NO MEIO DA TORMENTA

sábado, 5 de setembro de 2015

Estamos no meio do temporal.  O país está vivendo momentos de tensão. Dólar vendido nas casas de cambio a R$ 4,10. Inflação e juros em alta. PIB e popularidade da Dilma em baixa. Cai ou não cai o Ministro da Fazenda ?  Cai ou não cai a presidenta ? Entra ou não entra o vice Michel Temer ? O Brasil perde ou não perde o grau de investimento ? José Dirceu e Vaccari vão ou não passar a réus do petrolão ? O Governador Sartori tem ou não tem razão em parcelar os salários do funcionalismo ?  Tanta coisa ! Meu Deus !

Nessa conjuntura difícil e complicada de nível nacional e estadual, nossos assuntos internos, da CASSI, com reunião emergencial ontem, e da PREVI, com depoimento do presidente Gueitiro na CPI, passam a segundo plano, com certeza.  São envolvidos nessa onda maior de um tsumani político, econômico e social, de proporções imensas e de consequencias ainda inimagináveis.

O feriado do dia sete de setembro vai dar uma pequena folga no sufoco e servirá para alguns acertos necessários de ordem política e institucional. A próxima semana promete. Será uma semana de decisões importantes para a economia e para o Governo. Vamos torcer para que venha o melhor para todos nós. O dólar não pode continuar nessse patamar e a bolsa também precisa melhorar. A saida do capital externo da bolsa tem que ser estancada.


O que fazer ?  Temos que ir tocando a vida. Fazendo a nossa parte. Mais na frente abordaremos os temas de nosso interesse que ficaram pendentes de análise e reflexão. Cada coisa em seu momento, conforme o Eclesiastes.

Agradeço o apoio recebido pela minha candidatura ao conselho deliberativo da ANABB. Temos que aguardar o cronograma das eleições para a liberação da propaganda. As inscrições se encerram no dia 8.


Fui ontem na Exposição Agro Pecuária de Esteio, a maior exposição de animais do país. Na América do Sul perde apenas para a de Palermo, em Buenos Aires. Visitei o local do Banco do Brasil.Estava quase vazio. Assisti o desfile dos animais campeões. Os discursos oficiais do Governador Sartori e da Ministra da Agricultura Katia Abreu. As manifestações indignadas e as vaias dos representantes do funcionalismo do Estado contrariados com os parcelamentos dos salários. A insatisfação dos produtores rurais com os rumos da economia e com o contingenciamento do crédito agrícola. Muitas críticas ao BB. Muitos elogios ao SIcredi e à Caixa Economica Federal, vejam só. Mau sinal.

Há quarenta anos - o tempo passa - eu inaugurei em Esteio o stand do BADESUL, que lá continua até hoje.  Naquela ocasião, 1975, eu era diretor de crédito rural do Badesul, com 37 anos de idade. O BB imperava absoluto no parque de exposição. Nós apenas financiávamos o que o BB descartava. Todos os ruralistas tinham o BB como parceiro, não como emprestador. No ano seguinte, 1976, o pequeno Badesul bateu o BB em financiamento rural na Exposição de Esteio e causou espanto. Fui, então, cogitado para diretor de crédito rural do Bacen, mas era em Brasilia e a Ana não quis. Tenho história. As vezes eles esquecem e me provocam na Previ.

Entretanto, voltei da Exposição com o sentimento de orgulho revigorado pelas realizações extraordinárias do trabalho de nossa gente, traduzido em animais de excelente performance e em máquinas agrícolas de alto desempenho. Sinal de que nem tudo está perdido. Aplausos para aqueles que produzem e fazem acontecer. O setor rural era o grande pilar em que assentava o nosso Banco do Brasil. Era ou é ?  Outra dúvida ?  Meu Deus !

29 comentários:

Jair Mário Bork disse...

Não entendo mais nada. A China dá sinais de ENFRAQUECIMENTO, e as bolsas mundiais despencam. Os Estados Unidos dão sinal de FORTALECIMENTO, e as bolsas mundiais despencam. Tudo isso com as duas maiores economias do planeta. Durma-se com um barulho desses.

