NÃO PASSARÃO

terça-feira, 28 de julho de 2015

Ontem o presidente da ANABB, Sergio Riede, a convite do conselho de usuários do RS, coordenado pelo atuante Ricardo Maeda, proferiu palestra sobre a CASSI no auditório da AFABB RS.  Estavam presentes cerca de noventa colegas.


Falou sobre a negociação em andamento com o BB, já que participa da mesa de negociação, representando a ANABB, sendo, inclusive o responsável pela redação da nota conjunta dos representantes do funcionalismo a respeito do que foi tratado nas reuniões, tarefa difícil, segundo Sergio, pois lá estão segmentos antagônicos , como é o caso da Contec e da Contraf Cut.

O presidente da ANABB trouxe notícias frescas , já que na sexta feira passada, dia 24, aconteceu mais uma rodada de negociação, tendo o BB mais uma vez sido representado pelo diretor Carlos Néri.

 
Resumindo a palestra de Sergio Riede, que durou das 15,00 horas até as 17,30 horas, incluindo os debates, vou me concentrar na parte que mais interessa a todos nós, tal seja a da transferência dos 5,8 bilhões da provisão contábil existente no BB para a CASSI, sem o risco atuarial.

 
Sérgio acha que não podemos nem devemos descartar essa hipótese da forma radical como está sendo feito por outras entidades. Sua opinião é de que o BB tem avançado em sua proposta inicial e de que pode oferecer compensações interessantes. O que trava e dificulta a negociação, em seu entendimento, é de que o BB alega que não pode expressar nenhuma obrigação nos estatutos porque a CVM não aceitaria. Mas está sendo estudada uma fórmula jurídica para contornar o problema.

Terminou sua palestra alertando que o dinheiro da CASSI está terminando e que o contingenciamento pode acarretar problemas sérios para a saúde dos associados da CASSI, talvez até a morte de algum paciente por deficiência ou falta de atendimento. Para ele seria cômodo se a ANABB desse uma de macho, jogasse para o eleitorado, e fechasse a questão sobre a transferência dos riscos atuariais da CASSI, mas esse não é o melhor caminho na sua opinião .

Como se observa, Sergio diverge da posição firme da presidente da FAABB , da presidente da AAFBB e do dirigente eleito Willian, ontem divulgadas em nota própria por Isa Musa.

Intervim na reunião defendendo a proposta da FAABB, construída em Xerem por uma comissão de ilustres colegas, da qual participou o nosso vice Cláudio Lahorgue, e manifestei que a AFABB RS entendia como uma temeridade aceitar a oferta do BB de transferência dos 5,8 bi, pois significaria o fim da CaSSI dentro de poucos anos. Concluí solicitando ao presidente da Anabb a máxima firmeza na mesa da negociação na defesa dos nossos direitos e na exigência da continuidade da responsabilidade do banco para com os aposentados e pensionistas na CaSSI.

Minha posição é absolutamente contra o fim da solidariedade e a transferência de recursos para a Cassi sem a contrapartida da responsabilidade do BB com os riscos. Para mim essas propostas são perniciosas e prejudiciais. Por isso elas nao podem passar em hipótese nenhuma. NÃO PASSARÃO!  A exemplo da antiga linha Maginot : NÃO PASSARÃO.  Pensem nesse mantra. Repitam. Vamos fazer um botton. NÃO PASSARÃO !

ENCONTRO DE CAMBORIÚ ( FINAL )

domingo, 26 de julho de 2015

Incorrigível otimista, aguardei o Encontro Sulbrasileiro das Associações de Aposentados, em Camboriú, como um último marco para que o novo presidente da Previ , Gueitiro, mostrasse providências concretas de melhorias para os participantes do fundo e para a própria instituição.


A primeira oportunidade para Gueitiro havia sido em Porto Alegre, em fins de abril, que foi considerada prematura por alguns colegas. A segunda foi em Goiânia, em maio, quando surgiu a idéia do ES CAPEC, e a terceira , e derradeira, foi agora em Camboriú, no dia 17 de julho. 

