ESPANTO NA SUPER RS DO BB

quinta-feira, 9 de março de 2017

A minha capacidade de espanto anda sendo colocada a prova todos os dias.  Cada coisa que acontece !

Meu saudoso pai, Dr. Cachapuz de Medeiros, no fim de sua vida, ao saber de um acontecimento espantoso, como, por exemplo, o desfile no carnaval de Uruguaiana de moças da sociedade com os peitos nus, exclamava: este mundo está perdido, está indo para o abismo, É O FIM DO MUNDO !

Fiquei espantado quando estive segunda feira na Super RS do Banco do Brasil para participar de uma vídeo conferência da Previ . Perguntei na recepção onde ficava  a caixa ou a máquina para sacar dinheiro para pagar o táxi e a moça, terceirizada, me respondeu que não tínham mais nenhuma máquina ou terminal disponível no prédio.

Quando fui atendido pela Marlice, uma funcionária categorizada, 26 anos de banco, se era verdade , ela confirmou. E como vocês fazem para sacar dinheiro ?  Vamos no terminal mais próximo de uma agência. Fica a quatrocentos metros daqui, na Carlos Gomes.

Eu me aposentei ali na Super Rs há trinta anos, em 1987. Naquela época trabalhavam cerca de trezentos  ou mais funcionários no prédio. Possuía uma agência com dois caixas executivos que mal davam conta do movimento intenso.

Agora o contexto mudou. O cenário é outro. O banco pulsante de outrora não existe mais. A digitalização e a violência mudaram tudo. Aliás este Banco do Brasil que está aí nada tem a ver com o banco que eu trabalhei e ao qual me dediquei com incontida paixão, a ponto de causar ciumeira na minha esposa Ana. Não é amesma instituição. É estranha. Talvez por isso tenham criado um estranho projeto de integração que até agora não convenceu anenhum aposentado com quem tenho conversado. E voltam os boatos de privatização do BB, com base na desfiguração do banco que aí está.

Mas nenhum terminal na Super RS ?  Nenhum.

É o FIM DO MUNDO ,

11 comentários:

Anônimo disse...

Caro Medeiros,

Aquele BANCO de meu primeiro concurso em 1963, acabou em 1997.
Hoje atende mal, fecha locais de acesso, os "funcis", pouca importância dão aos clientes e otras cositas más.
A prova está no último lucro obtido.
Quando não consegue usar a "subsidiária" Previ amarga pouco retorno.
Há que preço tudo isso está sendo idealizado?
Carrego um profundo orgulho em ter trabalhado naquele BB, mas também nutro decepção com a atual situação.
Respeitosas e Cordiais Saudações

Nildete disse...

Doutor Medeiros


Sempre fico feliz por ler suas postagens. Concordo quando diz que o BB mudou muito. Aposentei em 2006. Hoje, ao entrar numa agência me sinto uma estranha no ninho. Um abraço

Anônimo disse...

Emérito Mestre MEDEIROS:


Que bom que o Senhor voltou com o ASTRAL EM ALTA e com o ESPÍRITO DE LUTA cheio de DISPOSIÇÃO e VIGOR. A ESPERA foi longa, mas NOSSAS FILEIRAS AGORA ESTÃO COMPLETAS. Nesse INSENSATO MUNDO, no qual nos tornamos mesmo sem querer NIILISTAS ou INDIFERENTES, onde NADA SURPREENDE MAIS NINGUÉM (embora emocione), o Senhor RETORNA numa hora CRUCIAL para o PAÍS e para os APOSENTADOS/PENSIONISTAS, como SER HUMANO INDISPENSÁVEL nas LIDES que virão.

Anônimo disse...

Realmente, Dr. Medeiros,

Por onde a gente anda, há comentários de que o desleixo com nosso ex-empregador é proposital; ganhar apoio popular para privatizar o BB, com certeza com interesses que, naturalmente, não são os do povo, dos aposentados e pensionistas.

Anônimo disse...

Caro Medeiros e colegas,

A situação nas agência não está nada boa, a imagem pública do Banco está terrível.

No sagão das agências, frente aos terminais de ATM, só se ouve crítidas e reclamações. E com razão..., porque é comum a ocorrência de falhas inaceitáveis, coisas bobas, mas que provocam um desgaste de imagem sem volta. E quase todos os problemas que geram as crítidas são defácil solução: máquinas sem fita para emitir comprovante, máquinas inativas por falta de cédulas, e muitas outras simplesmente com a tela avisando prá procurar outro terminal. Tudo problema administrativo, nada mais.

Hoje, nós aposentados, somos nada dentro de um agência, nem conhecidos somos mais, olham-nos até com certo desdém.

Só prá terminar: recentemente, no terceiro andar aguardando atendimento, à minha frente se postava, também aguardando o momento de ser atendido, um antigo fazendeiro tradicional daqui da minha cidade, com quem tive muito contato profissional no meu tempo de ativa, de rosto sisudo e nada satisfeito, simplesmente virou prá mim e disse:
-- Isto aqui parece mais um botiquim de banana, é triste ver o que foi e o que é, retrato do Brasil de hoje.

Apenas concordei com ele, não tinha como defender meu antigo patrão.

É isso aí, se continuarmos a insistir em permanecer por aqui nesta peregrinação terrena, acho que vamos nos aborrecer cada vez mais.

Anônimo disse...

Dr. Medeiros e colegas,

Meu pai, que Deus o tenha em bom lugar, que tinha apenas o segundo ano primário, me perguntou quando eu lhe comuniquei que tinha passado no concurso do BB, outubro/1979, você vai entrar no Banco? Eu respondi que sim que o Banco era bom. Então ele disse: até quando?

Anônimo disse...

DR.


Por oportuno, transcrevo comentário feito em outro blog:

"É triste mas é verdade.
O desleixo, o pouco caso das administrações do BB para com os clientes é inominável, vil, revoltante.
Não interessa se o cliente tem há mais de 50 (cinquenta ) anos sua conta corrente junto ao BB, pois é tão mal atendido que parece dever ao BB.
Maquinário sucateado, manutenção com falhas primárias.
Desrespeitoso e ridículo atendimento está sempre prestado.

A FARSA DE UMA PRIVATIZAÇÃO POR MAU ATENDIMENTO JOGA NO LIXO A IMAGEM CONSTRUIDA DESDE A ÉPOCA DO IMPÉRIO.

"Isso tudo é o reflexo de governos que estão, ou na cadeia , ou sendo investigados por corrupção e delitos de furto ao erário público.
Quando a cabeça está doente o corpo todo ou se envolve ou padece.
Antevejo um futuro difícil caso as coisas permaneçam no estado atual.
REZEMOS!"

Medeiros disse...

Obrigada Nildete e Janone pelo carinho e fidelidade.

Forte abraco

Anônimo disse...

Amo esse blog

Adelaide

Anônimo disse...

Não nos abandone mais Medeiros. Estávamos sentindo uma falta enorme

Luiz

Anônimo disse...

Confirmo tudo o que os colegas disseram acima.

Helio