Anônimo disse...

Caro Jair Bork, os investidores são promíscuos e especuladores. Se a economia na China vai mal, todos vendem suas posições de papeis chineses para comprar papéis mais rentáveis. Isso faz as bolsas pelo mundo despencarem. O fortalecimento da economia americana produz o mesmo efeito, pois a economia americana é fortemente atrelada aos investimentos na China. Ainda há muita desconfiança no mercado quanto ao futuro da China. Os investidores também ainda aguardam a decisão do FED (Banco Central Americano)sobre elevação das taxas de juros lá, devido justamente ao reaquecimento da economia americana.
Se isso acontecer lá, muitos investidores levarão suas posições para os Estados Unidos.
Já o efeito aqui dessa alta dos juros lá será terrível. Vai agravar ainda mais a recessão brasileira.
A decisão do FED sai na semana que vem.
Oremos para que as taxas não subam por lá.

Anônimo disse...

Ao Jair Mario Bork:

você já notou que nestas horas somem todos os economistas "experts" em adivinhar o simples e dar conselhos inúteis para quem não tem dinheiro? Quando a coisa aperta, eles desaparecem. Fazer previsões óbvias é muito fácil.

Anônimo disse...

Como aposentado do BB, assistido da Previ, infelizmente, só não posso me julgar em situação pior que a dos refugiados tentando um solo sem guerras e barrados por todos e morrendo como coisas descartadas da face da terra, pelo menos isso ainda temos uma terra para pisar, mas que cada vez mais a nossa vida está piorando, piorando se tornando insustentável, como você disse ai em cima Grande Medeiros, MEU DEUS! MEU DEUS!

Fernando disse...

Colega Jair, esse negócio com ações, um espirro do Obama é o que basta para os ESPECULADORES ganharem dinheiro com estas altas e baixas no mesmo dia.Compram na baixa pela manha e vendem na alta a tarde, tipo urubus. E nossos ativos da PREVI estão nessa furada .É muito volátil. Imaginem, quem tem informaçao privilegiada , é um abraço. Quantos colegas esperando financiamento imobiliario , empréstimos simples melhorado, com liquidez de 100%.

Anônimo disse...

Na primeira vez que visitei a Exposição Internacional de Esteio, em meados da década de 70, o fiz porque, na condição de chefe da antiga CREAI em agencia do interior, tinha interesse em saber das novidades para compartilhá-las com meus colegas e com os clientes em potencial.
E digo-lhe, caro Dr. Medeiros, fiquei impressionado com o nível de organização e dos animais e equipamentos ali apresentados.
Coisa de primeiro mundo, com certeza.
Parabéns ao povo rio-grandense do sul.

Anônimo disse...

Essa festa aí parece Brasília. Tá cheia de chifre...

João Rossi Neto disse...

Mestre Medeiros e colegas

BRASIL EM CLIMA DE TERRA ARRASADA

A economia americana está com a baixíssima taxa de 0,3% de inflação ao ano, e por incrível que pareça, a preocupação do Governo é de entrar com medidas e elevá-la para aceitáveis e comedidos 2% ao ano, com vistas a incrementar o consumo das famílias, acelerar o crescimento e baixar ainda mais o nível de desemprego (pouco mais de 5%).

O Fed dos EUA projeta aumentar a taxa de juros, o que fatalmente irá provocar uma gigantesca evasão de dólares especulativos que estão aplicados nos países emergentes, pois é certo que os investidores irão procurar rentabilidade e segurança para os seus recursos.

O Brasil será o grande prejudicado e sua situação poderá se agravar, embora possua reservas cambiais superiores a US$ 370 bilhões para suportar esses rombos. Basta os EUA tossirem para o nosso país pegar uma gripe.