Em minha modesta opinião - afinal quem sou eu, simples presidente de uma associação estadual e mero suplente do CD da Previ - o jovem presidente da PREVI perdeu o trem da história. Como se diz aqui no Rio Grande do Sul,perdeu de montar no cavalo encilhado. E dificilmente, quase impossível, recuperar a imagem que perdeu perante os aposentados e pensionistas do fundo, conforme pesquisa que realizamos.

De minha parte, apesar de já ter perdido a paciência e ter começado a chutar o balde, eu vinha segurando a barra, acalmando um pouco os ânimos dos mais exaltados. Afinal eu era um dos anfitriões do Encontro de Camboriú. Segurei alguns movimentos. Segurei algumas associações. Segurei algumas lideranças. Desarmei alguns ânimos.

Ainda alimentei esperanças de que, fruto de Camboriú, nas reuniões de diretoria ou do conselho deliberativo deste mês, algo acontecesse de concreto. Infelizmente nada. Apenas expectativas de estudos e de propostas tímidas que ficaram de ser examinadas no próximo mês de agosto. Fiquei muito, mas muito mesmo, decepcionado e entristecido. Vontade até de largar tudo.

Então eu tomei uma decisão. Na próxima reunião eu não vou poder comparecer. Tenho um Congresso importante da Bovespa onde estou inscrito. Tema fundamental neste momento em que o país está prestes a perder seu grau de investimento e tudo vai ficar mais complicado. Pode ser que minha presença esteja inibindo a tomada de decisões a favor dos participantes, mesmo sendo um singelo suplente que não vota nem pode mais sequer registrar suas manifestações em ata. Alguém já me assoprou isso. Querem que eu seja contra as medidas de melhorias justamente para que elas sejam aprovadas.  Pode ?  Nunca se sabe nesse mundo tortuoso de hoje. Mas vou seguir a receita. Faço tudo em favor daqueles colegas que hoje choram de aflição por apertos financeiros. Os desvalidos da Previ.

Estou liberando hoje todos aqueles aos quais solicitei que aguardassem o Encontro de Camboriú antes de tomar as providências mais drásticas, inclusive no âmbito judicial ou criminal, na mídia ou na CPI. Façam o que sua consciência e seu discernimento mandar nessa hora grave que atravessamos. Uma coisa só é certa. Algo precisa ser feito. Não se acomodem. Eu não tenho mais condições de represar as denúncias e as inconformidades de vocês. Fiz a minha parte como sempre. Fiz o que pude.

Vou encerrar hoje a série de postagens sobre o Encontro. Muito mais poderia ser dito. Por exemplo, poderia comentar sobre o conteúdo da palestra do presidente Gueitiro, da qual discordei bastante. O Carvalho, em seu blog, fez interessantes observações a respeito. Minhas divergências são com relação ao que o Gueitiro falou sobre governança na Previ, sobre o teto dos benefícios - a Previ não vai quebrar pelo pagamento desses benefícios, que podem ser corrigidos mas são  legais - sobre a remuneração dos diretores e dos conselheiros de empresas participadas  , sobre os investimentos, sobre a situação da Previ que ele tomou como base o balanço de dezembro, com o superávit acumulado de doze bilhões, quando atualmente anda em torno de cinco bilhoes. Mas por educação me calei, pois era um dos anfitriões. Alguns estranharam meu silêncio, vieram falar comigo, o que está acontecendo com o galo velho. Respondi que o galo, além de estar ficando velho, era bem educado.

Era isso sobre o Sétimo Encontro. Foi bom. Rico em experiências, em conhecimento e nos contatos com os colegas e os amigos. Mas poderia ter  sido bem melhor. Está chegando agosto, o mês do desgosto. Tenho que cuidar da saúde. Talvez intercale um pouco as postagens. Peço desculpas. Não é pelo monitoramento. Vou começar uma série de exames em plena crise de contingenciamento da Cassi. A Ana também. Velhice é fogo. Que tempos !



ENCONTRO DE CAMBORIÚ ( 4 )

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A CASSI foi abordada no Encontro de Camboriú na parte da tarde. Lá compareceu o novo presidente da Cassi, Sérgio Iunes, indicado pelo BB.


Houve quem criticou a não ida de nenhum diretor eleito. Queriam discutir no Encontro a proposta dos eleitos na negociação em andamento com o BB. 

