulos, parecia que batia nas nuvens, desviava para os lados abruptamente, embicava para o chão, o motor rugia, clarões iluminavam a cabine, depois tudo escurecia como um bréu.

Eu estava sentado na poltrona do lado da janela.  Ao meu lado sentou uma moça bem antipática, embora bonita. Não me cumprimentou. Pegou os fones de ouvido e se fixou na televisão a sua frente para assistir a novela da Globo. Tirou a jaqueta, o ar condicionado do avião estava com defeito, e ostentou um mini vestido decotadíssimo. Mesmo assim se abanava com uma revista. Me desconheceu o tempo todo. Eu vinha cansado da tensa e longa reunião da Previ. Tratei de dormir, assistindo um programa sobre Costa Rica, país que quero visitar um dia.  Quando a turbulência começou a moça entrou em pânico. Não quero morrer, gritava.  Sou jovem demais. Vamos voltar para o Rio. Nos tirem dessa tempestade. Isso é imprudência. Aos berros. Se virou finalmente para mim e falou: Faça alguma coisa. Mande eles voltarem. Vamos morrer todos. Tentei acalma-la e ela começou a chorar. Por favor, me abrace. Tremia toda. Suava. Parecia um trapo. Toda a empáfia caiu. Quando tudo terminou e aterrisamos ilesos em Porto Alegre, se desgrudou de mim, voltou a se empertigar toda, nem se despediu, nem me agradeceu pelo conforto. Que coisa mal educada !

Quando o táxi que me conduziu para o meu apartamento transitava pelas ruas de Porto Alegre era possível ver o cenário de destruição que o furacão, com ventos superiores a 120 km por hora, haviam produzido. Postes de luz caidos, fios pelo chão, árvores frondosas derrubadas, galhos pelo meio da rua, muros derrubados. No meu edifício não tinha luz. Sorte que moro no oitavo andar. Várias árvores no chão. A guarita de segurança do estacionamento caida. Janelas de apartamentos quebraram ou se soltaram. UM horror.

Bem, acho que é isso aí que aconteceu. São cavacos do ofício. E há quem ache que o trabalho de conselheiro na PREVI é barbada. A gente passa por cada uma !

O FUNDO DO POÇO

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Será que chegamos afinal ao fundo do poço ?  A Bolsa está em queda, já ultrapassou a barreira de resistência dos 38.000 pontos.  Está neste momento em 37.400. Caindo, caindo.

Poucos dias atrás falei que, para mim, o fundo do poço está nos 35.000 pontos.

Impõe-se uma reação. O Barbosa no Ministério da Fazenda já ficou patente que não satisfaz ao mercado, não dá tranquilidade aos investidores, não cria um clima favorável para uma melhoria.

O Governo parece que está imobilizado, todo engessado.  Precisa se mexer.  Não pedalada, não, por favor.  Pedalada só da Presidenta Dilma andando de bicicleta para manter a silhueta. Tem que haver mudanças, rápidamente.

Não sei se já contei aqui que fui namorado da Elis Regina em Porto Alegre, quando ela iniciava a despontar como cantora nas rádios e nos auditórios, morando na Vila do IAPI.  Foi um namoro rápido, mas deixou marcas. Ela interrompeu um show no Rio, uma vez, para chamar atenção para o namoradinho gaucho dela, que estava assistindo. Baita emoção. Bons tempos.

Elis cantava uma música que dizia assim: " Vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar."

O mercado bursátil já foi considerado um grande cassino, onde quem ganha é, quase sempre, a banca.

Acho que existem situações que não comportam aprendizado.  Tem que saber jogar.  Tem que ter a sabedoria necessária e a sorte necessária. O famoso insignt.  Saber entrar e saber quando sair.  Escolher bem os lances. Ter pé quente. E, sobretudo, estar bem informado.  Nessa área a informação é fundamental.  Não falo em informação privilegiada, que é condenável. Falo em pesquisa, estudo, análise, troca de opiniões, perguntas, curiosidade, e, de modo especial, boas previsões, advinhar .

E´ preciso ter um dom especial e nervos de aço para participar desse mercado.  Fortunas se constroem e fortunas desaparecem de um momento para outro, virando pó.  Vide Eike.

No ano passado nem tudo foi ruim na Bolsa. Houveram empresas que tiveram expressivos ganhos. Cabia estar atento. Vou divulga-las em breve.

Não vamos desesperar.  Não estamos numa crise semelhante a de 1929.  Mas é preciso saber jogar. O momento não é para principiantes nem para amadores. E´ para profissionais competentes.  Dá para ganhar o jogo.  O importante é saber onde está o fundo do poço e quanto tempo vai durar a crise. Precisamos ter esperanças.