Temos, hoje, a maior desvalorização já vista do real em relação ao dólar e essa situação normalmente acarreta dois tipos de situações:

- Uma é a redução das “importações”, dado que o dólar caro freia as compras e viagens de turismo, aspectos positivos, mas em contrapartida, gera desvantagem, eis que afeta as aquisições de bens de produção, sobretudo para a indústria;

- Duas, é que deveria destravar as exportações, vez que os importadores comprariam um volume maior de mercadorias com menos recursos, todavia, não é isso que está ocorrendo, haja vista que parceiros comerciais como a China estão com o freio-de-mão puxado em suas compras e com a demanda reprimida, a tendência é que o preço das commodities sofram quedas, conforme vêm sendo registrado com o minério de ferro vendido pela Vale S/A aos chineses.

Penso que o Governo Dilma adota política equivocada no câmbio. De que adianta manter reserva cambial elevada, ociosa, improdutiva, sem utilizar esse dinheiro para controlar o câmbio flutuante com intervenções regulares até atravessar a tempestade, mediante venda da moeda americana e suprir o mercado para conter a disparada do dólar.

Não podemos olvidar que a cotação alta do dólar alimenta a inflação, uma vez que se espraia e contamina os preços de produtos de primeira necessidade (combustíveis, remédios, trigo, transportes, componentes eletrônicos, etc.).

Sem um experiente novo timoneiro para o país, a caótica crise econômica e política não serão debeladas nem a custo de reza. A Presidente Dilma perdeu totalmente a credibilidade e suas falas ecoam no deserto.

Os seus argumentos de que o Brasil voltará a crescer no curto prazo, sem bases cientificas e na retórica, são falácias que não convencem nem os trabalhadores mais humildes, que entendem apenas os recados de aumentos nas suas contas de água, gás, energia elétrica e na cesta básica, já que são os que mais sofrem com o vendaval inflacionário.

Nunca vi, na nossa história política, um Presidente da República, depender tanto de um Vice-Presidente (Michel Temer). Entre o ridículo índice de popularidade da Dilma e a desmoralização cabal do PT devido à rede de corrupção e a ladroagem na Petrobras, nenhum dos dois tem salvação.

É preciso fechar o Brasil para balanço e colocar a placa: Sob nova direção. Uma renúncia da Dilma, neste momento em que enfrenta o inferno de Dante, cairia como uma luva e seria um ato de grandeza para o bem da Nação.

Anônimo disse...

p dilma : dilma, mulheres inteligentes,sensatas e sensiveis sabem a hora de sair de "situaçoes de extremo risco"!estah se comportando como um collor qlr!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Prezado Medeiros.
Permita me uma observação: Com relação à situação da CASSI, tudo bem, nossas preocupações passam para um segundo plano, mas, com com relação ao depoimento do presidente,da Previ nada acrescentou às nossa preocupações.Foi uma cantilena de mesmices proferidas em tom autoritário, eivada de muita presunção, própria de quem não se sente obrigado a dar nenhuma satisfação a quem quer que seja. Só faltou a frase "qualquer problema vão se entender com o Banco do Brasil.O que mais foi dito foi: - estou a pouco tempo no cargo e nao tenho conhecimento disso ou daquilo. Será que o comandante desconhece uma coisa chamada Assessoria? As respostos foram escorregadias e vasias de conteúdo, quase iguais àquelas que dadas aos aflitos associados, quero dizer necessitados pós-laborais. quando rogam, trêmulos, algum esclarecimento. Os deputados com raras exceções pareciam desconhecer o problema dos fundos ou se mostravam desinteressados em inquiriçoes maiores dando-se logo por satisfeitos proferindo ôba,ôbas ao desenpenho do questionado. O interesse político pro e contra predominaram, salvo melhor juizo ou desenrolar futuro dos acontecimentos...quem de nós sobreviver, verá. Meus ouvidos já estão estourando com o nefasto refrão: perdeu, perdeu...

Anônimo disse...