Explicamos que nossa idéia era diferente. Queríamos ouvir diretamente, olho no olho, qual o posicionamento do BB perante os aposentados e pensionistas na CaSSI, já que todas as associações de aposentados tinham se reunido em Xerem e elaborado uma proposta robusta , que foi apresentada na mesa de negociação.



                                
Uma pena que a diretora Cecília Garcez teve que se retirar do Encontro um pouco antes do seu encerramento, conforme escreveu em seu blog, porque teria tido a oportunidade de ouvir as manifestações a respeito feitas por Célia Laricchia, que participa da mesa junto com Isa Musa, e da conselheira deliberativa da Cassi, Loreni Senger, que esclareceram devidamente o plenário, do ponto de vista nosso, agora chamados que somos de pós laborais. .

Durante o almoço tive oportunidade de conversar com o presidente da Cassi, o qual não conhecia pessoalmente. É para proporcionar esse contato pessoal que o Encontro de Camboriú foi criado e mantido há sete anos. Soube que o novo presidente, apesar de seu aspecto jovial e nenhum cabelo branco, possui cinquenta anos de idade e já começa a pensar em aposentadoria do banco. Ele estava um pouco apreensivo sobre a reação dos participantes. Houve quem procurou dissuadi lo de ir a Camboriú. O clima vai estar pesado, diziam.

O presidente procurou fugir do debate sobre o mérito ou não da proposta do BB de entregar os cinco bilhões e se desvincular de sua responsabilidade futura com os aposentados e pensionistas. Falou que tinha aceito o cargo com o compromisso de fazer uma boa gestão administrativa e financeira da Cassi. O tempo todo falou em gestão, deixando de lado aspectos importantes como os direitos adquiridos e a relação com o BB. Certamente, não agradou. Um o definiu como mais escorregadio que um mussum. 

O que ficou claro no Encontro é que as associações promotoras e os participantes não abrem mão de seus direitos e não estão de acordo com a quebra do princípio de solidariedade.  A proposta da FAABB, construída em Xerem, por todas as associações do país e convidados especiais pertencentes a movimentos, MSU, deve ser defendida na mesa de negociação com unhas e dentes.

As associações promotoras elaboraram uma moção a ser encaminhada ao BB e outra a FAABB afirmando sobre a convicção de que a defesa dos princípios que fundamentaram a Cassi ao longo dos anos são cláusulas pétreas e não poderão ser negociados levianamente.

Eu achei que foi extremamente válido ter esse contato com o novo presidente da Cassi. O plenário foi educado, não o ofendeu nem o constrangeu, mas deixou para ele um recado firme e forte de que estamos insatisfeitos e inconformados com o fato do BB estar tratando a nossa saúde como um mero fator financeiro, tentando alavancar margens operacionais à custa de nossa saúde. Falou se até que se tratava de uma armadilha ou de uma arapuca armada pelo BB.

No final eu disse ao presidente que o negócio, proposto  pelo BB,  era um conto do vigário e tão enganador como os cabelos negros dele. Mais na frente eu divulgo, se houver interesse, as moções.
Portanto, para mim, também quanto à Cassi  o encontro foi proveitoso, tendo o presidente saído de lá verdadeiramente impressionado pelo alto nível dos debates e pelo conhecimento profundo da matéria por parte dos presentes no Encontro.

ENCONTRO DE CAMBORIÚ ( 3 )

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Outro ponto abordado no Encontro de Camboriú, que interessa os participantes, foi o da CESTA ALIMENTAÇÃO. Vários colegas estão angustiados e não dormem de noite com medo de penhora on line em seus depósitos ou poupanças, ou até penhora de veículos e outros bens. Os escritórios de advocacia credenciados pela Previ estão agindo implacavelmente, cobrando a devolução de valores recebidos por liminares nos próprios autos originais do processo, bem como custas judiciais e honorários de sucumbência de todos os autores, sem permitir parcelamentos, de uma vez só.

Todos sabemos da injustiça que foi cometida no STJ, pela Ministra Isabel Gallotti, que sofreu a influencia negativa do Ministro João Octavio Noronha, ex consultor jurídico do BB, invertendo um entendimento que vigorou cerca de dez anos nos tribunais, utilizando argumentos pouco convincentes como o do desequilíbrio atuarial e risco de quebra dos fundos de pensão.