Neste cenário de incertezas e de desânimo é que tenho que ir para o Rio de Janeiro participar de mais uma reunião do consellho deliberativo da Previ, na sexta feira, dia 29, com uma pauta muito grande. Ufa ! 









O DURO DIAGNÓSTICO DA CRISE

sábado, 23 de janeiro de 2016

Todo mundo sabe que acertar o diagnóstico é fundamental para o tratamento e a cura do paciente.  Errar o diagnóstico significa dar uma medicação equivocada e alongar o sofrimento.

Estamos num impasse no país.  O FMI diagnosticou que 2016 vai ser um ano duro, de aprofundamento da recessão para o Brasil. A Presidenta Dilma reagiu. Ela afirma que, ao contrário, vai ser um ano de crescimento. Uma baita divergência. Quem terá razão ?

A crise está evidente. Está nas ruas. Está em nossas casas. Está no trabalho. Está em nossa CASSI e em nossa Previ. Só não vê quem não quer ou quem está acima do nível das dificuldades financeiras, ganhando salários elevados, bônus, vantagens, aposentadorias fora de padrão, acima da crise.

Meu irmão, por exemplo, eleito juiz internacional do Direito do Mar, vai ganhar seus proventos da ONU, em euros ou dólar, conquista merecida, está entre aqueles que não sentirão os efeitos da crise, graças a Deus a eleição veio em boa hora.  Outros existem na mesma situação dele. Conheço vários casos. Mas são exceção.

O desemprego está elevado. As multinacionais estão fechando postos de trabalho.  Despedindo os mais bem remunerados e até os mais competentes. Conheço quem  foi atingido.  Estão sendo enxugadas despesas administrativas.  Reina a insegurança no setor empresarial.

Se o Governo está cego ou equivocado na sua avaliação, mesmo vendo o dólar a R$ 4,50 nas casas de cambio e o IBOvespa descer a perigosos 37.000 pontos, tendo um Ministro da Fazenda e um Presidente do Bacen coniventes com a matriz econômica em uso, todos nós vamos pagar caro por esse diagnóstico errado.  Todos nós, os não privilegiados, os aposentados, as pensionistas, os assalariados, os endividados. Sim, todos nós.

Os resultados dos fundos de pensão em 2015 foram os piores possíveis, conforme eu havia previsto no meio do ano. Houve quem fez pouco de mim. Disseram que eu era um bruxo já ultrapassado. Que minhas previsões eram fajutas. Não eram. Mais uma vez acertei na mosca. Perderam-se bilhões de reservas acumuladas.  Patrimonios construidos em anos e anos de contribuição e sacrifício praticamente derreteram, como as geleiras dos polos com o superaquecimento mundial.  Aguardem para conferir os números.

Precisamos ter a coragem de enfrentar um diagnóstico duro, porém real.  Chega de mentiras, chega de mistificação, chega de enrolação.  Precisamos agir em defesa do que é nosso. Tem saída, sim. Mas, como na vida, se demorar muito o doente morre.

Eu continuo fazendo a minha parte. E você ?

Vamos que vamos.

DIA DO APOSENTADO, DOMINGO, 24 DE JANEIRO

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Quem a Previ homenageará esse ano ?   Eu sei que eu não sou.  O meu nome tem sido recusado sistematicamente e acho até que ultimamente nem mais é sugerido por nenhum diretor.  Cavacos do ofício.  Quase todos os demais presidentes de associações de aposentados do país já foram homenageados. Eu não. Por que será ? Sou antipático ?  Não fiz jus ?  Não mereço ? Acho que não.

Sou dirigente da AFABB RS há cerca de vinte e cinco anos, ora como presidente (dez anos), ora como diretor.  Luto pelos direitos dos aposentados e pensionistas com todo o meu empenho e dedicação.  Tenho conseguido algumas importantes vitórias.  O aumento integral do IGPDI, em 2003/4, foi uma delas, embora outros se intitulem pai da criança. Tenho provas inequívocas (DNA) da minha paternidade, porém. A inclusão das pensionistas na votação para a eleição da CASSI, foi idéia e petição minha. Elas estavam fora do processo. Fui presidente do Conselho Fiscal da Previ e conselheiro deliberativo da ANABB.

O impedimento do plano do BB de fazer a migração do nosso plano de benefício definido para contribuição definida, como aconteceu na CEF,  foi em virtude do protesto de ressalva de direitos que impetrei contra o BB e a Previ em 2007/2008. O ilustre dr. Mohamed, de São Paulo, considera esse protesto como fundamental na defesa de nossos direitos adquiridos. Ganhei, como advogado, várias ações a favor de aposentados e pensionistas. Há anos ajudo financeiramente vários colegas aposentados e pensionistas verdadeiramente necessitados. Adquiri sede própria para a AFABB RS. Participei de movimentos a favor de nossas causas, como o peladaço pelo superávit na frente da Previ em 2008 e a novembrada em 2013. Há pouco iniciei um outro movimento alusivo à Cassi intitulado NÃO PASSARÃO, e criei o BLOG DO MEDEIROS, atualmente em recesso,  que virou uma referência na área.