É óbvio que hoje o Banco do Brasil é antes um problema do que algo que ajuda o País. Mesmo em outro governo, o BB pode ser um ativo a ser vendido. O grande problema das pessoas é que ficam paradas no tempo. O chamado grande funcionalismo público(aliás, coisa que não é so do BB) CHUPA O SANGUE DOS PAGADORES DE IMPOSTOS. Ou seja, o negócio era fazer concurso e ficar NA BOA. ACABOU. Agora, tem que se correr atrás....haja vista a Europa invadida. O mundo pacífico do pós-guerra acabou. E o BB perdeu sentido em 1986, quando acabou a conta-movimento. Hoje, é um sonâmbulo, à espera de alguém que tenha coragem de fazer o que escrevo. Dá pra privatizar o BB e manter alguns direitos dos aposentados. O fundo da Previ é independente apartado. Mas, esqueçam o velho BB. Foi um era que se foi. Nem o chamado governo de esquerda do PT conseguiu fazer algo além do que refém de pedaladas.

Pedro Borges disse...

Dr. Medeiros,

Sou associado da Anabb há muitos anos e tenho ações de imposto de renda pendentes. Não quis me desligar, a exemplo de muitos colegas, pois acredito que a entidade tem muito a oferecer aos participantes. Como, todavia, estou no interior, desconhecendo os méritos e deméritos de quem se candidata aos diversos cargos nas eleições, venho pedir-lhe orientação de nomes para o próximo pleito. Venho seguindo o seu Blog e tenho confiança no seu trabalho e na sua pessoa, motivo desta minha solicitação. Grato.

Anônimo disse...

Caro colega de blog Jair Mário Bork,

Bolsa e economia são coisas totalmente distintas: Economia é uma coisa real; Bolsa é apenas uma coisa virtual. Economia cria riquezas; Bolsa apenas transfere ao longo do tempo a titularidade das riquezas. Assim, os aposentados de 2030 dependem da produção de 2030. Ações são apenas créditos sobre a produção futura. Bolsa de Valores é apenas uma aposta. Em toda aposta surge sempre um perdedor. O retorno ao real nos reenvia ao verdadeiro “fundamento” da Bolsa: a exploração dos trabalhadores*. Portanto, os aposentados e pensionistas tem sido os perdedores. Lamentavelmente, os associados dos fundos de pensão tendem sempre a ser os perdedores. Aliás, a Bolsa brasileira está em tendência de baixa irreversível, como matematicamente logramos demonstrar. Em outros termos, a bolha está sendo lentamente esvaziada. Ademais, todos os números ligados à Bolsa tendem a ser manipulados, quer sejam lucros/prejuízos, cotações, dividendos/JCP, etc. Portanto, o atual capitalismo bursátil é uma espécie do gênero conspiração. Uma notícia não muda o ciclo; uma notícia altista num ciclo baixista pode até mitigar a tendência baixista um par de dias.
* Aposentados e pensionistas do regime de capitalização.

Medeiros disse...

Caro Pedro Borges

Assim que liberada a propaganda eleitoral divulgarei os nomes que apoio e que me apoiam. São colegas ligados a FAABB, a associações de aposentados e ao MSU. Queremos melhorar a Anabb.

Aguarde. Breve termina a quarentena e começa a disputa.

Marcelino Maus disse...

Sobre a CPI-FUNDOS/PREVI/depoimento do Gueitiro:

"... O interesse político pro e contra predominaram, salvo melhor juizo ou desenrolar futuro dos acontecimentos...quem de nós sobreviver, verá. Meus ouvidos já estão estourando com o nefasto refrão: perdeu, perdeu..."
6 de setembro de 2015 01:23

Faltou a principal pergunta ao PRESIDENTE da PREVI:

" Sr. Gueituri Genso, porque o Senhor ainda não cumpriu o TAC da PREVIC que determinou o CANCELAMENTO DA REVERSÃO DE VALORES VERTIDOS AO BB e a REDUÇÃO AO TETO, DOS BENEFÍCIOS "SEM TETO" dos mais de 200 Marajás do BB e da PREVI? "

Bom Domingo - espero que amanhã o Brasil conquiste mais uma INDEPENDÊNCIA com a Renúncia da Presidenta.

rafael campagnoli disse...