Há pouco tempo os juízes se auto concederam auxilio alimentação, que vai vigorar em suas aposentadorias, juntamente com auxílio moradia e outros penduricalhos. Pegou mal. Como acreditar num Judiciário que nos penaliza e ao mesmo tempo se beneficia desse jeito ?

No Encontro de Camboriú, após a fala inicial do presidente Gueitiro Genso, foi dada a palavra para o dr. Jorge Krieger de Mello, ilustre advogado criminalista riograndense, com mais de duzentos júris, que leu um manifesto do dr. Juarez Nogueira, também ilustre advogado nos tribunais de Santa Catarina, oriundo do serviço jurídico do BB, que repudiou oficio assinado pelo diretor de seguridade, Marcel Barros, respondendo moção entegue a ele pessoalmente pelas associações no Sexto Encontro de Camboriú, no ano passado. A resposta do diretor foi  considerada  inconsequente. Transferiu a responsabilidade de eventual acordo para os escritórios de advocacia, depois de prometer de viva voz que procuraria suavizar o tratamento aos autores do processo. Esse manifesto do Dr. Juarez , com pedido de providências para a solução das pendências, foi entregue ao presidente Gueitiro.


Mais tarde o dr. Juarez usou da palavra e informou que os tribunais estão se inclinando contra a devolução das quantias recebidas de boa fé pelos autores, por causa da irrepetibilidade da verba alimentar. Outro participante do Encontro falou que estaria disposto a devolver as quantias recebidas por liminares desde que a fosse nas mesmas condições que as recebeu. A Diretora Cecilia se manifestou simpática a defender uma solução harmoniosa para os participantes, bem como o conselheiro Carvalho.  Portanto, mais uma vez o Encontro de Camboriú mostra a sua relevância, permitindo o debate amplo de uma matéria sensível. Claro que teria sido bom que lá fosse anunciada alguma medida conciliatória para uma questão que foi levantada ali há um ano atrás. Mas se não o foi, fica perfeitamente a marca dessa omissão e mais uma vez demonstrado quem é que trabalha em benefício dos participantes ou do patrocinador. Mas a vida é assim mesmo.



Além do manifesto do dr. Juarez, as associações promotoras do Encontro decidiram encaminhar à diretoria da PREVI a seguinte moção solicitando providências concretas para a solução imediata das pendências: -


À

Diretoria da Previ,


Rio de Janeiro

Sr. Presidente Gueitiro Genso,                                        U R G E N T E




As Associações de aposentados e pensionistas promotoras do Sétimo Encontro Sulbrasileiro de AFABBs, ocorrido no Balneário Camboriú, no dia 17 deste mês de julho, além de encaminharem uma moção assinada pelo advogado dr. Juarez Soares Nogueira, lida no plenário pelo dr. Jorge Krieger de Mello, repudiando ofício recebido do diretor de seguridade da Previ sobre a cesta alimentação, decidiram solicitar à diretoria dessa instituição as seguintes providências: -

1.      Suspensão imediata das execuções promovidas nos próprios autos do processo original por escritórios de advocacia credenciados pela Previ contra participantes que obtiveram liminares nas ações da cesta alimentação, enquanto não houver decisão pacífica a respeito por parte do STJ.  Essas execuções estão causando terrorismo e transtorno entre os participantes. A única decisão a respeito no STJ, não envolvendo a Previ, é de não devolução, por se tratar de verba alimentar e por causa da boa fé em razão das liminares terem sido concedidas pelo juiz e pelo TJ. Há necessidade de que essa materia seja saneada definitivamente através de um processo próprio de conhecimento.
2.      Inobstante, existe a possibilidade de alguns autores concordarem em desistir de aguardar essa decisão e fazerem acordos conciliatórios nos autos. Seria o caso da Previ propor soluções flexíveis de devolução. Uma delas seria a devolução nas mesmas condições em que foram pagas as parcelas. Outra, mais equânime, seria a partilha meio a meio do valor a ser devolvido. O número dos que receberam liminares não é grande. Está em torno de quatro mil autores, segundo consta. Consequentemente, o montante envolvido também é pequeno face aos números da Previ, que se veria liberada desse fardo e dos ônus que acarreta.
3.      Com relação aos autores que não receberam liminares e que estão sendo cobrados de custas, perícias e honorários advocatícios, solicita-se primeiramente que sejam avaliados pela Previ os valores correspondentes, pois os escritórios estão pleiteando aumento de honorários em alguns casos.  Seria conveniente que a Previ estabelecesse prazo e condições menos rigorosas para o pagamento desses valores.

