JACARÉ E CROCODILO

quinta-feira, 13 de abril de 2017

EMILIO ODEBRECHT disse que alertou Lula que os gananciosos solicitantes de propinas estavam se transformando de jacarés em crocodilos. Qual a diferença entre essas espécies ? O tamanho, o crocodilo é muito maior, já vi crocodilo de mais de seis metros, no Egito e nos zoológicos e parques de Orlando, na Florida. A guela também. E o apetite sem dúvida. Lula desmente o encontro, diz que não há provas. Se alguém pediu grana por ele - no caso o Palloci - tem que ser preso. Repete a estratégia do mensalão de que não sabia de nada. Lá quem pagou a conta e levou a pior foi o Zé Dirceu.


A delação da ODEBRECHT está dando o que falar, especialmente a divulgação dos vídeos. Algumas surpresas. Sobrou, por exemplo, para minha cidade natal, Uruguaiana, pois o prefeito atual, Ronie Mello, está na listagem, assim como o deputado estadual Frederico Antunes, um guri que eu vi nascer, neto de Leocadio Antunes, que foi presidente do BNDES no tempo do Jango.

Também se comenta agora que o Ministro Mantega teria envolvido o ex presidente do BB, Bendine, o Dida,  na operação da compra da Previ das torres sul em São Paulo, empreendimento da ODEBRECHT, para que o BB auxiliasse a ODEBRECHT Ambiental. A propina seria da ordem de 26 milhões de reais. É preciso investigar. É necessário esclarecer. Certamente a Previ vai divulgar nota a respeito como já fez anteriormente. É dever de transparência que vem cumprindo ultimamente. É triste para mim ver o nosso Banco do Brasil envolvido em notícias de escândalos. Desde 2014 se fala mal do ex presidente  Bendine e parece que até hoje nada de concreto se apurou contra ele. Pessoa de confiança da Dilma. As ações do BB caíram 5 por cento hoje.

Falando nela , circula sua veemente negativa. Diz que nem conhece o Marcelo ODEBRECHT, que nunca falou com ele, até negou alguns pleitos da construtora.  No final acho que Emílio e Marcelo vão ficar na história como grandes mentirosos, mais até do que corruptores. Será mesmo ? 

Olhem , é muita confusão, muita corrupção, muita sujeira , pra meu gosto. Espirrou pra tudo quanto é lado. Um capítulo muito negro na história brasileira. Candidatos presidenciais, ex governadores, sobrou até para o esquecido Germano Rigotto do RS, Oito Ministros de Estado e o próprio presidente citado como articulador de captação indevida de recursos para campanha eleitoral, que também nega com indignação.

Nesse cenário não adianta anunciar queda de inflação e baixa de juros. Até porque pouca gente acredita. A bolsa baixou para menos de 63 000 pontos. Os investidores estrangeiros se retraem.

A semana Santa vai dar um pequeno refresco na crise e a Páscoa vai chegar como uma promessa de melhores dias, promessa de recuperação, promessa de ressurreição. DIZEM que os fabricantes de chocolates estão arrependidos de não terem produzido jacarés de chocolate, em lugar dos tradicionais coelhos.. Iam vender como água.

FELIZ PÁSCOA PARA TODAS E TODOS.

13 comentários:

Anônimo disse...

Eu pedi há poucos minutos para o doutor falar sobre a lava jato e já nos brindou com esse texto irônico e brilhante

Anônimo disse...

O doutor é como eu , está cheio de nojo.

Anônimo disse...

Claro, está difícil de aguentar.

Arnaldo, Br

Anônimo disse...

Texto brilhante mesmo. Retrata o nosso sentimento de tristeza e indignação com tanta sujeira.

Anônimo disse...

Gostei muito de uma entrevista dada por um alto escalão da PF. Segundo ele, desde os tempos de delegado sempre acompanhou as matérias jornalísticas que envolvia a PF. De uns tempos para cá, a Polícia saiu das páginas policias para as de política e economia.
Abordou de maneira brilhante que a corrupção sempre existiu nas empresas estatais. Entretanto, tudo mudou quando todos os ilícitos foram transferidos para controle da Casa Civil. Aí a coisa foi institucionalizada.