Caro dr Medeiros: considerando a gravidade dos assuntos que infelizmente agora fazem parte do nosso cotidiano, podemos afirmar que até 1998 estivemos adormecidos e acreditando num sonho com final feliz? Nos meus 32 anos na ativa no BB ainda está muito clara a lembrança das angústias provocadas nos anos FHC ( reajuste zero, abonos, retirada de patrocínio às AABBs, intervenção na Previ que dura até hoje, abandono da Cassi etc ). Por outro lado, os 8 anos de reajuste dos proventos da Previ naquele período pelo IGP-M deu um saldo enorme no valor das aposentadorias dos colegas que se aposentaram antes daquele nefasto período, e hoje vemos ainda uma maioria que goza de excelente condição financeira. Veja meu caso: me aposentei com 32 anos de BB, sendo os últimos 8 como gerente geral e a última agência uma nível 2 de excelente performance, mas recebo um terço a menos do que ex gerads que deixaram o Banco com 25 anos de contribuição! Isso explicaria os bilionários superávits da Previ e a importante discussão sobre o "estatuto da posse"?

Anônimo disse...

GRAVE DENÚNCIA PETROBRÁS PARTE I

Em 22 de abril de 2015, sob a presidência do presidente do Conselho Luciano Galvão Coutinho, o Conselho de Administração da Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras deliberou sobre o relatório da Administração da Petrobras – exercício de 2014, abrangendo capítulo de análise financeira, relativo às demonstrações contábeis da Petrobras (Consolidadas) – exercício de 2014. O Conselho de Administração, por maioria, ressalvadas as manifestações em separado dos conselheiros José Guimarães Monforte, Mauro Rodrigues da Cunha e Sílvio Sinedino, com a presença dos membros do Conselho Fiscal:

a) aprovou o capítulo de análise financeira relativo às demonstrações contábeis da Petrobras (consolidadas), do exercício social de 2014, a ser incluído no relatório da administração da Companhia que será objeto de deliberação pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE);
b) determinou o encaminhamento da matéria à apreciação do Conselho Fiscal;
c) aprovou o relatório da administração da Petrobras 2014 e autorizou o encaminhamento à AGE, a ser realizada em 25 de maio de 2015;
d) determinou que o relatório da administração da Petrobras 2014 seja remetido ao Conselho Fiscal;
e) aprovou a convocação de AGE a ser realizada em 25 de maio de 2015, às 15h, na sede da Companhia para deliberar sobre as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2014, bem como sobre as demais matérias que delas dependiam e que não puderam ser incluídas na pauta da Assembleia Geral Ordinária – AGO.

Ocorre que nada era o que parecia ser! O laudo elaborado por duas consultorias externas independentes foi engavetado e a auditora externa PWC, em claro conluio com a administração da Petrobras, (como os administradores e conselheiros das duas empresas estão em evidente situação de falha dos seus deveres de diligência, agiram no sentido de minimizar as consequências resultantes dos ilícitos praticados nos últimos anos, por omissão, incompetência técnica, eventual má fé e conivência recíproca) escolheu valores muito abaixo dos valores apurados pela DELOITTE e BNP PARIBAS (a previsão de baixas contábeis era de R$ 88 bilhões de reais).

Tudo fizeram para parecer que essa baixa contábil de R$44 bilhões fosse tratada como ajuste nos ativos da empresa, em consequência da queda no preço do petróleo, que se agravou muito em janeiro de 2015 ou seja, trataram como se fosse um evento subsequente ao encerramento do exercício de 2014, conforme foi consignado nos votos contrários do conselheiro independente Mauro Rodrigues da Cunha. Esse valor relevante causou uma nova crise na Companhia que evoluiu para a demissão de toda a diretoria no início de fevereiro de 2015,infelizmente a PWC escolheu a “lei do menor esforço”, considerando como baixas contábeis apenas R$ 44 bilhões e adicionando outros R$ 6,2 bilhões de reais referentes a perdas com corrupção.