Aguardamos uma solução justa para nosso pleito. Um ano se passou desde o último Encontro sem uma decisão que aliviasse a angústia dos participantes, embora tal tivesse sido prometida.

Atenciosamente


AFABB RS      AFABB SC     AFABB PR   AFABB ITAPEMA   AFABB JOINVILLE


ENCONTRO DE CAMBORIU ( 2 )

terça-feira, 21 de julho de 2015

 Um dos pontos abordados no Encontro de Camboriú foi o de antecipação do reajuste dos benefícios a ser concedido em janeiro para este mês de julho, para posterior compensação, mediante aplicação do índice de sete por cento, a título de adiantamento.


A defensora da proposta, diretora Cecília Garcez, estava presente e informou que a mesma não logrou aprovação na diretoria, tendo passado para o Conselho Deliberativo decidir. O presidente Gueitiro escusou se de dar algum parecer alegando que a matéria estava já em instância superior. O conselheiro Carvalho, por sua vez, falou que iria pautar o assunto no Conselho e defenderia a proposta da Cecilia.  Eu, de minha parte, estudei o assunto e não encontrei nenhum problema de ordem financeira, contábil e jurídica. E defendi de público, em nome das AFABBs do sul, a concessão da antecipacao. Está no vídeo abaixo.

As associações promotoras do evento resolveram pedir para o conselho deliberativo da Previ a concessão urgente da medida, pois a inflação elevada está corroendo os valores dos benefícios, no que foram apoiadas pelas associações de aposentadas de São Paulo, Brasília e Mato Grosso, cujos presidentes estavam participando do evento.


video


O pedido está abaixo. A reunião do Conselho Deliberativo é no dia 24 deste mês, sexta feira,  de maneira que a solicitação foi encaminhada com urgência, via email, para o presidente Robson Rocha, sendo, posteriormente, confirmada por correspondência, se houver necessidade.

Muitos achavam que a antecipação era história para boi dormir, era fantasia, sonho, expectativa falsa e vã, que nenhum estudo ou proposta existia na Previ a respeito. Só um encontro como o de Camboriú permite que lá as coisas fiquem claras e comprovadas como a luz do sol. Porque lá se encontravam o presidente do fundo, a diretora autora da proposta e um conselheiro deliberativo titular e outro suplente, além de um conselheiro consultivo suplente. Então aí as coisas se esclarecem. Se ficou sabendo que a proposta existia, que não  logrou êxito na diretoria e que subiu para o CD. Mais, se subiu foi porque ocorreu empate de três a tres na diretoria. Mais,  o conselheiro Carvalho declarou que vai apoiar no  CD a proposta. Mais, o presidente se esquivou de dar seu parecer. Querem mais coisas de um encontro ?  Desses fatos decorrem conclusões e definições que servem para clarear os fatos, como, por exemplo, quem é quem, quem está do lado de quem, quem luta ou não pelos participantes, quem fala a verdade.

Antes a proposta só tinha o apoio da AFABB RS e da ANAPLABB.  Agora tem mais o apoio das associações de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, de Brasília e do Mato Grosso.  Melhorou muito o quadro. O pedido se fortaleceu. Querem mais coisas de um encontro ?  Sim, o desejável era que o presidente Gueitiro anunciasse lá a concessão da antecipacao. Sairia festejado e talvez com a imagem bastante melhorada. Não aconteceu. Ficou mais desgastado. Pesquisa entre nós demonstrou que, decorridos cinco meses de sua posse na Previ, poucos acreditam nele como presidente, que possa fazer alguma melhoria. Pena ! Um jovem , 43 anos, talentoso e simpático ! Eu tive esperanças, sim, mas me decepcionei, conforme escrevi no post barrado no baile e na minha avaliação negativa a seu respeito. A vida é assim, traz alegrias e tristezas.