Anônimo disse...

Dr Medeiros

O doutor é adivinho. No seu post Bins ventos falava que existiam nuvens negras no horizonte para abril. Taí a delação da ODEBRECHT.

Anônimo disse...

Eu nem sei como começar a escrever para mostrar que não estamos preparados para uma mudança radical que hoje estamos vivenciando na Previdência, nas leis trabalhistas, reforma politica, já que as mudanças deveriam ter acontecido ao longo do tempo. O tempo passou e elas não ocorreram. Então chegamos ao impasse de não se fazer agora vamos sucumbir em pouco tempo. Erros que sempre foram cometidos e nós deixamos passar em branco, por falta de visão ou por comodismo não os combatemos. Temos medo das mudanças e agora chegamos ao impasse: renovar ou morrer? Então vamos renovar.
Nós brasileiros fomos tratados com paternalismos. Os políticos oportunistas criaram leis paternalistas para conquistar os eleitores e se reelegerem eternamente esquecendo que o Estado um dia não teria capacidade de aguentar tamanha despesa.
Políticos irresponsáveis e aproveitadores se deleitaram ao longo de décadas e acenaram com benesses que um dia provocariam estragos insuportáveis. A corrupção tomou conta, as despesas se avolumaram e os impostos foram elevados a patamares nunca vistos. O Estado se agigantou, a economia se estatizou, o governo ditava as normas, as estatais cresceram as custas do contribuinte em que os prejuízos da má administração da coisa pública e a corrupção imperava em todas as atividades estatais.
Esse estado de coisa seduziram diversos segmentos da sociedade e com grande enfase nos sindicatos de trabalhadores que se politizaram e mudaram completamente seus objetivos e seus dirigentes passaram a atuar em proveito próprio se envolvendo de forma não ortodoxa com o poder governamental e aos péssimos empresários.
Temos que mudar, oportunidade tivemos quando do plebiscito para se escolher a forma de governo: parlamentarismo ou presidencialismo. Infelizmente o presidencialismo ganhou e uma ótima oportunidade passou.
Depois tivemos oportunidade de privatização das empresas estatais. Muitos foram contra por falta de informação adequada e acreditaram no discurso do PT e do Lula contra a privatização. Mas ninguém sabia das reais intenções do PT e do Lula. E as estatais se tornaram o núcleo da corrupção neste país de mal informados.

Ontem li nos jornais o ex-presidente do BB o "Dida" correndo desesperado atrás de propina e reclamando que que o Mantega não lhe dava oportunidade segundo delação da Odebrecht.

Esse foi o Banco e o país que nós ajudamos a construir a partir dos anos 2002.




Anônimo disse...

Temer, Lula e FHC articulam pacto por sobrevivência política em 2018

MARINA DIAS
DE BRASÍLIA

13/04/2017

Foi em novembro do ano passado, quando a Lava Jato mostrou poder para atingir novos setores políticos e econômicos, que emissários começaram a costurar um acordo entre dois ex-presidentes e o atual chefe da República.

O objetivo era que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (PMDB) liderassem um pacto para a classe política, fragilizada pelo avanço das investigações.

Apartamentos de autoridades e restaurantes sofisticados serviram para que aliados dos líderes políticos discutissem medidas para limitar a operação e impedir que o grupo formado por PSDB, PT e PMDB seja, nas palavras de articuladores desse acordo, exterminado até 2018.

Nas últimas semanas, a Folha ouviu pessoas relacionadas às três partes e a avaliação foi unânime: a Lava Jato, segundo elas, quer enfraquecer a classe política e abrir espaço para um novo projeto de poder, capitaneado, por exemplo, por integrantes da investigação da Lava Jato possivelmente interessados em disputar eleições.

O bom trânsito com os dois ex-presidentes e com Temer credenciou o ex-ministro do STF Nelson Jobim e o atual ministro da corte Gilmar Mendes como dois dos principais emissários nessas conversas.

Jobim tem falado com todos. Já almoçou com Temer e FHC e marcou de encontrar com Lula nos próximos dias. Gilmar, por sua vez, hoje é próximo ao presidente, que participa de negociações para articular um acordo para a reforma política, diante do debate sobre a criminalização das doações eleitorais.