É importante esclarecer que, no entendimento dos procuradores da Operação Lava Jato, o valor desviado a título de corrupção é no mínimo três vezes maior, podendo ser ainda maior! É importante para isso, ler cuidadosamente as manifestações dos três conselheiros de administração independentes e dos dois conselheiros fiscais independentes que estão anexadas a esta correspondência.

Novamente insisto que no âmbito da Petrobras nada era o que parecia ser. O tempo todo, os seus administradores e auditores, incluindo os analistas e diretores da Comissão de Valores Mobiliários, que prevaricou gravemente no exercício de 2010 até meados de 2012 em consequência da gigantesca capitalização da Petrobras, engendrada pela União Federal, a qual revestiu-se de inúmeras ilegalidades, principalmente no que se refere à legitimidade da sua aprovação, esforçavam-se para enganar os investidores. Esclareço que, nos anos de 2010, 2011 e 2012 eu protocolei as seguintes manifestações:

Anônimo disse...

GRAVE DENÚNCIA PETROBRÁS PARTE II

1 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 22.06.2010 (que aprovou a capitalização);

2 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 12.09.2010 (que converteu sorrateiramente “Títulos públicos” em cessão onerosa da Petrobras, que significou na prática em mais uma maneira ardilosa de enganar os investidores);

3 - Assembleia Geral Ordinária – realizada em 28.04.2011;

4 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 23.08.2011 (após da qual, o conselheiro Fábio Coletti Barbosa renunciou em decorrência das minhas denúncias);

5 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 19.12.2011 (ouvir vídeo de Mauro Cunha em anexo – Responsabilização absoluta dos auditores da KPMG por incompetência na sua auditoria SOX, pois permitiram toda sorte de conflito de interesse e outras violações da Lei Sarbanes OXley);

6 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 27.01.2012;

7 - Assembleia Geral Ordinária – realizada em 19.03.2012 (cobrança frontal contra a PWC, envolvendo a KPMG, uma vez que a PWC deveria revisar os “papeis de trabalho” da KPMG referente ao exercício de 2011);

8 - Depoimento na CVM – realizado em 18.03.2013 (denúncias gravíssimas envolvendo principalmente votos fraudados, ilicitudes BB Milenuim 6 e conselheiros eleitos ilegalmente, desde janeiro de 2003, e a CVM nada fez);

9 - Assembleia Geral Ordinária - realizada em 29.04.2013 (vide manifesto);

10 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 16.12.2013 (talvez seja o documento mais importante de todos, o manifesto desta Assembleia e suas consequências especialmente o processo judicial que protocolei na 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro pedindo a anulação da Assembleia Geral, que aprovou a incorporação da refinaria Abreu e Lima – pelo valor contábil e aprovou com mínimos ajustes a incorporação da PIFCO, numa Assembleia presidida pelo senhor Almir Guilherme Barbassa, onde mais uma vez se verifica uma relação incestuosa entre uma empresa de auditoria da PWC e a administração reinante da Petrobras).

Tal denúncia resultou no fato real de que desde 2010 até 2013 o Tribunal de Contas da União recomendou a suspensão e posteriormente suspendeu em 2010 as obras da refinaria Abreu e Lima e outras obras a exemplo do Comperj e construção da sede da Petrobras, em Vitória (ES), sob indícios graves de superfaturamento.

A refinaria Abreu e Lima estava sendo investigada pelo Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União, CVM e as suas obras estavam ainda inacabadas e até hoje estão sem operar em sua normalidade. Portanto, não havia nenhuma justificativa para incorporar a refinaria diretamente ao patrimônio da Petrobras, uma vez que seriam perdidos os controles do custo individual da refinaria escondendo, em consequência disso, graves crimes, uma vez que, no meu entendimento, desde o exercício de 2010 os auditores da KPMG deveriam ter feito ajustes de "impairment" e esses ajustes deveriam ser feitos nos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014, o que nunca ocorreu.