Acho, falei acho, dificil o CD recusar a concessão pois há pouco aprovou um adiantamento no primeiro semestre da remuneração VARIAVEL da diretoria. O motivo é idêntico. Quaisquer entraves burocráticos ou jurídicos, se houverem, devem e podem ser contornados. Que Deus ilumine aos conselheiros ! Leiam a moção: -

Ao Sr

Presidente o Conselho Deliberativo da Previ

Rio de Janeiro


Sr. Presidente Robson,


As cinco associações de aposentados promotoras do Encontro Sulbrasileiro de AFABBS, ocorrido no Balneário Camboriú, no dia 17 deste mês, que contou com a presença do presidente Gueitiro Genso, vem manifestar que apoiam a proposta apresentada pelos diretores Cecília Garcez e Decio Botecchia, no sentido de proporcionar ainda no mês de julho, extra folha, a antecipação de sete por cento do reajuste dos benefícios que ocorrerá em janeiro.

Essa antecipação é viável e se impõe em virtude  da elevada inflação que vem corroendo os valores dos benefícios, que se calcula chegará a dez por cento em dezembro, quando, então, poderá ser compensada.

Esse Conselho Deliberativo há pouco concedeu adiantamento no primeiro semestre de três remunerações variável para os diretores, certamente pelos mesmos motivos.

Assim sendo aguardamos que nosso pleito seja examinado, com urgência, na reunião deste mês, e acolhido devidamente.  As associações de aposentados de São Paulo, AFABB SP, de Brasília, AFABB Brasília, e do Mato Grasso do Sul, AFABB MT, também presentes no Encontro de Camboriú igualmente endossam o pedido.

Respeitosamente

AFABB RS.   AFABB SC.  AFABB PR. AFABB Itapema. AFABB Joinville.


ENCONTRO DE CAMBORIÚ ( 1 )

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A razão do silêncio momentâneo do blog, que alguns estranharam e outros criticaram acidamente, foi só uma. O hotel onde me recolhi no sábado e domingo para descansar e me recuperar ,  em Tubarão, SC, não tinha internet.  Portanto, impossível  postar.  Se aborreci alguém com esse inconveniente, peço desculpas, mas estava convicto de que as notícias do encontro já estariam sendo divulgadas através do blog do meu caríssimo amigo Professor Ari Zanella, com quem infelizmente não tive oportunidade de conversar pessoalmente na reunião com maior tempo, como de fato aconteceu.


Como um dos organizadores do Encontro, na condição de presidente da AFABB RS, na sexta feira, após o encerramento, tive que trabalhar até tarde na avaliação do evento e na concretização de medidas que pudessem acrescentar resultados concretos para os participantes. Depois fui dar uma volta para desanuviar e desestressar, que não sou de ferro e estava precisando. Minha saúde necessita desse espaço para equilibrar o meu animo. Como disse anteriormente, estamos debaixo de mau tempo e a primeira constatação do encontro foi essa mesma. Nessa volta encontrei alguns dos participantes do evento e o assunto é recorrente. Fazer o que ?

Gostei do resumo feito pelo Zanella. Como ele disse dentro da ótica de seu posicionamento, que eu respeito. Mas a minha visão é bem diferente e as conclusões tambem, partindo de outras  premissas e de outro contexto. Vou comentar o Encontro em três postagens, como já fiz em outras ocasiões.

Vou iniciar, hoje, afirmando que gostei do SÉTIMO ENCONTRO DAS AFABBS DO SUL. Para mim foi um encontro histórico. Conseguimos levar para o Balneário Camboriu os presidentes da Previ e da Cassi. Isso nunca tinha acontecido. Não por falta de convite. Porque eles se recusavam a ir. Não se dignavam a baixar do pedestal e debater conosco. Estavam acima do bem e do mal. Não nos restava outra alternativa a não ser chamar os eleitos, que sempre vinham muito satisfeitos vender o seu peixe e ouvir eventuais críticas. Assim ocorreu nos seis primeiros encontros.