Este é o ponto que atinge os principais expoentes da política brasileira, inclusive Temer, Lula e FHC, os três citados nas delações de executivos da Odebrecht por recebimento de dinheiro de forma indevida, por exemplo.

As acusações contra Lula e FHC foram encaminhadas a instâncias inferiores pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, visto que ambos não têm foro privilegiado. Temer, por sua vez, apesar de citado em dois inquéritos, não é investigado por sua "imunidade temporária" como presidente.

A convergência entre os três é: se não houver entendimento para assegurar um processo eleitoral "tranquilo" em 2018, aparecerá um "outsider" ou "aventureiro".

O acordo de bastidores passaria pela manutenção de Temer até 2018 e a realização de eleições diretas, em outubro do ano que vem, com a participação de Lula.

continua...

Anônimo disse...

...continuação

A tese de quem está à frente das negociações é que não há tempo para uma condenação em segunda instância do petista até 2018, o que o deixaria inelegível. E, caso exista, garantem, haveria recursos em instâncias superiores.

As conversas, por ora, estão divididas entre as articulações de cúpula, que costuram o pacto para a classe política, e as do Congresso, que buscam medidas práticas para eliminar o que consideram abusos da Lava Jato e fazer uma reforma política.

VOTAÇÕES

Entre o que esses grupos avaliam ser possível votar no Congresso para 2018 estão a aprovação da cláusula de barreira para partidos e o fim das coligações proporcionais.

Isso fortaleceria as siglas do establishment e enfraqueceria nanicos e aventureiros.

Projetos como a anistia ao caixa dois, um novo modelo para o financiamento de campanha eleitoral e até o relaxamento de prisões preventivas, que mantêm encarcerados potenciais delatores para a força-tarefa, também entrariam na lista de medidas.

FHC, Temer e Lula se falaram pessoalmente sobre o assunto em fevereiro, quando os dois primeiros visitaram o petista no hospital onde sua mulher estava internada.

As conversas, segundo relatos, foram rápidas e reservadas, em razão da circunstância delicada, mas ficou acertado que, "pelo Brasil", todos dialogariam.

A partir dali, emissários se movimentaram com mais frequência, mas, por ora, não há expectativa de que os três se encontrem novamente.

Mas em público, os agentes têm falado. FHC afirmou que é preciso "serenar os ânimos" e "aceitar o outro". Já havia dito que era preciso fazer "distinções" entre quem recebeu recursos de caixa dois e quem obteve dinheiro para enriquecer. Gilmar Mendes e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT) acompanharam o tucano.

No Congresso, o discurso é ainda mais direto. Parlamentares repetem que é preciso "separar o joio do trigo" e "salvar a política".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/04/1875266-temer-lula-e-fhc-articulam-pacto-por-sobrevivencia-politica-em-2018.shtml

Anônimo disse...

Achei muito bem escrita a nota soltada pela Previ, apesar de não acreditar numa vírgula sequer que venha de lá.
Não acreditar motiva notificação?

Medeiros disse...

Acho que cada um tem direito de se manifestar desde que de forma educada e sem agressões.

Anônimo disse...

Se no Mensalão, que visava apenas o PT levou 10 anos para saírem as primeiras condenações no STF, imagine quanto tempo levará na Lava Jato, que envolve PT, PMDB,PSDB, DEM, ETC, ETC. Eu, do alto de meus 72 anos, certamente não presenciarei o desfecho.

Anônimo disse...

Supostamente teriam oferecido 50 milhões de reais a Joaquim Barbosa para fazer vista grossa no mensalão.
Será que eu resisteria? Sinceramente não sei. Podem me execrar, mas só acredito em quem tenha tido a "oportunidade" e tenha recusado.
Por isso os mecanismos de controle precisam ser eficazes para pessoas como eu que tem dúvida quanto a reação sejam impedidas de se dobrarem a tentação.
Nunca tirei nada de ninguém e ponto. Agora 50 milhões, um prêmio de mega sena, é dinheiro demais e nessa luta para comprar remédios, se alimentar dignamente o dilema seria grande.
Ah! Apesar de não ser atenuante, de pessoas físicas jamais. Agora se fosse de um banco...