Muito mais grave, a incorporação aprovada em conluio com a PWC ocorreu pelo valor contábil do patrimônio, onerando indevidamente os acionistas, sem que fossem apuradas as responsabilidades pelos imensos superfaturamentos. Para comprovar a minha afirmação, estou anexando a este documento a certidão da ata de Constituição da refinaria Abreu e Lima (leiam atenciosamente as primeiras páginas do anexo 34E e vocês comprovarão que o Paulo Roberto Costa era o principal executivo da Refinaria desde o seu início, sendo o maior responsável pelos aditivos, desvios e ilicitudes cometidas até abril de 2012. Importante salientar que os superfaturamentos continuaram até a incorporação da refinaria, no final de 2013, mesmo após a saída do Paulo Roberto Costa).

Anônimo disse...

Es capec fiasco antecipação reajuste engodo 13• misterioso ninguém sabe para quando peço ao sr que nos informe o que existe de verdade pq novembro tem 13 e em janeiro reajuste essa é a única verdade que temos de fato.

Anônimo disse...

Colega Rafael, de 06/09/15, às 11:44 h.
O reajuste na época foi pelo IGP-DI e não pelo IGP-M.

Anônimo disse...

Já imaginaram o Medeirão presidente do conselho fiscal da Petrobrás à época?

O desfecho seria outro com certeza!

Anônimo disse...

Acalmem-se. É só até dia 07.09.
Dia 08 em diante, tudo se resolverá.

Anônimo disse...

Dr. Medeiros,

Como Conselheiro eleito da Previ, como Advogado, como Contador, como Cidadão, como Gaúcho, qual será sua providência quanto essa denúncia da Petrobrás? A Previ tem um caminhão de dinheiro em ações...

Sua admiradora

Márcia

Anônimo disse...

Proprietários materiais da poupança concentrada coletiva equivalem a :
“(...) ele me lembrou uma frase de um grande operador de mercado de Wall Street, que relatou em seu depoimento aos controladores da SEC que”... a nossa função principal era manter os investidores calmos até o ultimo momento , … para então fode-los ao maximo.“

Medeiros disse...

Prezada Márcia,

A qual denúncia te referes ? São tantas. Especifique, por favor.

Anônimo disse...

A colega Márcia

Referente sua postagem de 07/09/2015 das 20:11.

Fiz um questionamento a respeito ao Dr. Medeiros do que se passa na Petrobras e os investimento da Previ na petroleira, conforme abaixo, e nem mereci nenhum comentário.

Até no exterior estão entrando na justiça pleiteando ressarcimento e que esse prazo já esta findando e não tenho nenhuma noticia de providências da PREVI a respeito.


Anônimo disse...
Dr. Medeiros,

Antes de comentários sobre esse encontro gostaria de externar minha preocupação sobre as perdas da PREVI com relação a Petrobras.

A grande preocupação se deve ao fato da gente não saber nada sobre as medidas que a PREVI vai ou não tomar para se ressarcir dos prejuízos causados pela corrupção e negócios maus feitos, como a compra da Refinaria de Pasadena.

Acredito ser viável que a PREVI tenha que tomar uma medida cabível para se ressarcir dos prejuízos, e o tempo corre contra a PREVI, para evitar perdas para os participantes.

Como não temos nenhuma notícia gostaria de saber se o sr. tem alguma informação a respeito.

Boa sorte a todos.



30 de agosto de 2015 19:36

Medeiros disse...

Obrigado Marcia.

Eu também estou preocupado com esse assunto da Petrobrás. Mas não posso responder pela Previ. Essa pergunta tem que ser endereçada ao presidente Gueitiro.

Medeiros disse...

Complementando, o Presidente Gueitiro informou na CPI que foi contratada uma empresa para avaliar a situação e emitir parecer sobre a viabilidade ou não da ação.

Anônimo disse...

Só espero que a empresa contratada não seja a de consultoria do Zé Dirceu.