Desta vez foi diferente. Cresceu o conceito de que o BB é quem manda na Previ e na CASSI. Daí a necessidade de ouvir seus representantes e de transmitir a eles o nosso recado, olho no olho. Convidei o presidente Gueitiro quando ele esteve em Porto Alegre e o mesmo aceitou de cara. Fechamos ali mesmo sua participação. Quanto ao presidente da CASSI surgiram dificuldades. Esquivou se. Por causa do contingenciamento a Cassi não tinha verbas para viagens. Ofereci para as AFABBs promotoras pagarem viagem e estadia. Não teve jeito. O presidente concordou em vir.

Há quem ache que ambos são paus mandados, estão lá para fazer o que o BB quer. Não adianta o diálogo, não adianta o debate. Pura perda de tempo. Respeito a opinião. Convivo com a divergência de ideias. Mas não é o que eu penso e não é o que a minha vivência tem comprovado. Os diretores indicados pelo BB são sensiveis a manifestações e reuniões promovidas pelos participantes, porque precisam administrar , juntamente com os negócios, a imagem da instituição e a deles próprios.

Incrivelmente nós ainda não descobrimos que, após a extinção do voto do quadro social, é aí que reside a nossa maior força, juntamente com o Judiciário, que ultimamente tem nos castigado mas que nunca podemos olvidar.

Nesse sentido, concluo hoje por aqui, na minha visão, só a presença e a palavra dos dois presidentes, da Previ e da CASSI, já foi suficiente para marcar o Encontro e serviu para todos os que lá compareceram uma oportunidade única de poder avaliar nas mãos de quem o BB colocou o timão para presidir os órgãos que tratam de nossa saúde e aposentadoria. Cabe a eles dizer se gostaram ou se se decepcionaram. Se depositam confiança em ambos, pelo que viram e ouviram, ou se saíram frustrados e desanimados.

Amanhã continuarei para falar sobre o Encontro e os resultados concretos que dele advirão. Aguardem, com um pouco de paciência.  Não me malhem antecipadamente.  Vou falar amanhã justamente sobre a antecipação. Agora tenho que trabalhar. E muito, uma semana fora deixa tudo acumulado. Obrigado.

MAU TEMPO

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Estamos debaixo de mau tempo. Nuvens negras no horizonte. Em Rs, SC e PR.  Chuva de granizo. Pedras do tamanho de um tomate. Ventos acima de cem quilômetros. Precipitação de mais de cem milimetros. Trinta cidades debaixo D água,Seca em São Paulo. Seca no Nordeste. A natureza se rebela contra os maus tratos. Com certeza, a gente vai pagar caro pela devastação para poucos enriquecerem. Dá medo.


Estamos debaixo de mau tempo no país. Inadimplência nunca vista em nossa história. Cortes na água e na luz de consumidores. Ontem no Jornal Nacional. Corrupção ativa. Povo passivo. Fernando Collor reclama de violação de seus direitos.Pode ?  Renan Calheiros bloqueia CPI dos fundos de pensão. Ele está envolvido. As pedaladas são questionadas.  Um horror. Dá medo.

Estamos debaixo de mau tempo na Previ e na Cassi. Dirigentes do BB querem se livrar da responsabilidade do banco para conosco a fim de aumentar o lucro e com isso também aumentar os bônus e a remuneração variavel. Benefícios achatados e assistência a saúde sujeita a contingenciamento.Dá medo.

Estamos debaixo de mau tempo entre nós mesmos. Nossa união é frágil, nossa força quase nenhuma. Perdemos tempo com discussões paralelas. A Babilonia é aqui mesmo. Precisamos dar prioridades em nossa luta. Cuidar melhor de nossos direitos. Não ceder nunca em cláusulas pétreas. Recorrer , se necessário, ao Judiciário. O nosso futuro ?  Dá medo.

É nesse cenário plumbeo e carregado, com uma cor vermelha apavorante de sangue no horizonte, que vai acontecer a reunião de Camboriu, dia 17. Muitos não irão. Alguns porque não podem. Outros por comodismo. Eu tenho problemas em Porto Alegre para acompanhar. Mas estarei firme na linha de frente em Camboriú 

Que Deus rompa esse negrume e ilumine o nosso Encontro