Mas realmente acho que fiz pouco, que não mereço nenhum reconhecimento, que as homenagens que já tenho recebido são ilusórias, e que a PREVI faz muito bem de me deixar de fora das homenagens do dia do aposentado. Outros são mais merecedores, com certeza.  De onde será que tirei essa pretensão da Previ me homenagear ?  Depois de velho estou ficando pretensioso e vaidoso ?  Arrogante, quem sabe ? Que bobagem !  Se estou na peleia é só porque gosto, não é por nenhum prêmio. Além do que na parede de meu escritório de medalhas e cartões de prata não cabe mais lugar nenhum para diploma. Lotou. Com sinceridade, ficaria até desconfiado se fosse homenageado e fico agradecido por não ter que viajar para receber o galardão.

O importante, para mim, no dia do aposentado é homenagear cada um de vocês, cada aposentado, aquela pessoa que passou anos dando tudo de si em seu labor pelo engrandecimento da empresa em que trabalha, pagando, com o suor, sacrifício, sangue e até com choro, o seu direito a um descanso tranquilo em sua velhice, que agora começa a ser questionado e ameaçado.  Esse o reconhecimento que é preciso ser feito.  O valor do aposentado está na razão direta daquilo que ele contribuiu com seu trabalho pelo bem do país e de seus habitantes.  Parabéns, aposentados.  Parabéns, sobretudo, aos aposentados do Banco do Brasil. Voces merecem. Fica aqui a minha sincera e justa homenagem a todos vocês.

Viva o dia do Aposentado !

UM DIA DE GLÓRIA

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Um dia de glória ! 

Não me entendam mal.  Não, não estou me referindo à posse na ANABB na sexta feira, dia 15.  Infelizmente a cerimonia foi emsombrecida com a péssima situação da CASSI e com o déficit, anunciado na mídia,  de 13 bilhões na PREVI.  Não há motivos para regozijo entre nós.  A Petrobrás alcançou seu pior preço em doze anos, fechando abaixo de cinco reais. E pode cair ainda mais.

Refiro-me a um acontecimento que me encheu de orgulho e satisfação. Meu irmão mais moço, Antonio Paulo Cachapuz de Medeiros, doutor e mestre em Direito Internacional Público, consultor jurídico do Itamarati, professor emérito da cadeira em várias Faculdades, foi eleito em Nova York, na ONU, para juiz do Tribunal Internacional do Direito do Mar.  Precisava do voto de 84 paises e recebeu 126 votos, uma consagração internacional para ele e para o Brasil.  Foi o coroamento de uma brilhante carreira jurídica, que se iniciou em Porto Alegre, onde foi presidente do IARGS e diretor da PUC e da Unisinos e depois continuou em Brasilia. Ele tem 63 anos. A sede do Tribunal, importante órgão da ONU, é em Hamburgo, na Alemanha, onde ocorrem a maioria dos julgamentos, que também podem acontecer em qualquer outra parte do mundo.

                                            Antonio Patriota à direita do Antonio Paulo

 Pena que meus pais já são falecidos, pois teriam uma grande alegria. Sim, foi mesmo um dia de glória. Parabéns Antonio Paulo. Temos certeza no teu sucesso, no teu discernimento e no teu senso de justiça. Nosso avô, Desembargador José Bernardo de Medeiros Junior, nascido em Caicó, no Rio Grande do Norte, plantou, aqui no Rio Grande do Sul onde exerceu a magistratura,  a semente da justiça nas veias da família e saberás honrá-lo em teus julgamentos. Uruguaiana, onde nasceste, e a longínqua Caicó devem se rejubilar com a tua vitória.

Aquela cartomante acertou em cheio a previsão de que meu irmão iria trabalhar e morar longe de Porto Alegre, em terras distantes. Nós achamos que era Brasília, porém, como se viu, a distância era ainda maior, era no norte da Alemanha, país que ele sempre cultuou na sua infancia. Incrível os caminhos do destino e a capacidade de algumas pessoas vislumbra-lo.

Dr. Cachapuz de Medeiros, assim o Antonio Paulo é conhecido no mundo jurídico, vai prestar relevantes serviços ao Direito do Mar.  Um forte abraço do irmão coruja, que também é teu padrinho de batismo. Viveste um merecido dia de glória em Nova York. Parabéns.